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Porto Velho,  qui,   9/julho/2020     
reportagem

Campanha de Roberto mente ao afirmar que candidato “fez” maternidade em 1,5 ano

2/9/2008 10:39:59
Por Aldrin Willy
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Sem qualquer pudor, a campanha petista afirma que Roberto “construiu” maternidade e omite participação dos ex-prefeitos Chiquilito Erse e Carlos Camurça. 


 Embalada por cenas de obras, rostos sorridentes e uma trilha sonora que remete a antigas canções de resistência, entoadas como marcha ao som dos acordes de um violão, a campanha televisiva do prefeito e candidato à reeleição Roberto Sobrinho cumpre seu papel de enaltecer ao máximo suas realizações e silenciar os problemas.

Ao longo dos mais de dez minutos de seu horário eleitoral, Roberto Sobrinho se auto-afirma, sem modéstia, como um marco divisor na história de Porto Velho. Frases como “resgatou a cidadania da população” são repetidas em profusão.

Além de classificar sua gestão como magnífica, a campanha televisiva do candidato petista também se ocupa em apoderar-se de obras como se fossem elas produto exclusivo de sua administração.

É o caso da maternidade municipal “Mãe Esperança”, alardeada, em seu horário eleitoral, como realização unicamente do atual prefeito. Em vez de dizer que “inaugurou”, a campanha oficial afirma que Roberto “fez” a unidade em um minúsculo espaço de tempo, além de omitir a participação de dois ex-prefeitos na construção da obra.

Chega a ser escandalosa a omissão praticada na menção à maternidade durante o programa eleitoral de Roberto Sobrinho. Não só o petista se anuncia como o único responsável por sua construção, como diz também que a “fez em um ano e meio”.

A atual maternidade municipal levou mais de dez anos para ser construída. A obra foi iniciada quando ainda era prefeito o célebre político Chiquilito Erse, falecido em 2001. Depois, a maternidade ainda perpassou dois mandatos do ex-prefeito Carlos Camurça, que, em seu último ano à frente do município, procedeu a uma pseudo-inauguração da instituição de saúde, sem, contudo, fazê-la funcionar. A estrutura da maternidade, todavia, estava praticamente concluída.

Ao assumir o Palácio Tancredo Neves, em 2005, Roberto prometeu, em várias ocasiões, que faria a maternidade funcionar ainda naquele ano. Mas a promessa não se converteu em realidade. A inauguração só ocorreu mais de um ano e meio depois, em meados de 2006. E, mesmo assim, foi preciso ajuda até do governo do estado para equipar a unidade com os equipamentos necessários ao seu funcionamento.

Ainda assim, até o início desse ano, a maternidade não tinha sequer um simples aparelho de ultra-som, considerado, por especialistas na área, como imprescindível a um estabelecimento de saúde desse tipo.

O programa eleitoral de Roberto Sobrinho, por motivos óbvios, também não cita a controvérsia que se deu no início de sua gestão, envolvendo a maternidade.

Apesar de não funcionar até meados de 2006, a prefeitura se antecipou pelo menos para criar o cargo de diretora da tal maternidade. Pagava em torno de R$ 4 mil mensais para a médica Ida Peréa, então presidente de um dos maiores planos de saúde do estado, dirigir um estabelecimento hospitalar que, na prática, ainda nem existia. O Ministério Público iniciou um procedimento para averiguar o suposto ilícito, mas acabou por arquivar a investigação.


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