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Porto Velho,  ter,   21/novembro/2017     
opinião

O sétimo aniversário de nossa fundação

3/11/2008 17:08:20
GTC
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Imprensa Popular completa mais um ano de lutas comprometido com os legítimos interesses do povo rondoniense. 


 Este mês de outubro marca o sétimo aniversário de fundação desse jornal. Ele nasceu da idéia de jornalistas num encontro histórico, num sarau do extinto Le Petit, regado a boa música, boa bebida e muito idealismo. Nasceu, como não poderia deixa de ser, polêmico. E nasceu como o primeiro jornal de grande tiragem (20 mil exemplares) destinada à distribuição gratuita a leitores de Porto Velho e de várias outras cidades do Estado.

Já de início enfrentou muitas barreiras. A maneira como sempre abordou os temas mais delicados da vida pública rondoniense, de forma desassombrada e independente, não agradou grupos e personagens acostumados a levar vantagens nas penumbras do Poder rondoniense.

E por isso, nesses sete anos de existência, o jornal colecionou prejuízos e exclusões na distribuição do bolo da mídia pública e privada, sem conseguir, por isso, levar avante o projeto original de ser um semanário de criticas, análises e trincheira inexpugnável de combate às mazelas da política estadual.

Nem por isso Imprensa Popular deixou de resistir, se mantendo durante todo esse período mais pelo sacerdócio daqueles que continuaram com a missão de mantê-lo vivo nessa longa jornada de adversidade.

Chegamos ao sétimo aniversário de fundação com a mesma convicção democrática do princípio. Essa convicção e a determinação de manter a luta pelos legítimos interesses da sociedade rondoniense levou-nos a uma sucessão de prejuízos dos quais não temos a menor esperança de, um dia, sermos indenizados ou mesmo anistiados.

Este foi o primeiro jornal impresso de Rondônia que sofreu duas apreensões de suas tiragens – porque labutou confiando no princípio da Carta Magna que consagra a liberdade de opinião de imprensa – e até hoje paga multa judicial a que foram condenado seu editor e o líder do sistema de distribuição, por uma decisão da Justiça Eleitoral que considerou crime sua circulação nas proximidades de locais de votação em eleição municipal.

Com tantas manobras destinadas a silenciar Imprensa Popular ao longo desse período, ou seja, em pleno regime de liberdade garantido pela Constituição, era natural que a maior parte de seus fundadores afastassem-se desse projeto.

Embora mantivesse o perfil original de maior periódico alternativo, em termos de tiragem e de distribuição gratuita, o jornal nunca conseguiu romper o bloqueio dos distribuidores de mídia e por isso foi obrigado a rever seu projeto original para não desaparecer.

É certo, também, que essas dificuldades não foram determinadas apenas pela má vontade de certos círculos políticos que destinam verbas públicas de publicidade somente para veículos tidos como parceiros de projetos dos que na cúpula do poder, estão acostumados a tutelar a imprensa, domesticando-a de forma inexorável. Reconhecemos que ainda nos falta conquistar um profissional capaz de por para funcionar neste jornal uma direção comercial consequente, uma façanha praticamente impossível para jornalistas que por seu idealismo não conseguem adotar o pragmatismo exigido para a exploração do mercado.

Hoje Imprensa Popular se mantém como o periódico impresso de maior tiragem de Porto Velho, com 90% de seus exemplares distribuídos gratuitamente. Mas dado às dificuldades econômicas não superadas foi obrigado a reduzir sua periodicidade e só circula uma vez por mês.

Não abandonamos o nosso ideal e o nosso projeto antigo. Queremos encontrar aquele profissional capaz de dar a Imprensa Popular um suporte comercial capaz de nos dar condições de aumentar os períodos de nossa presença no mercado editorial da capital rondoniense. Mas precisamos fazer isso sem o sacrifício de nossa liberdade editorial.

Se este jornal ainda não foi a nocaute – como certos “tycoons” do poder local – foi graças ao denôdo de pessoas não diretamente ligadas à política editorial, como é o caso da corajosa e impecável assessoria que nos presta o dr. Fernando Maia.

Ao completar seu sétimo aniversário de fundação, Imprensa Popular também registra o reconhecimento público àqueles órgãos (uma minoria) que durante todo esse tempo destinou parte das verbas publicitárias públicas e privadas sem cooptar o jornal para interesses que não fossem as causas do povo.

Nós, enquanto responsáveis pela feitura desse jornal, estamos dispostos a continuar a luta para que o jornal não venha a sucumbir, mantendo o compromisso de defender os princípios democráticos e a moralidade administrativa em todas as esferas do poder.


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