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Porto Velho,  sáb,   28/novembro/2020     
política

Antecipada a corrida de 2008 com vários pretendentes

24/11/2006 16:36:45
 
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Após a consagradora vitória, Ivo Cassol tem pela frente o desafio de encontrar um sucessor para a disputa pela prefeitura de Porto Velho. 


 A máxima de que uma eleição termina para começar outra certamente já está valendo para a cidade de Porto Velho. Com o governador Ivo Cassol (PPS) reeleito, confirmando seu favoritismo desde o começo – vencendo a disputa no primeiro turno -, a maioria de seus adversários fez campanha já de olho na prefeitura da capital. A eleição estadual deixou vários pretendentes à sucessão do prefeito Roberto Sobrinho, que por sua vez ainda continua sendo o melhor nome do PT para enfrentar as urnas em 2008, concorrendo à sua própria sucessão.

A reeleição do governador Ivo Cassol por um partido sem maior expressão, consagrou-o como habilidoso articulador político. Os resultados eleitorais deixaram enfraquecidos nomes como o de Carlos Camurça e Amir Lando, os adversários de maior peso do governador, bem como de outros nomes que sempre sonharam em governar a Capital, alguns aliados do governador reeleito, como o ainda deputado estadual Everton Leoni, entre tantos outros.

Praticamente todos os governantes anteriores nada fizeram para influir, decisivamente, na conquista da Prefeitura de Porto Velho. Cassol, claro, deverá agir diferentemente. Ele sabe que é importante conquistar o executivo da capital para consolidar seu projeto político de longo prazo em Rondônia.

MOSTRAR SERVIÇO

Ainda não se sabe qual será o destino partidário de Ivo Cassol. No momento, os partidos mais fortes para a disputa eleitoral de 2008 na capital continuam sendo os tradicionais. Mas todo partido que tem governador é forte, mesmo que esse governador não se envolva diretamente na disputa.

Se Ivo Cassol precisa mostrar serviço no capital para influenciar a disputa de 2008 no principal município rondoniense, o mesmo se pode dizer em relação ao prefeito Roberto Sobrinho, que precisa consolidar sua imagem de bom administrador, realizando muitas obras para ampliar sua força atual.

Se o governador conseguir avançar de forma concreta o projeto de construção do complexo administrativo que deverá substituir definitivamente a acanhada Esplanada das Secretarias, o Palácio do Governo e as demais estruturas físicas adaptadas onde funcionam os vários órgãos da administração, certamente vai melhorar ainda mais o seu conceito de “homem que faz” junto ao povo da capital e terá, indubitavelmente, uma força muito grande para influir na sucessão municipal.

O governador não terá muito tempo para construir dentro de seu grupo uma candidatura que tivesse condições de disputar com Roberto Sobrinho, o candidato natural do PT se, até lá, estiver valendo o direito à reeleição. Há uma legislação nova sendo apreciada na Câmara dos Deputados tentando acabar com esse direito dos ocupantes de cargos Executivos.



NOME EM EVIDÊNCIA

Embora pouco se fale sobre o assunto, até porque as atenções do governador nesse momento estão voltadas para a montagem do novo secretariado e para a disputa da mesa diretora da Assembléia na legislatura que terá início em fevereiro, a disputa eleitoral de 2008 é uma meta que não pode ser desprezada. Há um longo caminho a ser percorrido pelo controle da capital rondoniense.

Há vários nomes dentro do grupo do governador que são integrados à rede de líderes de influência comunitárias. São nomes que poderão ser preparados para a disputa. Um deles é o médico Amado Rahaal, diretor do Hospital João Paulo II, detentor de alguma experiência eleitoral por ter conseguido uma excelente votação quando disputou um pleito por coligação adversa e sem maiores apoios.

Não se pode esquecer, também, de nomes como o do deputado federal eleito Lindomar Garçom. Ele acalenta o sonho de governar Porto Velho há muito tempo. Na última disputa chegou a imaginar que teria seu nome escolhido pelo PFL, que preferiu aliar-se a Oscar Andrade.

É claro que uma disputa municipal não se trava só em termos de prefeitura. Tem também a Câmara, onde certamente o partido do governador tentará emplacar uma bancada de peso. E é ai que poderão entrar deputados estaduais que não foram reeleitos, como é caso do próprio Everton Leoni. Ivo Cassol terá condições de construir no partido para onde for uma longa hegemonia política com base na aliança com grupos municipais muitas vezes até antagônicos. Uma coisa é praticamente certa: o bloco do governador deverá se bater de frente daqui a dois anos com os mesmos blocos que precisou enfrentar na campanha da reeleição.


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