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Porto Velho,  dom,   13/outubro/2019     
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Propaganda eleitoral se acirra com proximidade das urnas

28/9/2008 19:17:07
Aldrin Willy
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Na televisão, até candidatos que não ofereciam oposição ao atual prefeito, agora passam a criticá-lo, ainda que indiretamente. 


 Quando iniciou o período do horário eleitoral gratuito na televisão, a tônica de quase todas as campanhas era de uma cordialidade apática em relação umas às outras. Sem ataques ou críticas diretas à atual administração municipal, os seis candidatos ao posto de prefeito de Porto Velho não desempenhavam, nem de longe, o mais brando papel de oposição ao candidato à reeleição, o prefeito Roberto Sobrinho (PT).


SEM OPOSIÇÃO

Presos à política da boa vizinhança, Lindomar Garçom (PV), Hamilton Casara (PSDB), David Chiquilito (PCdoB), Alexandre Brito (PTC), Mauro Nazif (PSB) e Adilson Siqueira (PSOL), concorrentes de Sobrinho ao Palácio Tancredo Neves, preencheram seus espaços no horário eleitoral com abundância de propostas de toda sorte para a cidade. Em relação à atual administração, limitavam-se, quando muito, a fazer críticas genéricas sobre a cidade.

Ao mesmo tempo, Roberto Sobrinho, beneficiado com o melhor marketing que o PT de Lula pode bancar, aproveitou seus pouco mais de 10 minutos de propaganda eleitoral para enaltecer a si próprio e a sua gestão. Sem oposição por parte dos adversários, a imagem criada pela campanha oficial, de que a cidade hoje está muitíssimo melhor do que há quatro anos, ganhou até certa credibilidade, apesar das flagrantes incoerências e imprecisões que dela saltavam. Exemplo disso foi o episódio da maternidade municipal “Mãe Esperança”, que a campanha de Roberto cansou de frisar como obra exclusivamente desta administração. “Roberto fez a maternidade municipal em um ano e meio”, dizia a campanha petista.

A reação à alegação da propaganda oficial só surgiu após reportagem publicada em Imprensa Popular. E, ainda assim, não partiu de um dos concorrentes do candidato à reeleição. Foi a pedido do ex-prefeito Carlos Camurça que a Justiça Eleitoral proibiu Roberto Sobrinho de continuar veiculando a propaganda sobre a maternidade e concedeu ao ex-prefeito Direito de Resposta para que ele restabelecesse a verdade sobre a obra, que foi iniciada quando ainda era prefeito Chiquilito Erse, prestigiado político porto-velhense falecido em 2001.

Nem mesmo o candidato David Chiquilito, filho do ex-prefeito Chiquilito Erse, aproveitou a inverdade propagada no horário de Sobrinho para colher algum dividendo eleitoral. A postura indiferente da maioria dos candidatos em relação à campanha do atual prefeito deu a ele o tempo necessário para consolidar sua mensagem no horário eleitoral.

Com o desenrolar da corrida eleitoral, contudo, o tom cada vez mais crítico vai ganhando corpo nas campanhas dos adversários do atual prefeito. Ele, por sua vez, passa também a despender mais recursos em resposta aos ataques que passou a sofrer mais intensamente ao longo da campanha.

A dúvida que paira no ar agora é se o discurso cada vez mais ácido dos oponentes de Sobrinho terá, quase no fim do período eleitoral, o efeito desejado por eles, de provocar uma queda sensível no candidato oficial a ponto de assegurar a realização de um segundo turno.


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