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Porto Velho,  qua,   25/novembro/2020     
reportagem

Segunda turma de Fisioterapia da São Lucas se forma, revelando histórias de superação

2/9/2008 11:09:33
Por Aldrin Willy
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Com 26 formandos, turma termina com várias histórias de superação de adversidades e vitórias pessoais. 



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Em seu discurso durante a cerimônia de colação de grau, o coordenador do curso de Fisioterapia da Faculdade São Lucas, Marcelo Rubira, não escondeu sua emoção ao falar da turma que ali se despedia. Com a voz embargada, ele se lembrou de uma aluna que em seu primeiro ano de curso reprovou em quase todas as disciplinas, mas cinco anos depois estava ali, se formando junto com os demais.

Conceição Aparecida Mesquita Taborda (foto), a aluna de quem Rubira falava, não nega as dificuldades que encontrou assim que começou o curso. Uma das barreiras, conta ela, foi sua idade, superior em relação à média da idade dos alunos de cursos superiores. Além disso, Conceição precisou superar um intervalo de mais de vinte anos sem estudar, desde que concluiu, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), seu curso técnico de enfermagem.

“Foi certamente um grande desafio. Voltar a estudar aos 43 anos nos exige uma série de sacrifícios. Eu precisei dedicar-me com todas as minhas forças para retomar a prática da aprendizagem, em função do longo tempo sem estudar”, conta a recém-formada fisioterapeuta.

Ela não foi a única a ter de enfrentar dramas pessoais para poder ultrapassar a barreira de um curso altamente exigente. Rosilene da Silva Dutra também precisou fazer das tripas coração para concluir o curso. Técnica de enfermagem do sistema estadual de saúde, Rosilene teve de conciliar a rotina árdua de estudo com os plantões a que era submetida no Hospital de Base, onde trabalha. O mesmo valeu para a também técnica de enfermagem Edilena Maria de Souza Vieira e as massoterapeutas Afrodite Oliveira de Azevedo e Ghislaine de Jesus Romano, todas colegas de turma.


MOTIVAÇÃO

Conceição faz questão de ressaltar o importante papel que o coordenador do curso teve em sempre motivá-la para continuar estudando. “Houve tempos em que eu me senti muito fraca, debilitada. As coisas simplesmente não entravam em minha mente. Foi nessas horas em que eu vi a grandiosidade do nosso coordenador, o Dr. Marcelo. Ele sempre dispunha de uma palavra sábia e encorajadora, quando eu entrava aos prantos na sala dele. Tenho certeza de que muitos colegas não desistiram por causa da motivação que ele sempre nos deu”.

A cerimônia de colação de grau, como não poderia deixar de ser, deu voz a toda essa emoção que permeou os cinco anos do curso de Fisioterapia. Não faltaram vozes embargadas, olhos marejados e declarações de amor aos colegas e professores. Ana Paula Rubira, professora da turma homenageada na noite, fez questão de lembrar aos familiares que prestigiavam a solenidade que os egressos do curso não só saíam para o mundo com um sólido cabedal técnico, mas também com uma forte formação moral e ética, sempre enfatizada em sala de aula.


EMOÇÃO

Um dos momentos de maior ternura da cerimônia foi sem dúvida a explosão emotiva do pai do fisioterapeuta Harlei Henrique Marcelino de Araújo. A expressão de fascínio e realização estava estampada em cada gesto de Ari de Araújo, que vez por outra bradava “esse é meu garoto!”.

A emotividade da colação de grau deu lugar, no baile de formatura organizado pelos formados, a mais pura alegria. Brindados com um ambiente de requinte, os agora fisioterapeutas e convidados se deliciaram com petiscos e drinks variados. Arthur Nascimento Silva, um dos festejados fisioterapeutas da noite, era a mais pura expressão de felicidade e realização.

Alegria e satisfação também coroavam a agora fisioterapeuta Conceição Aparecida. Ela, mais do que ninguém, estava com sensação de ter vencido uma grande batalha em sua vida. Era possível sentir a ausência de um enorme peso em suas costas, pois Conceição levitou durante a habitual valsa, dançada com seu marido, o jornalista e editor de Imprensa Popular, Gessi Taborda da Costa.

A festa não foi só de valsas e delicadezas. Depois de certa hora da noite, as amenidades cederam lugar para a mais arrebatada felicidade, com direito a músicas jovens e muita badalação. A alegria contagiou a todos, inclusive professores que confessaram já sentir saudades dos ex-acadêmicos.


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