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Porto Velho,  ter,   21/novembro/2017     
opinião

EM LINHAS GERAIS: Blindagem

2/9/2008 10:30:55
Gessi Taborda
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 BLINDAGEM

Muitas pessoas perguntam ao colunista quanto dinheiro a prefeitura gastou nos √ļltimos 12 meses em publicidade. N√£o sei responder com n√ļmero exatos. Essa √© uma das contas mais misteriosas da prefeitura comandada por Roberto Sobrinho. Dizem que foram alguns milh√Ķes. Quem sabe! Pelo menos, como √© f√°cil constatar, a m√≠dia (especialmente a televisiva) sempre demonstrou um zelo enorme em proteger o prefeito, escondendo as mazelas decorrentes da inapet√™ncia da administra√ß√£o. Praticamente n√£o se cobrou nada sobre o caos da sa√ļde e da educa√ß√£o, n√£o se falou nada da p√©ssima qualidade da maior parte da pavimenta√ß√£o feita pelo atual chefe da administra√ß√£o municipal. Sabe-se, por exemplo, que o tal Toninho, escolhido para distribuir a gorda verba publicit√°ria, vive numa ponte √°rea entre Porto Velho e Curitiba, aproveitando, quando est√° aqui, das luxuosas instala√ß√Ķes de hotel estrelado. N√£o sei o tanto de grana que escorre nesse duto, mas certamente ele serviria para resolver alguns problemas de comunidades mais distantes do centro, onde o caos n√£o pode ser desfeito com a simples propaganda.

EMPENHO

Foi o PHS, partido que apóia o nome de Lindomar Garçom para prefeito de Porto Velho quem pediu publicamente, pela primeira vez, mais apoio do governador a campanha do candidato verde. Não se sabe se o manifesto daquele partido chegou às mãos de Ivo Cassol. O fato é que o governador ainda não apareceu na televisão fazendo um grande apelo ao eleitorado em favor de seu candidato a prefeito da Capital. Será que o governador possuí alguma informação privilegiada mostrando não ser necessário seu empenho para levar o Garçom ao segundo turno? Enquanto isso, quem tem posição privilegiada na administração da prefeitura está fazendo das tripas coração para o Roberto continuar. E nesse jogo vale tudo, especialmente junto à população mais desinformada que se socorre em programas sociais do paço municipal.

MUDANÇAS

As fontes mais bem informadas da pol√≠tica est√£o apostando que antes de dezembro haver√° mudan√ßas na composi√ß√£o da Assembl√©ia Legislativa. Segundo um advogado acostumado a grandes causas na √°rea eleitoral pelo menos dois dos atuais deputados dever√£o perder o mandato. Talvez esse seja o motivo do sorriso alegre que o ex-deputado Silvernani Santos estampou em seu semblante deixando at√© amigos mais √≠ntimos embatucados. Silvernani vem tentando conseguir uma cadeira desde o primeiro momento ap√≥s a √ļltima elei√ß√£o que disputou e ficou na supl√™ncia.

PREVARICAÇÃO

Acostumado √† leni√™ncia dos √≥rg√£os de fiscaliza√ß√£o, o prefeito Roberto Sobrinho terminar√° seu mandado prevaricando na ilegalidade de manter o com√©rcio informal obstruindo a via p√ļblica em cen√°rios grotescos, como o que se pode verificar em frente ao Gin√°sio Cl√°udio Coutinho. Este √© um fato denunciado v√°rias vezes na imprensa sem levar o prefeito a cumprir com sua obriga√ß√£o legal. Prevaricar √© deixar de tomar as provid√™ncias exigidas pelo cargo. E isso √© o que acontece naquele local e tamb√©m em outras ruas do centro. E por que √≥rg√£os como o MP n√£o toma provid√™ncias? Uma boa pergunta para a resposta de quem de direito.

SINDICATO ÀS PAMPAS

O Brasil tem, hoje, 11.470 entidades sindicais cadastradas no Minist√©rio do Trabalho e poder√° chegar a 20 mil mais cedo do que se imagina. Disputas na √°rea sindical, antes atribu√≠das ao Judici√°rio, agora passaram ‚Äď por m√°gica ‚Äď ao Minist√©rio do Trabalho que, atualmente, recebe 50 pedidos de novos registros por m√™s. Na fila, est√£o 801 pedidos aguardando registro no Minist√©rio, que vem concedendo 22 por m√™s, ou seja, praticamente um novo sindicato por dia. Do imposto sindical obrigat√≥rio deste ano, que superar√° R$ 1,3 bilh√£o, os sindicatos abiscoitam 60%, ou seja, R$ 810 milh√Ķes.

