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Porto Velho,  qua,   30/setembro/2020     
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O cenário da sucessão municipal ainda não está definido

28/5/2008 07:47:22
Gessi Taborda
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As alianças ainda não estão fechadas e o povo continua desinteressado na disputa em torno da prefeitura e câmara municipal. 


 Estamos a menos de 15 dias do início das convenções partidárias – que começam no dia 10 de junho e definirão as coligações e os candidatos que disputarão o pleito de outubro da eleição municipal – e o quadro das alianças não está fechado.

A capital rondoniense é a única cidade do estado em que pode haver segundo turno. É, certamente, a cidade onde a disputa pelo Poder ganha uma relevância especial em virtude do volume de investimentos acertados, anunciados ou possíveis; pois o próximo prefeito do município irá governar uma economia invejável com a entrada de bilhões de reais, segundo estimativas, só para a construção do complexo hidrelétrico do Madeira.

Aliás, de acordo com as previsões anunciadas pela Empresa de Pesquisa Energética, através de seu presidente, Maurício Tomalsquim, só para a Hidrelétrica de Santo Antonio, o consórcio Furnas/Odebrecht deve gastar 12,6 bilhões. Para a Usina Hidrelétrica de Jirau, de acordo com a mesma autoridade desse setor, o mínimo que se vai gastar e 3,9 bilhões.

Há várias outras fontes de investimentos que, independente de políticos – prefeito ou o próprio governador – injetará vários outros milhões nas áreas da indústria, de serviços, etc.

Apenas esses dados servem de garantir para se imaginar a importância que se revestirá a disputa eleitoral desse ano para se chegar ao governo do município de Porto Velho.

CÚPULAS NACIONAIS

Certamente o resultado eleitoral da campanha desse ano terá reflexos na disputa do poder maior em 2010. Porto Velho não pode ter a pretensão de determinar caminhos em termos da eleição nacional (Presidente da República) mesmo tornando-se – como deverá acontecer – uma importante economia (em certos termos já é) do norte brasileiro, porque seu peso eleitoral ainda será (em se falando de 2010) muito pequeno em relação aos estados mais antigos, economicamente e socialmente consolidados.

Todavia, com todo esse horizonte de um novo "boom" econômico lastreado fora das atividades da produção agrícola, da mineração e do extrativismo, chega a ser decepcionante constar que a cúpula dirigente política do país – pelo menos a dos grandes partidos – ficar completamente arredia ao que vai acontecendo por este novo e, certamente, e futuro grande estado brasileiro. Deve ser consequência da visão elitista que continuará, por algum tempo, a nos tratar como uma mera periferia.

Os grandes partidos, como é o caso do PSDB, do PMDB, do PTB e outras siglas de expressão, são meros grêmios que chegam na disputa sem nomes de expressão real qualificados para liderar essa batalha. As cúpulas nacionais deixaram que questões paroquiais reduzissem a importância dos tradicionalmente grandes, hoje transformados em esqueletos que têm de ir à reboque das siglas menores.

É claro que no caso do PT é diferente. O partido vem conseguindo vitórias importantes em Rondônia desde que Lula venceu o seu primeiro mandato. Mas não é um partido de luminares. Não possuí no Estado nenhum nome com perfil de líder carismático ou de alguém que pudesse almejar o título de estadista.

Não fosse essa leniência com que as cúpulas partidárias nacionais tratam as questões política no Estado, não teríamos por exemplo esse PSDB retalhado e sem qualquer característica de combatividade, que age como se fosse apenas a caricatura daquilo que foi nos tempos em que José Guedes chegou a ser um nome de expressão política em Porto Velho.

Hoje é um partido realmente partido, onde dirigentes tupiniquins vivem brigando com quem está na sigla e tem mandato eletivo. E é uma briga exposta, que não leva em conta as filigranas da arena política.

POLITICA FRIA

A pasmaceira da política é a situação dominante neste momento. Temos na verdade apenas dois nomes se confrontando mais ou menos no mano a mano. São, pelo que se pode avaliar, os únicos com garantiam de que serão aclamados nas convenções de seus partidos como candidatos de fato: o prefeito Roberto Sobrinho e o deputado federal Lindomar Garçom.

