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Sócio de deputado usava nome falso evitando conseqüências de homicídio

3/10/2007 19:20:20
 
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Muito mais do que o envolvimento no escândalo da Assembléia, o sócio do deputado Tiziu Jidalias também mudou de nome depois de ter praticado um homicídio no estado do Amazonas. Nem assim o dono Signo Factoring foi recolhido à cadeia. 


 Este é realmente um país de bizarrices. Enquanto pessoas pobres costumam mofar na cadeia pelo simples furto de um pote de margarina, gente rica que cometem crimes como homicídio e participam de esquemas de corrupção costumam safar-se impunemente.

Esta deve ser a esperança do dono da Signo Factoring que depois de um longo tempo sumido apresentou-se à Justiça para ser interrogado no processo que apura crimes ligados ao esquema de corrupção que funcionou na Assembléia Legislativa na legislatura anterior.

O Ministério Público Federal, autor da denúncia, acusa o tal “empresário” por crime contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro. Segundo consta, o empresário é sócio do deputado estadual Tiziu Jidalias, numa empresa de revenda de motocicletas.

Foragido há vários dias, o empresário que era identificado como Sidney Gonçalves Moreira apareceu. E foi então que se descobriu que Sidney era um nome inventado pelo dono da Signo Factoring e sócio da Atlântica Motos Ltda, cujo o nome verdadeiro é José Caleide Marinho de Araújo. A troca do nome aconteceu quando José Caleide tinha 20 anos e matou, em Codajás, no Amazonas, um desafeto.

Através de sua empresa de factoring o homicida movimentava milhões em moedas como dólar, euro e reais. Contra ele pesa a acusação de usar a empresa Signo Factoring para lavar dinheiro proveniente da Assembléia Legislativa de Rondônia. O esquema de desvio e lavagem teria rendido cerca de 70 milhões de reais e ficou na mira da Operação Dominó, deflagrada no Estado pela Polícia Federal. Segundo o MPF, Sidney concedia adiantamentos e empréstimos a deputados estaduais – garantidos mediantes desconto em folha ou consignação, ou até mesmo cheque supostamente proveniente de salários de comissionados da ALE – como se fosse empréstimo requerido pelo próprio servidor da Assembléia, que muitas vezes nem sabia da existência e do funcionamento do esquema contábil.

Com a descoberta de que o sócio do deputado Tiziu Jidalias usava nome e documentos falsos, somar-se-á as acusações do Ministério Público Federal uma específica por este crime. Foi através do Sistema Automático de Identificação de Impressões Digitais que as autoridades descobriram que José Caleide Marinho de Araújo, filho de Francisco Freitas de Araújo e Francisca Marinho de Araújo (e não de Heitor Motta Nogueira e Diana Alves Nogueira – pais fictícios inventados pelo réu para compor sua falsa identidade) é o verdadeiro nome do dono da factoring.

Mesmo foragido por praticamente um mês e tendo envolvimento num homicídio ocorrido há muitos anos, o dono da factoring não ficará preso. No momento ele tem o mandato de prisão suspenso, após assinar termo de compromisso na Justiça de que não se ausentará da cidade sem autorização judicial.


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