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Porto Velho,  dom,   25/outubro/2020     
reportagem

Ação da Polícia Federal começa desmascarar donos da Eucatur

12/3/2008 20:23:37
 
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A ação da Polícia Federal cumprindo mandados de busca e apreensão no império dos Gurgacz, aprofundando o inquérito que apura fraudes da Eucatur contra o patrimônio público ainda não é a devassa que a sociedade rondoniense espera, capaz de revelar o verdadeiro rosto desse povo que adora arrotar honestidade e probidade, como se fosse a reserva moral do estado. 


 Donos de um império que engloba empresas na área de comunicação, transporte, mineração e até ensino superior, os Gurgacz estão fortemente enraizados em Rondônia onde até recentemente praticamente detinham o monopólio do transporte intermunicipal e detinham as melhores linhas do transporte interestadual.

Originários da cidade de Cascavel, no interior do Paraná, os Gurgacz se tornaram verdadeiramente influentes em Rondônia, estado em que atuam em três áreas distintas: a comunicação (jornal e tv), a mineração (Gramazon) e os transportes (Eucatur).

Na política a família vem tentando chegar ao governo do Estado há algum tempo. Têm como aliados principalmente o PT. Já exerceram o poder comandando a prefeitura de Ji-Paraná, onde Acir Gurgacz foi prefeito por uma longa temporada.

Através de seus veículos de comunicação (Diário da Amazônia Rede TV), desenvolveram pesada campanha contra vários personagens da política rondoniense, sobretudo contra o atual governo, Ivo Cassol, e seus correligionários, tentando difundir uma imagem onde os Gurgacz deveriam ser vistos como a reserva moral de Rondônia, enquanto os adversários eram satanizados.

Os poderosos donos da Eucatur pareciam blindados diante de todas as denúncias até então feitas em suas transações com os vários níveis de poder. Nem mesmo casos nebulosos, como um sinistro de helicópteros do grupo foi totalmente esclarecido.

Estripulias com o fisco então, denunciadas pelo próprio governador Ivo Cassol, não abalou em nada a força e o poderio desse pessoal. Tudo continuou sempre como dantes. As relações estremecidas com o dirigente máximo do estado não chegou, sequer, a reduzir o fluxo de recursos público do estado nem na área da mídia, onde os veículos dos Gurgacz continuarem recebendo pródigas verbas para veicular mídias oficiais, sobretudo, ultimamente do Poder Legislativo.

AÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL

A Polícia Federal começou a cumprir mandado de busca e apreensão contra a Eucatur na quarta-feira, dia 12, em cidades dos três estados onde os Gurgacz atua com mais desenvoltura: Rondônia, Amazonas e Paraná.

De acordo com nota emitida pela própria Polícia Federal, tudo começou a acontecer em função de um inquérito policial instaurado a fim de se apurar fraudes em financiamento público obtido junto ao BASA por parte da empresa de transportes EUCATUR. As verbas utilizadas para concessão do financiamento pelo BASA são oriundas do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), portanto, verba federal administrada pelo Banco da Amazônia.

Até presente, de acordo com a nota da própria PF, foram detectadas irregularidades no repasse de mais três milhões de reais, mas o prejuízo ao erário pode ser muito maior. Apurar o tamanho dessa fraude é o objetivo da ação desencadeada pela PF.

O indiciamento de Assis Gurgacz, sua esposa Nair Gurgacz, seu filho Algacir Gurgacz, Acir Gurgacz e o ex-gerente geral da Eucatur em Manaus Adelino Silva, pelos crimes de formação de Quadrilha, Lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro, dá a idéia de que o sentimento de justiça no coração da maioria do povo de Rondônia vai se tornar uma realidade, mas ainda estamos longe de conhecer todos os fatos relativos aos impérios construídos com recursos desviados dos cofres públicos (que certamente não são de três milhões de reais) ao longo dos anos.

MILIONÁRIOS RELÂMPAGOS

Em Rondônia é comum a existência de pessoas que se tornaram milionários da noite para o dia graças às suas ligações e influências junto aos variados níveis do Poder. São histórias do domínio público que, em sua maioria, ainda não chamaram a atenção das autoridades que têm competência para investigar estes casos.

Alguns desses personagens utilizam o falso verniz da honestidade e chegam a galgar postos importantes na política e na vida pública. Poucos, poucos mesmo, foram publicamente desmascarados.

Alguns, mesmo após uma passagem pelo xilindró, conseguem manter posições de influência e continuam rapinando o dinheiro público com o beneplácito de quem chefia certos poderes. Até parece que a impunidade sempre prevalece nesse estado ainda tão jovem.

O Ministério Público de Rondônia já propôs várias ações de improbidade administrativa, mas devido à morosidade dessas ações junto ao judiciário, os que se beneficiam do enriquecimento ilícito vivem a sensação de que são inatingíveis e passam a ser vistos pela comunidade como pessoas que têm uma blindagem especial.

EXPLICAÇÕES

No caso do presente indiciamento dos Gurgacz pela prática de ações criminosas, conforme consta da nota da Polícia Federal, os indiciados prometem explicações. Certamente dirão, entre outras coisas, que estão sendo vítimas disso e daquilo.

Será, certamente, algum texto lastreado na chamada estória pra boi dormir. Mas se a investigação for aprofundada, muita gente que andou por ai chamando desafetos de desonestos – sem olhar o próprio rabo – vai passar um bom tempo sem dormir, sonhando com a porta da cadeia.


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