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Empresa municipal não sabe quando dará posse a concursados

14/5/2008 06:52:42
 
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Não há a menor garantia de que os aprovados em concurso da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano – Emdur – comecem a trabalhar neste mês. Essa incerteza revolta os 45 candidatos aprovados no concurso. 


 O concurso público realizado pela Empresa Brasileira de Desenvolvimento Urbano (Emdur), no dia 17 de fevereiro deste ano e homologado pelo ex-presidente do órgão, Mário Sérgio Leiras Teixeira, está revoltando os aprovados. Com um Edital elaborado pela Fundação José Pelúcio Ferreira (FJPF), empresa já acusada de suspeitas de fraudes em alguns estados da federação, a Emdur não cumpre o que determina o item 1.1 do Edital que prevê a contratação imediata de 45 pessoas. Ao todo foram 9.100 pessoas inscritas no concurso e que pagaram de R$ 25 a R$ 80 para concorrer a uma vaga.

Alguns dos aprovados ameaçam fazer representação junto ao Ministério Público Federal do Trabalho além de acionar os órgãos de classe para fazer fiscalização na Emdur e saber se há pessoas inabilitadas ocupando cargos comissionados que deveriam ser ocupados por profissionais formados e concursados.

A revolta dos concursados se deve ao fato de que no dia 20 de março deste ano, através do Edital de Convocação de Posse nº 001/2008, a Emdur convocou 43 dos 45 aprovados no concurso, para que estes providenciassem documentação para tomar posse nos seus respectivos cargos, o que não aconteceu até a presente data.

Um dos profissionais que sente-se prejudicado é o administrador de empresas Rauber Gonçalves Pinto. Aprovado em primeiro lugar no concurso para a única vaga de administrador, Rauber Pinto afirma que assim que tomou conhecimento do Edital de Convocação providenciou toda a documentação, pois segundo a própria convocação a posse poderia ser efetivada em até 48 horas após a apresentação da documentação, obedecida a ordem de agendamento.

O edital ainda cita que todos teriam até 30 dias (ou seja até 19 de abril de 2008) para apresentação dos exames médicos, documentos e pedidos de prorrogação de posse e também da própria posse.

SEM JUNTA MÉDICA

De acordo com o atual presidente da Emdur, Wilson Gomes Lopes, a convocação para posse foi feita antes da hora, pois para que a convocação fosse feita, a Emdur teria que ter montado a Junta Médica que tem a competência de avaliar, com caráter eliminatório, os candidatos aprovados na primeira chamada.

“Não podemos pular os procedimentos para contratação. O próprio Edital prevê ( item 14.1.5) que todos os candidatos devem passar pela Junta Médica antes da nomeação, porém essa Junta não existe na Emdur”, falou Lopes.

De acordo com o presidente, a Emdur terá que convocar e montar essa Junta Médica que ainda não tem prazo determinado para ser composta. Enquanto isso, resta aos candidatos aguardar e esperar que a Junta seja composta dentro do prazo legal que o Edital prevê para nomeação.

SEM ESPAÇO

O tempo imprevisível para a composição da Junta Médica pode favorecer o atual presidente da Emdur a resolver um outro problema para a contratação imediata dos aprovados: o espaço físico.

“Se fosse hoje, nós não teríamos computadores, mesas, cadeiras ou salas para acomodar tanta gente. Seria um grupo de pessoas que não teria o que fazer inicialmente e só iria inchar a máquina pública”, resume o presidente.

Questionado sobre o porquê então da criação destes cargos no edital e homologado pelo ex-presidente Mário Sérgio Teixeira , sem que o órgão tivesse espaço físico, o atual presidente não soube responder, pois segundo ele só se inteirou dos problemas relativos a este concurso após tomar posse do cargo.

O prédio da Emdur passa por reformas de estrutura para se adequar ao novo quadro, afirmou o presidente. “Mas todos podem ficar tranqüilos pois, a determinação do prefeito é contratar todos os aprovados e nós faremos isso, mas tudo no seu tempo e de acordo com as condições físicas do órgão”, disse Wilson Lopes. (Fonte: rondoniaovivo.com).

NOTA DO IP

Para IMPRENSA POPULAR este é mais um exemplo da balbúrdia administrativa patrocinada pela administração de Roberto Sobrinho. Como uma administração pode permitir a uma empresa pública com o pomposo nome de “empresa de desenvolvimento” promover um concurso público, atraindo milhares de concorrentes, sem ter ao menos espaço para abrigar aqueles que deveriam ser contratado para as funções em que foram aprovados.

É mesmo desejável que o Ministério Público tome as devidas providências para evitar prejuízos às pessoas que nesse momento sentem-se logradas, como se tivessem simplesmente caído numa arapuca usada para arrecadar dinheiro com as taxas de inscrição.

Esse não é o primeiro episódio desse tipo protagonizado por esta gestão petista.


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