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Porto Velho,  qui,   2/julho/2020     
reportagem

Prefeitura tem aproximadamente 8 mil servidores na ativa

20/6/2008 17:42:48
 
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É impossível saber o número exato das contratações na gestão do PT. As despesas com pessoal chegam a estar em torno dos 10 milhões de reais por mês. 


 Nunca foi fácil entender a barafunda característica do setor público no Brasil. No nível do município as dificuldades são as mesmas. Há da parte dos gestores públicos uma manifesta má-vontade em dar informações precisas sobre itens reveladores do custo da máquina, até sobre o número do pessoal e o exato valor da folha de pagamentos.

Uma fonte bem situada da Secretaria Municipal de Administração deixou escapar que na Prefeitura Municipal de Porto Velho existe atualmente cerca de oito mil funcionários na ativa. É um número que supera em muito a força de trabalho utilizada em empresas da iniciativa privada da área automobilística, com orçamento muito superior ao do executivo municipal da capital rondoniense.

Esta mesma fonte estimou que a prefeitura gaste mensalmente com a folha cerca de dez milhões de reais para pagar os servidores ativos.

Assim como é impossível saber qual a porcentagem desse imenso comboio pago com o dinheiro público produz alguma coisa em benefício dos munícipes, também é impossível saber quanto a prefeitura gasta hoje com os serviços terceirizados – uma opção feita há muito tempo – e que funciona sobre a pressão dos lobbies de “empresários” acostumados a ganhar muito dinheiro nestas transações, e também para atender as conveniências políticas.

TRANSPARÊNCIA

Quando fez a sua vitoriosa primeira campanha para ganhar a prefeitura, o professor Roberto Sobrinho se comprometeu com uma administração transparente. Era, como se constata agora, mais uma dessas promessas vazias, elocubradas para serem devidamente esquecidas após a tomada do poder.

Esse tipo de informação não existe no site oficial da prefeitura e muito menos no chamado “Portal do Servidor” da Semad onde informações, só aquelas destinadas à promoção pessoal e da própria administração. Aliás, uma curiosidade: embora o “Portal” se destine a informar a comunidade portovelhense o site, possivelmente pela sofisticação dos titulares do órgão, exibe a data no idioma inglês. Deve ser para “inglês ver...”.

A administração municipal parece gostar de cultivar essa realidade anacrônica.

Recentemente a prefeitura realizou um concurso público para a contratação de servidores destinados à Emdur. Justificou-se, vagamente, a necessidade do tal concurso como necessidade para dar mais eficiência naquela empresa municipal que passou à história do município como uma eterna fonte de problemas.

Os aprovados no concurso para preenchimento de cargos na Emdur foram os primeiros a descobrir a combalida “empresa” não tinha se organizado para receber como funcionários os novos aprovados no tal concurso, não só em termos de espaço, mas também pela falta da constituição de uma junta médica para a avaliação – exigência legal – de cada um dos convocados para tomar posse do cargo.

PARAÍSO PARA ALGUNS

Num universo de quase oito mil servidores, certamente a administração municipal não precisaria criar nenhuma risonha caravana de “companheiros” para os cargos mais cobiçados. Há entre os servidores de carreira da prefeitura quadros com excelente formação técnica para todos os postos de trabalho sem gerar maiores ônus para a sociedade.

Mas quem embarcou nesse comboio foi gente que até agora não realizou nada, ou quase nada alguma melhora proporcional ao inchaço do serviço público municipal.

A prática de inchar a folha de pagamento do setor público municipal não parou na gestão do prefeito Roberto Sobrinho.

Nesta costumeira grande e indecente farra com o dinheiro público, somente o gabinete do prefeito Roberto Sobrinho agrupa 137 funcionários, ocupando cargos criados pela lei complementar nº 222, de 29 de junho de 2005, com o acréscimo do anexo I, que representa um custo para o contribuinte da ordem de R$ 56.167,96.

O inchaço não está só no gabinete do prefeito. Os números são alarmantes em todos os setores. Esse é, por exemplo, o caso da Assessoria de Comunicação Social da administração petista. Além dos três cargos executivos – chefe da Assessoria de Comunicação Social, chefe da Divisão de Publicidade, chefe da Divisão de Imprensa – há 30 assessores de imprensa escrita, falada e televisada. Esse é o pessoal que fica no paraíso, ganhando sem certamente precisar comparecer ao local de trabalho pois se lá comparecessem congestionariam a tal Assessoria de Comunicação Social.

FELIZ

As recentes paralisações de servidores municipais em protesto contra a política (??) de pessoal do prefeito Roberto Sobrinho certamente não contou com o apoio daqueles integrantes da risonha caravana dos “companheiros”, donos dos cargos mais cobiçados.

Os servidores fizeram paralisações não só para denunciar a política de achatamento salarial. Suas lideranças reclamaram também de vários outros constrangimentos, da falta de aplicação de mecanismos para a progressão funcional e de descumprimento das muitas promessas feitas por Sobrinho.

Nesse universo há servidores plenamente felizes com a gestão petista.

Esse é o caso, por exemplo, de Laércio Cavalcante Monteiro, secretário adjunto da Semad, ao desmentir ontem os rumores de que estava prestes a entregar o pedido de renúncia desse cargo ao prefeito.

Laércio lembrou que é funcionário do governo do Estado, à disposição da prefeitura desde que Roberto Sobrinho tomou posse. Ele tem uma opinião muito própria de seu papel na administração municipal: “Conseguimos transformar a Semad. Quando chegamos aqui isso era um lixo...”.

Mas o adjunto não detalhou nada que pudesse ser considerado um avança na gestão do pessoal. Para ele, “o inconformismo” dos servidores com o prefeito é uma coisa natural: “Afinal, ninguém está satisfeito com o que ganha”, disse.

Esse não é o caso de Laércio. Ele está feliz. Ele, segundo disse, ganha algo em torno de R$ 5 mil mensais e revelou que se voltasse a trabalhar no governo do estado não chegaria a ganhar R$ 4 mil.

Com esse pequeno estipêndio, Laércio – segundo consta é homem da estrita confiança do prefeito – consegue levar uma vida que a grande parte dos servidores da prefeitura não podem nem sonhar. E talvez por isso vizinhos seus ficam morrendo de inveja quando – como contaram – “ele chega a fechar a rua para promover grandes festas”.

Tido como um homem com muita influência em licitações públicas, Laércio diz que isso não passa de conversa fiada. E o adjunto garante que é feliz levando uma vida modesta, tendo apenas uma casa, um carro e um sítio.

Parece que até o próprio Laércio ganha menos que os “outros companheiros”. Afinal, só para a Secretária Executiva do Gabinete, o prefeito garante uma “gratificação de representação” de R$ 3.485,00.


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