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Porto Velho,  qua,   30/setembro/2020     
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É claro que a gasolina sobe. Aliás, tudo já está mais caro

4/5/2008 18:25:38
Gessi Taborda
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No caso de Porto Velho a inflação nos preços da comida é ainda pior, pois até hoje a capital não teve um prefeito capaz de implantar um centro de abastecimento do tipo Ceasa, que acaba funcionando como regulador de preços. 


 Lula disse: o preço da gasolina não subirá nos postos, mesmo aumentando na refinaria. Quem acredita nisso. Já existem postos na capital que subiram os preços. Subiu pouco, é verdade, mas subiu. Fiscalização? Quem acredita nisso nessa capital onde tudo acontece e fica por isso mesmo.

Recentemente IMPRENSA POPULAR denunciou um acordo entre os engarrafadores de água, cartelizando o preço dos garrafões de 20 litros, agora vendido aos consumidores por um preço único em qualquer distribuidor. A saudável concorrência acabou. E ninguém, mas ninguém mesmo, fez absolutamente nada, embora existam leis que proíbam a cartelização.

A notícia de que a gasolina só subiu na refinaria é uma mentira, é tão falsa quanto tantas outras que saem por ai. E, como no caso do diesel nem o governo aceitou afirmar que ele não iria ficar mais caro nas bombas, podem esperar desdobramentos que afetarão a todos.

Esse aumento prejudica exatamente os mais pobres: afeta os ônibus, o transporte coletivo, levando ao encarecimento das passagens ou ao sucateamento da frota; e torna mais caro o transporte de mercadorias, o que vai se refletir nos preços de tudo, especialmente dos alimentos.

O prejuízo à massa da população com o aumento do diesel é indireto. Não é fácil associar o custo crescente do transporte ao aumento do feijão, nem a alta das passagens, daqui a algumas semanas, à subida do diesel. Prejudica-se mais gente, prejudica-se gente mais vulnerável, sem o risco de perder seu voto. É feio; é covarde.

O transporte de Porto Velho já é um dos mais caros no Brasil. Nem por isso os “donos” desse setor deixarão de exigir do prefeito aumento na tarifa. É quase certo que o alcaide, por ser fraco e não ter o menor interesse em se indispor com este segmento por onde correm milhões, vai acabar cedendo. A esperança é que o ano eleitoral acabe desestimulando a medida aumentista.

Não dá para confiar, pois vivemos numa cidade onde o prefeito criou a maior encrenca com os servidores públicos no ano eleitoral para dar uma miséria de reajuste salarial.

Na questão dos alimentos, a situação fica pior não só em função da crise do setor em todo o mundo. Em Porto Velho, dado à incapacidade e à falta de visão dos administradores públicos, não se implantou, até agora, os instrumentos que ajudam a regular o mercado, como um Ceasa ou até mesmo um grande centro cerealista.

O prefeito tem espalhado desde que se começou a falar em hidrelétricas no Rio Madeira, a idéia despropositada de que os agricultores familiares do município irão abastecer o consórcio construtor de alimentos, especialmente de horículas.

É uma falácia: nossa produção não atende a demanda atual do mercado. Boa parte dos produtos consumidos aqui vem do Ceasa, de São Paulo. E esta não é uma realidade que muda de um dia para o outro e muito menos com discurso.

Como acreditar que a propaganda do prefeito vai se converter em realidade? Afinal, ele não conseguiu, em todo o seu mandato, implantar sequer hortas caseiras nas escolas do município. Como pode ele, então, provocar uma mudança tão profunda no sistema de produção do município?

A verdade é que enquanto Porto Velho não tiver um prefeito com vontade política de fazer as coisas – e não um que acaba acreditando que tudo se resolve com propaganda – a cidade continuará como um desses capítulos esquecidos, que ninguém sabe e ninguém viu.


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