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Porto Velho,  sáb,   31/outubro/2020     
política

Deputado Carlão considera-se um “preso político”

3/10/2006 01:50:41
 
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O presidente afastado da Assembléia mantém, segundo pesquisas em poder de assessores, o mesmo potencial de votos que detinha antes de ser preso pela “Operação Dominó”. Carlão e seus amigos ainda crêem na vitória. 


 Carlão de Oliveira considera que sua situação no momento é a de um preso político. Esse foi o tom de seu desabafo a um correspondente de um jornal de circulação nacional, numa entrevista recente. “Não me soltam por interesses políticos. Não há nada provado contra mim e não deixam que eu me defenda. A arma é de um servidor da Assembléia que era responsável pela minha segurança. Ele já admitiu isso em depoimento à Polícia Federal”, disse Oliveira.

Mas a angústia do parlamentar não derruba seu ânimo em relação às eleições de domingo. Mesmo preso no Centro de Correição da Polícia Militar, o deputado mantém a esperança de que será “um dos mais votados entre os candidatos a deputado estadual” e o mais votado de seu partido.

Preso desde o dia quatro de agosto pela Polícia Federal durante a “Operação Dominó”, o deputado vem conseguindo manter sua candidatura através de recursos judiciais, mesmo depois de vê-la impugnada no próprio Tribunal Superior Eleitoral.

VOTAÇÃO EXPRESSIVA

Carlão foi preso, juntamente com outros chefes de poderes, acusado de chefiar uma quadrilha que teria desviado cerca de 70 milhões de reais da Assembléia Legislativa. As figuras mais proeminentes presas pela Polícia Federal já tiveram o seu cerceamento de liberdade relaxado.

O próprio Carlão chegou a ser solto quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) não aceitou a denúncia mais pesada, a de formação de quadrilha, apresentada pelo Ministério Público Federal. Ele foi preso novamente – quando estava na fila de embarque para Rondônia, no Aeroporto de Brasília – por porte ilegal de arma de fogo. A revelação de que a arma não lhe pertencia e sim a um segurança de sua residência não foi o bastante para sua nova soltura. “Não me soltam por interesses políticos. Não há nada provado contra mim e não deixam que eu me defenda”, disse o parlamentar.

E esse é o argumento que seus amigos e cabos eleitorais estão utilizando em seu principal reduto eleitoral, a Zona da Mata, para manter e conseguir novos votos em favor do presidente afastado da Assembléia. Naquela região o prestígio do político é muito grande. Ele é visto nesses locais como uma espécie de Hobin Hood, devido ao apoio que prestava a associações.

Mesmo em Porto Velho o deputado Carlão de Oliveira deverá conseguir uma votação expressiva, principalmente dos funcionários do Legislativo que reconhecem nele, “o melhor presidente que a Assembléia Legislativa já teve”.

Juntamente com Carlão permanecem presos no Centro de Correção da PM sua mulher Márcia, o irmão Moisés, a cunhada Hingrid e o cunhado Marlon Jungles. Graças ao seu prestígio, Carlão tem recebido centenas de visitas desde que foi transferido da prisão de Brasília para Porto Velho.

(Publicado na edição n° 90, de 28/9 a 8 de outubro de 2006)


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