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Escárnio a uma tragédia anunciada

31/7/2007 20:31:25
Aldrin Willy
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Mesmo enfrentando a pior crise no setor aéreo de todos os tempos, atitudes de integrantes do governo federal demonstram desdém com o infortúnio dos cidadãos. 


 A ministra do Turismo Marta Suplicy foi acusada de ter sido infeliz na escolha da frase pela qual expressou sua recomendação aos brasileiros que experimentam as agruras do chamado “caos aéreo”.

“Relaxar e gozar”, segundo a ministra, é a melhor maneira de encarar as longas esperas, atrasos e cancelamentos de vôos, sem contar todos os aborrecimentos que esses problemas são capazes de gerar.

Mas a frase da ministra não foi de todo ruim. Com seu “relaxe e goze”, Marta conseguiu sintetizar a maneira como o governo Lula responde aos problemas essenciais do país.

Afinal, antes de ser aéreo, o caos já era terrestre, marítimo, fluvial, férreo, etc. A crise nos aeroportos só veio escancarar de vez a precariedade que atinge as outras áreas há um bom tempo. Lula, aliás, foi alertado sobre o risco do “apagão aéreo”, se continuasse a cortar as verbas para o setor, muito antes do desastre com o avião da Gol, em setembro de 2006, deflagrar a atual crise. A resposta do governo, contudo, foi de que sua política de contenção de recursos não tinha exceção.

É verdade que os problemas das estradas e de outros setores são anteriores à administração petista. Ela, entretanto, em seus quase cinco anos no poder, ainda não fez nada de significativo para solucioná-los. Basta ver o exemplo dos buracos nas estradas ou da débil infra-estrutura de portos de que dispõe o Brasil, obstruindo o crescimento.

Mas tudo bem, pelo menos no Planalto. “Relaxa e goza”, diz Marta, sorridente. É exatamente isso o que os usuários das rodovias brasileiras tentam fazer durante todos esses anos em razão da inércia do governo quanto ao estado deplorável das estradas. Evidente que numa situação dessas, “relaxar” não é para qualquer um. “Gozar”, então, só mesmo o governo de nós, os “otários” que pagam os impostos que alimentam essa máquina.

E a gozação do governo com a cara do contribuinte parece não ter limites. São frases insolentes que saem da boca de ministros, gestos obscenos feitos por assessores diretos do presidente. Porém, o cúmulo foi a premiação de alguns dos responsáveis por evitar todos os transtornos por que passam os usuários dos aeroportos. Menos de três dias depois do trágico acidente do vôo JJ 3054, da TAM, em que morreram 200 pessoas, o presidente e uma diretora da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) foram condecorados pela Força Aérea Brasileira com a medalha “Mérito Santos Dumont”.

Milton Zuanazzi e Denise Abreu receberam a honraria dada a personalidades que “tenham prestado destacados serviços à Aeronáutica” – escreve o site da FAB sobre a medalha. A Anac, em sua página na Internet, assim define sua missão: “Regular e fiscalizar as atividades de aviação civil, bem como adotar as medidas necessárias para o atendimento do interesse público. Além disso, tem como missão incentivar e desenvolver a aviação civil, a infra-estrutura aeronáutica e aeroportuária do país.”

Melhor seria se dessem um tapa na cara de todos nós.


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