Anuncie:  

Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



Colunistas
Receba as matérias do site em seu e-mail

Cadastrar
Cancelar Cadastro

 

Porto Velho,  qui,   17/outubro/2019     
artigos

O portovelhense está prestes a eleger o prefeito sem discutir a cidade

7/9/2008 12:47:38
Gessi Taborda
Comente     versão para impressão     mandar para um amigo    



Há menos de um mês para a eleição municipal, eleitores votarão sem conhecer com mais profundidade o pensamento e o programa dos candidatos, num pleito restrito à mídia televisiva. 


 Provavelmente o eleitor de Porto Velho, como de resto o do Brasil, está mais informado sobre a disputa presidencial americana, do que sobre a eleição que vai definir o novo prefeito da capital.

Na corrida que está chegando ao fim, graças ao novo modelo eleitoral com todas as restrições impostas, faltou o elemento básico de uma campanha de verdade: a discussão sobre a realidade do município e as possíveis soluções para garantir que suas perspectivas se transformem em algo concreto.

Com a eliminação dos grandes eventos políticos, como os comícios, e com as restrições impostas, sobretudo à mídia eletrônica, de onde foi banida a reportagem política, principalmente aquela de cunho investigativo focada na revelação dos fatos fundamentais para revelar o caráter dos pretendentes a prefeito e vereador; restou aos eleitores como única ferramenta para escolher bem o seu candidato, o programa da propaganda eleitoral gratuita (??) na TV, fruto não daquilo que realmente é ou representa o candidato e sim do marketing responsável pela “venda” desse produto.

Segurança, Saúde, Trânsito, Educação, Desemprego, Saneamento, Urbanização e tantos outros problemas que assolam uma cidade como Porto Velho ficaram restritos à superficialidade da mídia eletrônica. Ora, como escolher bem candidatos que não puderam se confrontar em termos de idéias e programas, candidatos que na verdade não tiveram nem tempo para fazer o chamado corpo-a-corpo, chegando à maioria de eleitores de uma cidade que já beira os 400 mil habitantes?

O que vai acontecer é exatamente isso: os eleitores vão eleger o prefeito de Porto Velho sem discutir a própria cidade e muito menos o município todo.

Se ao eleitor não foi dado meios de conhecer melhor os candidatos a prefeito, o que falar então dos candidatos a vereador. A maioria dos eleitores não consegue, nesta altura do campeonato, citar com segurança nesse mar de candidatos à Câmara Municipal sequer o nome de pelo menos uma dúzia de pretendentes, quanto mais seus números. Está mais do que claro que só por milagre a Câmara Municipal terá uma legislatura melhor do que essa que está terminando.

E a imprensa – dos jornalões à chamada imprensa alternativa – também não deu a devida importância na cobertura eleitoral.

Nem mesmo um debate essa imprensa procurou organizar, acumpliciando-se a este sistema de eleição feita às escondidas e portanto sem garantir, mais uma vez, que os eleitos tenham a necessária representatividade fundamental ao regime democrático.

O jornal IMPRENSA POPULAR procurou mais uma vez cumprir uma agenda jornalística responsável sobre esse pleito. Claro, ficamos longe do ideal. Se levar em consideração a falta de qualquer estrutura econômica do jornal, que só faz circular sua versão impressa pela abnegação de uns poucos, vê-se que o dever de casa foi feito.

Louve-se, também o esforço do Alto Madeira. Bravamente, aquele jornal quase centenário buscou disseminar o conhecimento entre seus leitores sobre os fatos ligados à administração municipal que os “comandantes” da cidade insistem em camuflar.

E por agir com essa dignidade, a equipe do Sued, estimulada por jornalistas de valor como Euro Tourinho, sentiu a intolerância do prefeito, respondendo várias ações na Justiça Eleitoral (a maioria negada) pedindo “direito de resposta”.

É claro que o eleitor mais uma vez não terá culpa de escolher candidatos ruins. Ele vai às urnas sem conhecer fatos relevantes da maioria dos candidatos, seja sobre sua vida pregressa ou até mesmo projetos para a cidade. Estamos longes de uma eleição com total participação cidadã.

O brasileiro pode ficar sabendo que a filha adolescente de uma candidata a vice presidente dos Estados Unidos está grávida, mas não tem a mesma chance de saber nada de um candidato a reeleição como vereador que foi preso no Urso Branco acusado de participação num homicídio praticado no Mato Grosso.

Vai ver os Estados Unidos estão errados e nós é que estamos certos. Não é a toa que o Brasil continua sendo um país macunaímico.


Nenhum comentário sobre esta matéria

Mais Notícias
Publicidade: