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Porto Velho,  ter,   25/fevereiro/2020     
reportagem

Dinheiro público é utilizado em brincadeira

25/12/2007 18:38:12
Por Edson Lustosa
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 Na platéia, senhoras respeitáveis, dentre elas uma septuagenária artista plástica de projeção internacional. Em cena, um homem nu caminha até uma privada e urina. Faz outras estripulias, até que culmina em lambuzar de tinta outro homem numa banheira. Não se trata de mais um show trash em clube de mulheres, mas da abertura de uma oficina de artes visuais, realizada com recursos extraídos dos cofres federais e do mísero orçamento estadual da cultura. Sim, estamos em Porto Velho, Rondônia.

Diz-se que, a princípio, o performer Marcelo Gandhi veio a Porto Velho para fazer um trabalho em que fossem envolvidos elementos da cultura regional. Haveria a gravação de vídeos que posteriormente seriam inseridos em uma exposição multimídia. Os participantes da oficina formaram grupos que deveriam cada um sair para um lado da cidade e à tarde se reuniriam para debater. A pintora Rita Queiroz integrava um desses grupos: "Filmamos todos os pontos mais conhecidos, Madeira-Mamoré, Caixas d'Água e também o shopping e uma festa num terreiro de umbanda", diz a artista.

Na verdade o grupo de Rita foi o único que se formou conforme o combinado. O instrutor Marcelo Gandhi saiu com o resto da turma e levou com eles dois profissionais contratados: um de fotografia e outro de vídeo. No final, ele quis fazer uma montagem diferente. E bote diferente nisso. A um senhor cinqüentão, que atua na área cultural, ele propôs que este ficasse nu na Praça das Caixas d'Água e derramasse sobre si um balde de açaí. A proposta foi recusada.

Mas Gandhi não abriu mão do açaí. No encerramento de sua oficina – "Na verdade não houve oficina", afirma Rita Queiroz – ele improvisou com os participantes uma brincadeira descontraída, lambuzando-se de açaí. Ficou uma incógnita: o que efetivamente Marcelo Gandhi veio fazer em Porto Velho? Para quem lembra das agitações culturais espontâneas e independentes que se faziam na cidade décadas atrás, fica também a indagação sobre as razões que levam a se copiar isso hoje. E utilizando o dinheiro público.


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