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política

Lula ainda não está com a vida ganha

23/5/2008 09:50:38
 
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Sem oposição e com uma economia absolutamente favorável, Lula poderia estar tranqüilo sobre a própria sucessão. Mas a coisa não é bem assim. 


 Se o presidente Lula tem tido a sorte de contar com o vigoroso crescimento da economia e, ao mesmo tempo, com a absoluta tibieza da oposição, é fato que ele ainda não está com a vida ganha, como se diz no campo da malandragem, porque não tem ainda um "sucessor natural" que pudesse absorver a força da altíssima popularidade do governo e do presidente. Muita gente já tem certeza que o nome é Dilma Rousseff, a ministra da Casa Civil que já começa a ser conhecida como "mãe do PAC".

É um pouco cedo, embora o PAC já seja a grande bandeira eleitoral da eleição de 2010. Ademais, como bem lembrou o experiente deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), um nome como o de Dilma, que não foi "curado pelo tempo", é mais suscetível a oscilações, coisa que não acontece com a turma que está nessa estrada há muitos anos, como Serra, Lula e Aécio.

Lula tem sorte. O maior partido de oposição do país a rigor não faz oposição alguma ao governo, pelo menos não neste momento. No fundo, o coro dos descontentes ficou limitado hoje à extrema esquerda e ao DEM, sobre o qual seria até injusto qualificar como extrema-direita, pois se trata apenas de um saco de gatos pingados que foram excluídos do banquete fisiológico servido pelo governo federal. Nos dois casos, os descontentes guardam como semelhança a extrema incompetência em se comunicar com a população – basta ver como Agripino Maia e Heloísa Helena se parecem em seus recentes discursos de tom udenista-desastrado.

Outro experiente parlamentar que prefere falar em off diz que Lula só não parte para o terceiro mandato porque acha difícil aprovar a mudança constitucional no Senado – "na Câmara passa com mais de 400 votos, no Senado faltam pelo menos dois ou três. Só daria certo se o pedido viesse das ruas", explica. Segundo este mesmo parlamentar, o presidente está agindo com habilidade no trato da oposição, fomentando a disputa entre Serra e Aécio no PSDB, mas sem permitir que qualquer um deles se fortaleça em demasia neste momento, a fim de que a definição da candidatura só ocorra mesmo em 2010, desgastando os dois pré-candidatos internamente. Por outro lado, continua a fonte, Lula não se compromete com nenhum nome da base aliada, embora tenha "carregado" bastante a ministra Dilma nos últimos tempos.

Lula conhece melhor que ninguém o que significa uma eleição presidencial – já disputou 5 delas. Se aparenta não ter uma estratégia definida neste momento, é porque está observando o cenário e tentando ouvir a voz rouca das ruas, como dizia seu antecessor na presidência. A pressão da mídia para que ele esqueça o terceiro mandato é grande, enorme. Resta saber se o presidente agüenta a outra pressão - do PT e da massa para que ele concorra mais uma vez...


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