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Porto Velho,  qua,   3/junho/2020     
reportagem

Querem fazer de Rondônia "barriga de aluguel" do setor energético, diz deputado

8/12/2007 10:27:24
 
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O deputado Jesualdo Pires (foto) está convocando as forças vivas rondonienses para impedir um golpe contra o Estado. Segundo ele, as hidrelétricas do Madeira praticamente não terão importância para alavancar o nosso desenvolvimento. 



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Obteve pouca repercussão um dos mais importantes pronunciamentos do deputado Jesualdo Pires na tribuna da Assembléia Legislativa rondoniense. O deputado, reconhecido como um dos mais equilibrados e preparados dessa legislatura, praticamente desmascarou aqueles que vem apresentando ao povo rondoniense uma visão de que a construção do Complexo Hidrelétrico do Madeira representará o início de um novo e grande ciclo do desenvolvimento rondoniense, inclusive com a instalação no estado de um novo pólo industrial brasileiro.

A revelação do parlamentar do PSB de Ji-Paraná certamente desmontará as intenções dos políticos que pretendiam, nas próximas disputas eleitorais, usar a construção das hidrelétricas do Madeira como pano de fundo para fazer politicagem, com o objetivo de conseguir o voto dos eleitores mais influenciáveis.

Em síntese, o longo discurso do parlamentar sobre os reais objetivos do setor energético brasileiro com a construção desse complexo, mostrou que “Rondônia será usada como simples barriga de aluguel” para gerar a energia capaz de livrar o Brasil de um novo apagão no setor.

DIRETO PARA SÃO PAULO

Jesualdo Pires é engenheiro. E graças à sua formação soube explicar, de forma didática, o que deverá realmente acontecer com a energia a ser gerada pelo “Complexo do rio Madeira”, o mega-projeto que terá seu primeiro leilão no próximo mês de dezembro.

É do deputado jiparanaense a informação de que toda a energia a ser tirada do Madeira, irá diretamente para o Estado de São Paulo, mais precisamente para a cidade de Araraquara (a Morada do Sol), através de uma linha de transmissão de mais de 2 mil quilômetros, pelo sistema de corrente-contínua.

Esse sistema impedirá – sempre de acordo com as explicações do parlamentar – que o Estado de Rondônia se beneficie da energia a ser gerada para promover o seu desenvolvimento, especialmente com a implantação de sonhados pólos industriais.

Imaginava-se um novo surto de progresso no estado em decorrência da implantação desse mega-projeto. Imaginava-se que parte da energia gerada pelo tal “Complexo do rio Madeira” fosse colocada à disposição de Rondônia, inclusive a preço subsidiado. Se assim fosse, certamente o estado tornar-se-ia atrativo para receber novos investimentos produtivos, sobretudo no segmento da agroindústria e de setores da indústria não poluente. Para que isso se tornasse viável, o sistema de geração e transmissão deveria adotar o método de corrente-alternada e não a dá corrente-contínua.

PRESSÃO AMBIENTALISTA

Ao demonstrar sua indignação com o desprezo pelo interesse e vontade do povo rondoniense por parte daqueles que pretendem adotar o sistema de corrente-contínua para a transmissão da energia a ser gerada pelas hidrelétricas do Madeira, o deputado acabou não se aprofundando nos motivos e interesses por trás dessa decisão.

Ora, ninguém desconhece as pressões feitas por entidades ambientalistas do mundo todo contra a implementação de programas que possam promover um novo “boom” econômico no Estado de Rondônia. A última coisa que estas poderosas entidades desejam é um novo surto migratório na região. Para isso, é preciso que tudo se faça por aqui no sentido de frear as pretensões ou ambições dos rondonienses de ganhar expressão econômica em relação aos estados mais ricos do país.

A denúncia do bravo deputado de Ji-Paraná mostra que as promessas de desenvolvimento de Rondônia feitas pelo governo federal estão mais para farsa ou arapuca. A implantação dos mega-projetos anunciados até agora não se destina a contribuir para o enriquecimento de todos os que aqui vivem e trabalham. Em se tratando de Rondônia, as principais figuras dessa “res-pública” estarão sempre inventando todas as dificuldades possíveis para que tenhamos os instrumentos fundamentais ao nosso desenvolvimento pleno.

Eles, mais do que ninguém, sabem que com um pouco mais de infra-estrutura, Rondônia acabará se transformando num dos mais importantes estados do país, mesmo estando em pleno trópico-úmido.

Foto: Aldrin Willy




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