CANDIDATO

A palavra candidato tem origem na Roma antiga. Quando a chamada ‚ÄúCidade Eterna‚ÄĚ era a capital do Imp√©rio Romano, quem pretendia um cargo eletivo usava uma toga branca (‚Äúc√Ęndida‚ÄĚ), para simbolizar a pureza de sua vida e de suas inten√ß√Ķes. Da cor da toga surgiu a palavra ‚Äúcandidato‚ÄĚ - o imaculado. Mas √© claro que, sob as imaculadas e c√Ęndidas togas romanas, nem sempre havia pessoas c√Ęndidas e imaculadas. Catilina, ladr√£o, conspirador, assassino que n√£o deu certo, foi um deles. √Äs vezes, o eleito talvez fosse c√Ęndido e imaculado, mas n√£o poderia ser considerado uma pessoa: Incitatus, o cavalo favorito do imperador Cal√≠gula, foi senador em Roma.

ALGEMAS

Mesmo antes da limita√ß√£o do uso das algemas determinado pelo Supremo, muita gente da S/A do crime instalada no Brasil n√£o ganhou nos pulsos o bracelete da Pol√≠cia Federal. O rapaz dos d√≥lares na cueca n√£o foi algemado. Os aloprados que tentavam vender um dossi√™ fajuto nas elei√ß√Ķes paulistas n√£o foram algemados. O publicit√°rio que contou numa CPI como √© que transferiu dinheiro ilegalmente para o Exterior n√£o foi algemado. O publicit√°rio que foi a face mais vis√≠vel do Mensal√£o n√£o foi algemado. E, como policiais n√£o t√™m liga√ß√£o partid√°ria, a coincid√™ncia de todos esses sem-algemas estarem ligados ao PT por certo n√£o tem nada a ver com o tratamento diferenciado.

CRISE COM DATA

Est√° marcada uma greve nacional de petroleiros para 5 de agosto. Os sindicatos prev√™em paralisar produ√ß√£o e refino. √Č bom deixar o tanque cheio de v√©spera.

DO LADO DO LULA

Lembra de Severino Cavalcanti, que cobrava propina do dono do restaurante da C√Ęmara Federal? Pois ele est√° de volta: √© candidato √† Prefeitura de sua cidade, Jo√£o Alfredo. Na propaganda, aparece na foto ao lado do presidente Lula; e divulga uma frase de Lula segundo a qual ele teve de renunciar porque contrariava as elites. Severino tem duas chances de voltar: ou se elege prefeito ou algu√©m de sua bancada se elege, e ele, como primeiro suplente, estar√° de volta √† C√Ęmara.

COZINHANDO O GALO

Em nome das elei√ß√Ķes de outubro o legislativo estadual est√° funcionando em fogo brando, em banho-maria, cozinhando o galo. Suas Excel√™ncias, na maioria, n√£o s√£o candidatos, mas todos t√™m candidatos e s√≥ n√£o se licenciam porque o sal√°rio do legislativo ajuda, e h√° tamb√©m as passagens, n√£o √© mesmo? Na C√Ęmara, onde quase todos s√£o candidatos √† reelei√ß√£o (apenas o vereador Paulo da Condor desistiu de continuar, em nome da decep√ß√£o com a classe pol√≠tica) praticamente n√£o acontece mais nada. E depois das elei√ß√Ķes? Ai ter√° a comemora√ß√£o das vit√≥rias, recomposi√ß√£o das for√ßas ap√≥s as derrotas, novos acordos, an√°lise do quadro p√≥s-eleitoral. Em seguida, as festas de fim de ano, seguidas pelas f√©rias, que ningu√©m √© de ferro. At√© pode acontecer alguma. Mas o legislativo s√≥ estar√° funcionando a pleno vapor, a partir do segundo m√™s de 2009. Ou voc√™ acha que ser√° diferente?

PESQUISAR COMO?

O pr√≥prio ministro Carlos Ayres Britto, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, andou pedindo aos eleitores brasileiros que pesquise o seu candidato. A id√©ia √© √≥tima ‚Äď mas como? Um candidato a vereador tem dez ou vinte segundos por semana na TV. N√£o pode utilizar cartazes. N√£o pode distribuir camisetas. N√£o pode promover reuni√Ķes de car√°ter festivo. Como √© que pode fazer chegar ao eleitor seu nome, curr√≠culo e id√©ias? N√£o d√°! E quem pro√≠be os candidatos de usar os meios de comunica√ß√£o de massa mais baratos? Claro, claro: resolu√ß√Ķes da Justi√ßa eleitoral.

NA BOCA DO LEÃO

A suprema vigilante da honestidade, aquela cujo partido entra com representa√ß√Ķes contra qualquer pessoa acusada em not√≠cia de jornal, foi condenada pelo Supremo a pagar sua d√≠vida de Imposto de Renda. Helo√≠sa Helena (PSOL de Alagoas), quando era deputada estadual, omitiu rendimentos, evitando declarar ao Imposto de Renda a verba de gabinete, a ajuda de custo, tudo definido como complementa√ß√£o salarial. Helo√≠sa Helena lutou muito para n√£o pagar seu imposto, mas a condena√ß√£o j√° transitou em julgado. A quantia que Helo√≠sa Helena deve pagar √© calculada extra-oficialmente em R$ 890 mil.


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