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Porto Velho,  ter,   21/novembro/2017     
opinião

Coluna Em Linhas Gerais: Sustentação da campanha

14/8/2008 12:05:34
Gessi Taborda
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 SUSTENTAÇÃO DA CAMPANHA

Lindomar Garçom, o candidato a prefeito de Porto Velho pelo PV, está carregando a si mesmo. Por isso é natural essa sensação de que seus índices já não são os mesmos de dois meses atrás, quando chegou a liderar várias pesquisas de opinião, com uma distância quase confortável na corrida sucessória. A falta de organização da campanha, até agora sem um comitê, determinada pela absoluta escassez financeira; aliada à falta de material impresso de divulgação motiva os comentários de que estaria em franca desvantagem em relação à candidatura oficial.

Essa sensação sombria não reduz, no entanto, a determinação do candidato verde em continuar crendo numa vitória possível, esperando maior apoio de seus padrinhos políticos, especialmente após os primeiros programas eleitorais na TV, meio em que Lindomar Garçom consegue se dar muito bem, obtendo grande visibilidade.

Enquanto o candidato apadrinhado pelo governador não chega à telinha, onde sabe tirar proveito há muito tempo, Lindomar Garçom sustenta a campanha no aperto de mãos, no gogó, no gasto da sola de sapatos. E nisso também ele é craque. É ingenuidade pensar que o candidato do PV está fora do páreo. Apesar do momento político aparentemente desfavorável pela falta de recursos econômicos, Garçom sabe que seus aliados do Palácio Getúlio Vargas irão reforçar a sua caminhada quando a eleição estiver mais próxima.

TV AJUDA, MAS NÃO TANTO
Estão errados os candidatos que concorrem à prefeitura de Porto Velho quando imaginam que a campanha na TV é que alimentará a empolgação do povo em relação às escolhas desse pleito e, por isso, deixam de produzir material informativo impresso sobre seus programas e metas ou suas bandeiras políticas.

Ninguém nega que o índice de audiência dos programas eleitorais é muito baixo. Tem repercussão reduzida sobre a cabeça do eleitor, especialmente se não forem produzidos por equipes especializadas coordenadas por um grande marqueteiro. Segundo consta, os petistas terão os mais habilitados profissionais na maquiagem do marketing.

Candidatos com pouco tempo de TV precisarão aproveitar ao máximo os comerciais com várias inserções diárias para se tornarem conhecidos e fazer conhecidas suas propostas. É nesse tipo de "propaganda" que o candidato precisa surpreender o eleitor, cada vez menos interessado em pensar com profundidade para fazer sua escolha definitiva.

CASSOL QUEBRA O ESPELHO
Ao lançar o programas de obras para dotar a cidade de Porto Velho, dentro de 18 meses, atendida em 100% com água tratada, o governador Ivo Cassol quebrou o espelho daqueles acostumado a vê-lo como narcisista e vaidoso. Ivo Cassol, tão odiado pelo PT, sobretudo por Fátima Cleide, é o primeiro governante eleito de Rondônia a topar o desafio de fazer obras subterrâneas no Estado, consolidando não apenas sua marca de tocador de obras mas demonstrando, também, sua sensibilidade com as agruras de um povo que vem, ao longo dos anos, ficando doente e até morrendo pela falta de saneamento básico.

Dizem que obras subterrâneas não dão voto. Cassol certamente não está preocupado com isso. Sabe que dotar nossas cidades de água tratada e de esgotamento sanitário é fundamental para o desenvolvimento de uma juventude sadia em nosso estado.

Ao contrário do prefeito de Porto Velho que passou três anos praticamente sem fazer nada e fazendo, do pouco que conseguiu, apenas obras de visibilidade para atender o apelo do marketing, o governador Cassol vai entrando na história rondoniense por romper o histórico de descontinuidade e de abandono de obras de todos os seus antecessores.

Pode-se até não gostar da pessoa do governador, de seu estilo franco e sem rodeios de dizer as coisas, mas não se pode reconhecer que ele não é daqueles de fazer obras para inglês ver, para tapear os mais bobos. Se tem alguém fazendo alguma coisa em favor de uma vida mais saudável da população, este alguém é Ivo Cassol. E estamos conversados.

CHUVINHAS TEMPORÃS
É complicado falar das "obras" do prefeito Roberto Sobrinho. Mas tudo leva a crer que elas são feitas para remediar. Ruas onde a prefeitura andou fazendo alguma coisa em termos de escoamento de águas pluviais continuam sofrendo inundações com qualquer chuvinha, mesmo as temporãs. O asfalto feito nessa gestão (que correspondeu a uma quantidade mínima daquilo que foi prometido) é de péssima qualidade e já está cheio de buracos. É claro que quando chegar as chuvas torrenciais, boa parte de Porto Velho voltará a ser inundada pela falta de um escoamento decente. Na verdade, se a sociedade portovelhense espera uma qualidade de vida melhor precisa ir às urnas escolher um nome capaz de repensar a administração pública de forma menos colonialista e retrógrada, sem o aparelhamento partidário. Que Deus ilumine o povo de Porto Velho!

CANSADOS
Depois de tantas denúncias sobre as mais diversas sinecuras praticadas no seio do Legislativo Estadual, quase todas sem uma resposta convincente dos chefes; os servidores públicos daquele Poder não escondem que estão cansados de esperar um gesto da mesa diretora no sentido de recuperar suas perdas salariais com melhorias nos seus vencimentos. A categoria se queixa da incompetência do Sindler em abrir negociações nesse sentido ou mesmo de liderar manifestações que mostrem a situação de penúria dessa categoria.

BLINDAGEM
Dizem que o Ministério Público teria blindado o presidente da Assembléia, deputado Neodi Carlos. Este seria o motivo do total silêncio em torno das revelações da mídia sobre as práticas nadas republicanas dessa legislatura, principalmente bancando despesas de aeronaves para transportar parentes dos nobres membros daquele Poder.

CAMINHÕES
O trânsito no centro de Porto Velho continua a deus dará. Somando-se aos problemas das péssimas condições do asfalto, com ondulações e buracos, das ruas estreitas com estacionamento dos dois lados, vários outros fatores ajudam a aumentar a balbúrdia durante boa parte do dia e nos horários de pico. Um desses fatores é a permissão para que caminhões trafeguem pelo perímetro central para descarregar produtos em qualquer hora do dia. E tem mais: o estacionamento sem qualquer regulamentação das motos. A balbúrdia do trânsito de Porto Velho gera um imenso stress em quem tem de enfrentar diariamente esta loucura.


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