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opinião

O resgate dos valores. Esta é a saída

3/11/2008 17:09:27
Imprensa Popular
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A falta dos valores familiares está levando a juventude a viver o aqui e o agora, sem utopias e sonhos a realizar. 


 É cada dia mais frequente os exemplos que revelam a tragédia de nossa juventude. O tema ganha destaque pelo realce da mídia nos casos de maior repercussão, como o da menina Eloá, vítima de um desfecho letal no seu relacionamento com um jovem desequilibrado.

Esse verdadeiro folhetim urbano ainda é o grande assunto popular em todo o Brasil. Em torno disso discute-se praticamente tudo: do verdadeiro significado do amor à personalidade desequilibrada do autor de sua morte. Mas, assim como aconteceu em outros casos de grande repercussão, pouco se valou da desagregação familiar, da degeneração dos valores da família como consequência dessas tragédias.

Recentemente a mídia se ocupou do caso de violência envolvendo uma mocinha da Inglaterra e se namorado brasileiro. A britânica, com apenas 16 anos, teria vindo ao Brasil, com o conhecimento e a aprovação de sua mãe, para encontrar-se com um namorado que acabou não só matando-a mas também esquartejando-a no estado de Goiás.

Ora, ninguém se preocupou em responsabilizar a mãe que permitiu a adolescente a viajar para esse encontro trágico, como se fosse natural uma família permitir e patrocinar a viagem de uma mocinha de Londres ao Brasil para um encontro amoroso com um rapaz drogado e totalmente irresponsável, como foi esse caso.

E no caso da Eloá também não se atribuiu responsabilidade à família que permitiu a menina com 12 anos ter um relacionamento amoroso com um rapaz de 19 anos, um verdadeiro estupro presumido.

Os casos de degeneração de nossa juventude não são um privilégio apenas das grandes metrópoles. Aqui mesmo, na nossa Rondônia eles se sucedem numa velocidade cada vez mais crescente, num rastro de barbárie que deixa todos os dias vítimas inocentes, algumas assassinadas, como foi o caso do sertanista Apoena Meirelles.

Nosso propósito nesse artigo não é detalhar os casos de comportamentos violentos dessa juventude cada vez mais à margem da sociedade.

Nosso objetivo é, uma vez mais, alertar para a fissura na crosta da sociedade que, sem o resgate dos valores da família, não será fechada, mesmo que venhamos a criar novos e mais sofisticados programas de ajuste social destinados aos jovens e sem o objetivo claro de fortalecer a família, única base segura para a construção de uma sociedade mais fraterna.

É fácil constatar em praticamente todas as ruas de nossa capital a quantidade de jovens que se reúnem em pequenos grupos caracterizados pela falta de projeto de vida, de ideal, de prumo, de valores e, por isso, indiferente aos outros.

São, em sua maioria, jovens egressos de lares decadentes ou destruídos, onde os pais não ensinam mais valores éticos e nem transmitem idéias nas quais se acredite e pelas quais se lute.

E não havendo laço familiar não haverá, também, responsabilidade social desses jovens que vivem um verdadeiro vazio existencial.

Estamos assistindo praticamente todos os dias a falência da função dos pais. Mesmos nos lares constituídos na forma do casamento tradicional, ou seja, com a estrutura de pai, mãe e filhos, as relações afetivas são cada vez mais fracas com os pais cada vez sabendo menos o que está acontecendo com seus jovens.

Os governantes fazem campanha de tudo mas praticamente não desenvolvem nenhuma ação de apoio à família, de resgate aos seus valores verdadeiros.

Vivemos uma sociedade que estimula a banalização do corpo, dos valores humanos. Essa marcha inexorável para a erotização, quando jovens de qualquer sexo acham que tanto faz beijar ou transar até antes da puberdade, comprova a triste realidade de valor e auto-estima escassos da juventude. E quem está nessa condição age sem preocupação com as consequências, com o amanhã.

Ora, se o filho não respeita a cidadania familiar, porque iria seguir as regras sociais? É preciso o resgate de valores culturais, éticos, espirituais e outros valores duradouros da família, para que a fissura social que deságua nos escabrosos casos de violência envolvendo jovens cada vez mais presentes na mídia possa ser, se não cicatrizada, pelo menos preenchida.

Enquanto não existir uma política de valorização da família, de recuperação dos valores do lar, as consequências determinaram o aumento da criminalidade, das drogas, da depressão, etc, entre a nossa juventude, cada vez mais desnorteada, sem referências para uma análise crítica de seus atos.


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