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Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



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Porto Velho,  ter,   21/novembro/2017     
opinião

EM LINHAS GERAIS: Gol Contra

13/5/2008 07:20:25
Gessi Taborda
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 GOL CONTRA

Não dá para entender como nessa altura do campeonato como o ex-senador Odacir Soares foi escolhido para mais uma vez voltar à ribalta do poder. Tudo isso apenas justifica o surrealismo da política rondoniense. Um homem punido seguidamente pelo povo em função de sua soberba, ao assumir um dos postos mais importantes do governo, certamente o ex-senador pensará em reverter os danos de uma carreira já apagada na memória do povo. Tem gente explicando que Odacir só entrou nessa operação resgate porque o governador Ivo Cassol não conhece tanto o povo rondoniense, como imagina. Diziam os gregos que os deuses cegam aqueles a quem querem destruir. Esta foi uma escolha que em nada vai contribuir para o projeto do próprio governador. O governo não precisava e Odacir nunca será o salvador da pátria. O povo entendeu ao longo do tempo que o homem chamado mais um vez pelo governador para ocupar – desta vez – um dos mais importantes cargos do estado, cada vez mais se comportava como um predador político. Por isso, sabiamente, decidiu coloca-lo com um zumbi, através de reiteradas derrotas eleitorais.

Que motivos teria um governador esperto como Cassol para convocar quem recentemente foi procurar um espaço no banquete do PMDB, onde esperava salvar e enriquecer-se ainda mais em ações sempre usadas para corroer o estado? Um governo operoso como é o de Cassol precisa estar atento para não adotar como símbolo o morcego; aquele animal que não enxerga e age levado por ondas sonoras: dos falsos e comprados aplausos, das mentiras pronunciadas em microfones, dos risos de mofa dos covardes, dos discursos eivados de logro.

Esse homem que hoje têm a repulsa da sociedade – demonstrada tantas vezes nas urnas – poderá vir logo mais renegar quem o coloca na ribalta se não tiver o espaço necessário para movimentos em proveito próprio.

OS AVALISTAS

Os deputados estaduais de Rondônia estão propensos a continuar não fazendo nada contra quem conspurca o mandato, ferindo claramente o decoro parlamentar, como no caso do deputado Marco Donadon, sentenciado pela Justiça Rondoniense a quase 19 anos de reclusão. Se o corporativismo falar mais alto, levando os deputados a agirem como avalistas do crime de corrupção praticado, segundo a Justiça, pelo deputado do PMDB de Vilhena, será melhor a Assembléia retirar imediatamente da mídia a campanha “Somos de Rondônia e exigimos respeito”, para não comprovar ainda mais que o parlamento subestima a inteligência de todos os rondonienses. O povo rondoniense está cansado de ver a bandeira da ética sendo rasgada pelos integrantes de sua Assembléia Legislativa.

LIXO MISTERIOSO

Uma repórter em início de carreira na Rádio Caiari – emissora da igreja católica – sentia-se no limiar da consagração profissional, pois foi procurada por uma dessas “figuraças” influentes na órbita do poder municipal, com a oferta de um “mensalinho” de mil reais em troca de esquecer o assunto “lixo” até o final desse ano, preservando especialmente o nome do Secretário Jair Ramires. Segundo consta, a empresa que monopoliza a coleta de lixo há vários anos na capital, sempre emplaca o campeonato dos doadores de campanha majoritária na cidade. E assim vai assegurando vida longa no domínio desse negócio milionário e, por si só, mal-cheiroso.

FALSA EXPECTATIVA

Ano eleitoral é sempre assim: as promessas de soluções de problemas antigos do município surgem aos montes. Em Porto Velho não poderia ser diferente. Tudo aquilo que o prefeito Roberto Sobrinho não fez em todo um mandato, agora vem se convertendo em novas promessas e até em início de obras que são garantidas a toque de caixa. Mas no fundo tudo isso não passa de manifestações de intenções. E intenções baseados nos “700 milhões do PAC” que certamente não vai acontecer tão cedo mas ajuda o proselitismo eleitoral de Sobrinho, crente que conseguirá usando estas promessas numa propaganda de promoção pessoal os votos para um novo mandato. Sobrinho é um governo de muitas trovoadas e poucas chuvas. Sorte dele é não ter de enfrentar uma oposição de verdade, com inteligência e bastante vigilância. Se isso existisse, certamente estaria todo empepinado com ações na Justiça contra o festival de publicidade que fere a legislação, especialmente no que tange à impessoalidade.

DIFICIL DE ACREDITAR

Sendo a polícia rondoniense uma instituição de alta credibilidade, é impossível acreditar na existência de algum pacto com a bandidagem para manter em plena atividade a contravenção do jogo do bicho em praticamente todos os pontos da capital. As banquinhas do jogo estão em praticamente todas as esquinas de grande movimento popular e não sofrem qualquer tipo de fiscalização da autoridade. É impossível acreditar, também, que os donos do jogo do bicho na cidade estão na lista dos grandes financiadores de campanhas eleitorais ou participando do fomento de outros crimes, como o contrabando, a pirataria, o tráfico, etc, etc. Vai ver nossos bicheiros estão mais ligados ao crescimento da religião no estado. Du-vi-de-o-dó que eles financiem o nosso tão pobre carnaval!

E KRUGER AGUARDA

O vereador Kruger Darwich, do PCdoB, continua aguardando a boa vontade da administração municipal para ter acesso aos documentos referentes à maquiagem feita na Praça Aloísio Ferreira, chamada pela prefeitura de reforma, onde mais de 400 mil reais foram torrados. O vereador, que é engenheiro, está desconfiado de aquilo tenha custado tanto dinheiro. Fez o requerimento e até agora nadica de informações da prefeitura. O vereador vai, segundo afirmou, acionar a prefeitura por crime de responsabilidade pois o prazo para prestar as informações requeridas já se esgotou, conforme determina a lei sobre o assunto.

REFORMA CARA

Ninguém conhece detalhes do projeto mas parece que o prefeito irá fazer da Praça Marechal Rondon um Versailles em miniatura. Pelo menos no anúncio de reforma para a tal praça, afirmou-se que ali serão gastos mais de meio milhão de reais. Tai outra “maquiagem” para motivar o lado faro-fino do vereador Kruger. Mais de meio milhão de reais para reformar uma pracinha daquela? Não é muita grana? De repente o projeto custará mais do que a reforma propriamente dita.

IGREJA

Outra documentação que o vereador Kruger Darwich espera da prefeitura é referente à reforma da histórica Igreja de Santo Antônio, onde a administração municipal torrou cerca de 500 mil reais. O vereador desconfia de que ali houve superfaturamento. Se a documentação não for liberada, Kruger vai propor ação por crime de responsabilidade contra a administração petista.


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