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Fim da picada: colégio agrícola vai comprar produtos de sítio

28/9/2008 19:09:56
 
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É como um sitiante vir à rua para comprar uma galinha caipira ou para comprar verdura. Esse tipo de coisa é o que está acontecendo com a Escola Agrotécnica Federal de Colorado do Oeste. 


 Exatamente no dia 26, a Escola Agrotécnica Federal de Colorado do Oeste, em Rondônia, estará abrindo o pregão eletrônico do “Comprasnet” para adquirir produtos no mínimo inusitados. Pelo menos inusitados para uma escola que tem a obrigação de formar técnicos agrícolas numa estrutura instalada numa área de muitos hectares, com uma estrutura privilegiada para produzir com a supervisão – imagina-se – de professores especialistas em agricultura.

Autorizada pelo Ministério da Educação do governo Lula, a tal escola estará cumprindo o processo nº 23000.074393/2008-59, buscando adquirir produtos agrícolas destinado à alimentação de sua comunidade estudantil e, certamente, acadêmica.

Quem já ouviu falar da tal escola, certamente imaginou que ela deveria ter uma capacidade de produção, no mínimo para servir de treinamento aos seus estudantes. É claro que ninguém esta pensando que essa Escola Agrotécnica teria de possuir, já, tecnologia suficiente para a produção de cultura mais sofisticada. No entanto, o que pensar de uma escolar voltada para a formação de técnicos agrícolas incapaz de produzir – pelo menos para seu consumo interno produtos tão prosaicos como mandioca ou simplesmente abobrinhas verdes?


ALGUMA COISA ERRADA

É difícil não acreditar que alguma coisa está errada na gestão dessa escola federal. Ao examinar a lista de compras desse entidade, pelo sistema de pregão, vê-se coisas bizarras como a compra de 1,5 tonelada de abóbora in natura do tipo kabotiã, “com casca sem brilho, sem machucados, ferimentos, e sem sinais de mofo ou podridão. Será que a tal escola não consegue produzir abóboras em sua área?

De acordo com o tal edital, a Escola Agrotécnica Federal de Colorado do Oeste pretende comprar a mesma quantidade de abobrinha, espécie verde, para tratar de seu corpo docente e discente.

Mas o pessoal dessa escola não é apaixonado apenas pelas abobrinhas. No mesmo pregão, a escola está procurando fornecedor para 600 quilogramas de banana maçã, 600 de banana nanica e 50 quilos de banana da terra. Ora, para um entidade que não tem 200 pessoas, esses números absurdos na compra de frutas que certamente têm curta duração para o consumo dá a entender que alguma coisa está errada e deveria motivar a ação de órgãos de controle, como o Ministério Pública Federal e do próprio TCU.


OS MAIS CONSUMIDOS

Será como a Escola Agrotécnica Federal de Colorado do Oeste irá armazenar a 1,5 tonelada que pretende comprar durante o pregão a ser realizado nesse dia 26? E como resolverá o mesmo dilema em relação aos 2.400 quilos de cenoura que também consta da lista de compras? A pergunta vale para outros itens, como 1600 quilos de pepino japonês, os 1600 quilos de mandioca e os 1200 quilos de repolho verde.

De acordo com a lista publicada no “Comprasnet”, o produto que parece ser o de maior consumo naquela escola é o tomate. Eles querem adquirir 3200 quilos do produto, exigindo que o fornecedor entregue tomates com ausência de sujeiras, parasitas e larvas, sendo os frutos “de vez”, sem furos, sem manchas e ferimentos. É claro que mesmo com estas especificações, certamente a Escola Agrotécnica Federal de Colorado do Oeste terá dificuldades para armazenar tanto tomate.

Além desses produtos mais ou menos comuns, a tal escola quer adquirir pelo sistema de pregão 500 quilos de melão, 400 de pêra nacional, 400 de pimentão verde, 500 de laranja do tipo Ponkan, 500 de melancia da espécie paulista, 400 de mamão do tipo Havaí, 500 de maçã, 500 de laranja pêra, 600 de caqui, 1,5 tonelada de batata doce, 800 quilos de berinjela, 2400 quilos de beterraba e, pasmem, 10 quilos de gengibre, 150 quilos de jiló e 400 quilos de alho.


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