Anuncie:  

Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



Colunistas
Receba as matérias do site em seu e-mail

Cadastrar
Cancelar Cadastro

 

Porto Velho,  ter,   21/novembro/2017     
opinião

Projeto-Aventura Desafiando o Rio-Mar: Novos Rumos

1/8/2008 08:13:46
Hiram Reis e Silva
Comente     versão para impressão     mandar para um amigo    



‚ÄúH√° mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam‚ÄĚ. (Henry Ford) 


 - Determina√ß√£o

Sempre procurei mostrar àqueles com quem convivo que jamais devemos estar satisfeitos com o que somos; que devemos, sempre e sempre, buscar o aperfeiçoamento em todos os níveis, seja espiritual, físico, mental ou intelectual. Com o passar dos anos, uma natural acomodação é capaz de nos conduzir à mesmice, à estagnação. Devemos combater essa tendência, com todas as nossas forças, com autodisciplina, superação, estabelecendo objetivos definidos. Não devemos ter receio de tentar, medo de fracassar. O perdedor é o que não arrisca e não o que falha tentando. No palco da vida, temos de ser os protagonistas não os coadjuvantes.


- ‚Äė√Ä espera de um milagre‚Äô

‚ÄúA partida para o Alto Purus √© ainda o meu maior, o meu mais belo e arrojado ideal. Partirei sem temores; e nada absolutamente me demover√° de tal prop√≥sito‚ÄĚ. (Euclides da Cunha)

Foi com esta convic√ß√£o, minha paix√£o extrema pela esposa enferma, minha f√© inquebrant√°vel no Grande Arquiteto do Universo e na sua capacidade de operar milagres, meu amor pela Amaz√īnia e pelas √°guas, que nasceu o ‚ÄėProjeto-Aventura Desafiando o Rio-Mar‚Äô. O projeto tem como objetivo fundamental despertar a juventude brasileira para que exer√ßa, desde j√°, uma press√£o cidad√£, no sentido de reverter as nefastas a√ß√Ķes que afligem nossa Hil√©ia, exigindo das autoridades provid√™ncias que contemplem o meio ambiente e os povos da floresta, sem contudo, negligenciar a soberania nacional.

Nosso intuito era execut√°-lo depois de sairmos do Col√©gio Militar de Porto Alegre (CMPA) em 2010, mas o corpo docente e discente, ao tomar conhecimento do nosso plano, sugeriu transformar o projeto do Coronel Hiram em um Projeto do CMPA. Come√ßaram, ent√£o, entusiasticamente a desenvolver um acurado planejamento de modo a contemplar todas as disciplinas e clubes de maneira a torn√°-lo um projeto interdisciplinar e multidisciplinar. Devido a esse envolvimento da comunidade escolar do CMPA, fomos levados a antecip√°-lo e program√°-lo para o per√≠odo de 1¬į de Outubro de 2008 a 04 de fevereiro de 2009.


- Um Projeto de Soberania

A proposta original consistia em descer o Rio Solim√Ķes/Amazonas (Tabatinga/AM - Bel√©m/PA) de caiaque, reconhecer seus principais afluentes, observar a fauna, flora, hidrografia, relevo, entrevistar autoridades locais e representantes dos povos da floresta. A escolha do caiaque se baseou em dois requisitos fundamentais: experi√™ncia como cano√≠sta profissional e respeito √† natureza. A experi√™ncia j√° havia sido consagrada nas √°guas do Mato Grosso do Sul onde conquistamos o campeonato estadual em 1989, singrando √°guas brancas, quedas d‚Äô√°gua e provas de longa dist√Ęncia. Numa √©poca em que tanto se propugna pelo respeito √† natureza, o caiaque sintetiza o meio de transporte ideal para ser usado na ‚ÄėTerra das √Āguas‚Äô. Seu deslocamento silente n√£o afugenta, n√£o atemoriza a fauna; as remadas firmes e cadenciadas seguem o ritmo da natureza sem agredir a flora e a aus√™ncia de motores √† combust√£o n√£o polui, n√£o macula os rios.


- Apresentação e Treinamento

No dia 21 de junho de 2007, no sal√£o Brasil do CMPA, o velho Casar√£o da V√°rzea, lan√ßamos, em nome do Col√©gio Militar e da Sociedade de Amigos da Amaz√īnia Brasileira (SAMBRAS), oficialmente o Projeto. O evento contou com a presen√ßa de todos os professores, representa√ß√£o de alunos, autoridades, empres√°rios e imprensa de Porto Alegre. A partir de ent√£o, com muito esfor√ßo e apoio de familiares, amigos e professores conseguimos adquirir parte dos equipamentos necess√°rios e manter um treinamento r√≠gido em que estabelecemos obst√°culos bem superiores aos que iremos enfrentar na ‚Äėterra das amazonas‚Äô. Em um ano, percorremos uma dist√Ęncia equivalente √† navega√ß√£o do Chu√≠, extremo sul do pa√≠s, ao Suriname. Enfrentamos, no Lago Gua√≠ba e Lagoa dos Patos, ondas de at√© 1,5 metros, ventos de 30 n√≥s e temperaturas extremas. Procurando testar nossos limites, estabelecemos percursos superiores a 70 quil√īmetros de extens√£o e, em todas as oportunidades, tivemos a satisfa√ß√£o de atingir com sucesso as metas propostas. A mais arrojada destas provas foi, sem d√ļvida, o ‚ÄėDesafio Professora Silvana Pineda‚Äô, quando cruzamos o farol de Itapo√£ e superamos os umbrais da Lagoa dos Patos em uma navega√ß√£o de 80 quil√īmetros em 11 horas. Uma prova que se iniciou √†s quatro horas da madrugada na m√°gica noite do dia 07 de fevereiro de 2008 em que as estrelas cadentes e o c√©u claro nos brindaram com sua esfuziante beleza. A chegada, exatamente √†s 18:00, ap√≥s ter conseguido manter o mesmo e compassado ritmo dos 4 n√≥s por hora, nos convenceu de que estamos preparados.


- √ďbices

‚ÄúQuando surge um problema, voc√™ tem duas alternativas: ou fica se lamentando, ou procura uma solu√ß√£o. Nunca devemos esmorecer diante das dificuldades. Os fracos se intimidam. Os fortes abrem as portas e acendem as luzes‚ÄĚ. (Dalai Lama)

Infelizmente, as organiza√ß√Ķes a que o CMPA est√° diretamente subordinado, que s√£o respectivamente a Diretoria de Ensino Preparat√≥rio e Assistencial (DEPA) e o Departamento de Ensino e Pesquisa (DEP), entenderam que o projeto n√£o era de interesse do Sistema Col√©gio Militar e por isso n√£o autorizavam a realiza√ß√£o do mesmo. Como militar n√£o nos cabe julgar as decis√Ķes dos superiores hier√°rquicos e partimos para a busca de uma alternativa. A solu√ß√£o, finalmente encontrada, com o apoio irrestrito de nosso Comandante, Coronel Paulo Contieri, foi a de pedirmos rescis√£o do contrato com o Col√©gio nos meses de Dezembro e Janeiro e tentarmos a recontrata√ß√£o a partir de fevereiro de 2009. As mudan√ßas no projeto ocorreram tendo em vista que n√£o pod√≠amos passar quatro meses sem os vencimentos de professor sem comprometer as despesas relativas ao tratamento m√©dico de minha esposa. Por estas raz√Ķes, o Projeto foi, ent√£o, limitado a dois meses (Dezembro-Janeiro), com sa√≠da prevista de Tabatinga em 1¬ļ de dezembro de 2008 e chegada √† Manaus em 29 de Janeiro de 2009. Pretendemos, se Deus permitir, dar continuidade ao mesmo nos anos seguintes.


- Boas Novas

Em contraposi√ß√£o aos √≥bices que nos foram impostos, alguns aspectos positivos se apresentaram. Contamos, agora, com dois fi√©is companheiros de viagem: o Coronel Fl√°vio Andr√© Teixeira, ex-aluno do CMPA, e a veterana cano√≠sta Fabiola Verga. A Pol√≠cia Militar do estado do Amazonas (PM/AM), seguindo determina√ß√£o de seu comandante, Coronel Dan C√Ęmara, vai nos apoiar com pousada e alimenta√ß√£o nas localidades em que paramos para o pernoite e que possuam destacamentos da organiza√ß√£o. Gra√ßas a uma feliz coincid√™ncia, o atual sub-comandante da PM/AM, Tenente Coronel PM Luiz Cl√°udio Le√£o, o ent√£o estagi√°rio 16, um grande e especial amigo, concluiu conosco o Curso de Opera√ß√Ķes na Selva em 1999 no CIGS. Apesar de acenos entusi√°sticos de diversas empresas ga√ļchas, conseguimos, gra√ßas √† interven√ß√£o pessoal do vereador do estado do Rio de Janeiro Ricardo Moura de Albuquerque Maranh√£o, o patroc√≠nio, at√© agora exclusivo, da PETROBR√ĀS.


- Conclus√£o

‚ÄúProssiga na miss√£o‚ÄĚ, (General Joaquim Silva e Luna)

Independente de todas as dificuldades encontradas, de todos os obst√°culos que ainda possam surgir, eu, acompanhado de meus fi√©is parceiros e apoiado pela PETROBR√ĀS e por abnegados amigos, cumprirei, parodiando as palavras de ilustre brasileiro Euclides da Cunha, ‚Äėmeu mais belo e arrojado ideal‚Äô. N√£o perdemos as esperan√ßas de que ainda surjam outros patrocinadores que se identifiquem com o tema e se preocupem com a soberania nacional.


Nenhum comentário sobre esta matéria