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Porto Velho,  qua,   22/janeiro/2020     
política

Vereadores desconfiam de concurso e exigem explicações de secretário

7/7/2007 16:52:52
 
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O titular da Secretaria Municipal de Administração será “convidado” a comparecer à Câmara Municipal nos próximos dias para dar informações detalhadas sobre o concurso público anunciado pela prefeitura para a contratação de 1500 novos servidores. 


 Uma nova polêmica deverá alimentar os debates na Câmara Municipal de Porto Velho, depois que o vereador Mário Jorge defendeu a convocação do responsável pela Secretaria Municipal de Administração “para dar explicações detalhadas” sobre o assunto aos membros do parlamento municipal.

Para o vereador, muitas vezes a realização de concursos públicos para o preenchimento de vagas no serviço público acaba se revelando “apenas como uma válvula de escape para empresas ávidas de realizar grandes lucros”. O vereador lembrou que o último concurso para a contratação de novos funcionários pela prefeitura ainda não perdeu a sua validade “e muitas pessoas que prestaram o certame, conseguindo ótimas classificações” não foram chamadas para ocupar cargo algum.

Ele falou do caso de um candidato que prestou o último concurso para função de piloto fluvial, classificado em primeiro lugar, e que até hoje não foi chamado para trabalhar. “Agora nesse novo concurso anunciado, novamente a prefeitura abre vaga para esta função”, destacou o vereador. Esse tipo de coisa, sublinhou Mário Jorge, motiva o interesse da Câmara em conhecer mais sobre os métodos e os objetivos adotados pela prefeitura para realizar um novo mega-concurso, “porque o papel da Câmara é o de defender os interesses da população, principalmente quando jovens desempregados podem estar sendo utilizados para alimentar o faturamento de eventuais empresas especializadas nesse negócio”.

Ao discursar na tribuna da Câmara, o vereador ressaltou que “para muitas funções oferecidas aos candidatos” a prefeitura tem adotado o sistema de terceirização, como acontece com o setor do transporte fluvial. Ora, as empresas contratadas para executar serviços públicos certamente não estão obrigadas a dar emprego àqueles que, após ingentes esforços e o dispêndio de dinheiro para pagar a inscrição, consegue ser aprovados, alimentando esperanças de integrar o quadro de funcionários do município e acabam se frustrando.

MAGISTÉRIO

Há casos, disse Mário Jorge, que justificam a realização de concurso público, como a carência de pessoal no segmento da educação. Segundo o vereador, no momento a prefeitura “usa e abusa do sistema de hora-extra” para suprir o déficit de professores na rede pública municipal, onde um profissional em início de carreira ganha apenas o salário mínimo e aceita, para melhorar um pouco a péssima remuneração, fazer as horas-extras.

Só o vereador José Wildes não gostou da proposta de convocação do titular da Secretaria Municipal de Administração para prestar esclarecimentos na Câmara, sobre o concurso. O vereador – especialista na defesa dos interesses do prefeito – acha que as eventuais dúvidas dos vereadores sobre o assunto poderiam ser esclarecidas em visitas protocolares ao titular da pasta ou através de requerimentos. Wildes tenta, de todos os modos, evitar desgastes ao chefe do Executivo.

Já o vereador Kruger Darwich não só apoiou o discurso de Jorge como também criticou “o alto preço das taxas de inscrição” pois são “as pessoas desempregadas” as mais penalizadas com “seu valor muitas vezes restritivos”. O vereador acha importante um debate direto do chefe da Semad com os vereadores, no plenário da Câmara, pois isto reforça para a opinião pública que “o parlamento não abre mão de suas prerrogativas de defender o povo e fiscalizar as ações do Executivo”.

Ele lembrou que a Prefeitura de Porto Velho tem aproximadamente 7 mil servidores na ativa, mesmo com a maioria de seus serviços terceirizados. “É claro que um governo transparente não terá dificuldades para demonstrar a necessidade de milhares de novas contratações”, provando assim que o tal concurso não se enquadra nos meros interesses comerciais de arrecadação através das taxas que os milhares de candidatos terão de recolher para participar do concurso.


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