São os dois melhores posicionados nas pesquisas e enquetes conhecidas, sondagens estas que certamente carecem do rigor científico.

Sobrinho está concluindo um mandato pífio. Praticamente não conseguiu resgatar nenhuma das grandes promessas feitas quando disputou – e venceu – o cargo pela primeira vez. Deixou acumular praticamente tudo para o final do mandato. Faz das tripas coração para "mostrar" neste ano eleitoral que está trabalhando. Usa programas do governo federal, apresentados como se fossem de iniciativa própria.

Gasta muito dinheiro com propaganda – especialmente na televisão – e com isso evita críticas e um tratamento isonômico em relação aos demais políticos na cobertura dessa mídia eletrônica.

Do outro lado está Lindomar Garçom. Um deputado federal – mais votado na capital – que já foi prefeito duas vezes de Candeias do Jamary, onde conseguiu uma popularidade excelente, mantendo-se até hoje como um político querido do povo.

Mas Garçom – mesmo conseguindo índices muito bons nas sondagens feitas até agora – também sofre com a nítida frieza eleitoral de Porto Velho, sem demonstrar que haverá uma polarização entre ele o atual ocupante do paço municipal.

O GOVERNADOR

Ele espera com paciência que o anunciado apoio do governador Ivo Cassol se materialize, alavancando suas possibilidades de empolgar o povo.

Politicamente é um nome carecendo de visibilidade. Visibilidade essa que não aquela de quem aparece no vídeo da televisão como âncora ou animador de programa de variedade.

No arco de sustentação do governador Ivo Cassol – em se falando de capital – certamente o Lindomar Garçom não pode ser desprezado. No entanto, embora seja um bom nome, Garçom precisa muito mais do que simples palavras de incentivos, sobretudo para enfrentar uma máquina – como é o caso da prefeitura – untada com muito dinheiro para os programas que influenciam tanto a decisão eleitoral dos mais pobres.

Certamente o governador – que tem o projeto político de vencer uma eleição para o senado em 2010 – poderá se empenhar na eleição de um correligionário na capital que, claro, irá retribuir depois. Mas até agora o apoio de Cassol está mais próximo das intenções. Dizem que Cassol só irá entrar definitivamente na briga no segundo turno. O problema é saber se enfrentando esse jogo de forma tão franciscana Lindomar Garçom terá oxigênio para uma corrida de obstáculos tão pesa como essa.

PEQUENOS

As siglas pequenas também estão tendo dificuldades em organizar alianças capazes de fortalecer seus pretensos candidatos. E não se pense que entre os chamados nanicos não existam nomes com credibilidade e com possibilidade de conquista a opinião pública de Porto Velho.

A demora no fechamento dessas alianças termina atrasando a largada política desses nomes que, aparentemente, já deveriam estar na boca do povo. É o caso de Alexandre Brito, de Chiquilito David Erse, de Adilson Siqueira e de Eliseu da Silva, todos nomes tidos como pré-candidatos. Isso sem contar o nome de Mauro Nazif – trunfo do PSB mas que, até agora, não externou de forma clara o desejo de disputar.

Até o momento apenas uma aliança parece estar fechada: a do PT com Roberto Sobrinho na cabeça de chapa, tendo o peemedebista (que também já foi tucano) Emerson Teixeira, como vice, uma imposição do senador Valdir Raupp. Isso, na verdade não significa muita coisa. Emerson, embora seja um boa praça e um empresário forte, não é nenhum sumidade em termos de votos. Mas como está havendo carência de vices na praça, de repente pode até ser um dos melhores.

Em se tratando de PMDB, é bom lembrar que o partido sofreu duas baixas importantes recentemente: uma com a cassação do vereador Ramiro Negreiros e ontem (27) com a cassação do vereador Zequinha Araújo.

Diante de tudo isso, parece que o caldeirão político em Porto Velho só vai ferver mesmo depois das convenções partidárias de junho.


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