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Porto Velho,  dom,   27/setembro/2020     
política

Raupp entre os piores no governo de Rond√īnia

5/6/2009 16:13:32
 
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O Valdir Raupp de hoje est√° muito distante do antigo vendedor de baterias que se decidiu pela pol√≠tica. Nem por isso sua passagem pelo governo do estado deixou saudades. 



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Raupp √© um homem de sorte. Fazia parte do mundo dos p√©s-rapados quando teve a seu favor Jer√īnimo Santana a descortinar-lhe um novo horizonte de vida, fazendo carreira na pol√≠tica. E foi assim que o humilde vendedor de baterias virou vereador em Cacoal, prefeito em Rolim de Moura, Secret√°rio de Estado (foi o bambamb√£ do DER), governador rondoniense e Senador da Rep√ļblica, tudo isso em menos de tr√™s d√©cadas.

 

Raupp chegou a Bras√≠lia como o aut√™ntico pol√≠tico caipira ‚Äď sem forma√ß√£o superior ‚Äď atropelando a √ļltima flor do L√°cio, sem grandes recursos verbais. Certamente teve a ajuda imprescind√≠vel da mulher, esta com forma√ß√£o acad√™mica superior, a deputada Marinha Raupp.

 

Certamente foi com essa ajuda que Valdir Raupp se esforçou, até conseguir um canudo universitário. Mas para fazer política dentro da praxis rondoniense Raupp sempre soube mexer o doce como ninguém.

 

Est√° bem no Senado, onde se destaca entre seus pares e consegue espa√ßo nacional, gra√ßas √†s fun√ß√Ķes de l√≠der e vice-l√≠der, ora do PMDB ora do governo, al√©m de relator de importantes projetos que tramitaram naquela casa.

 

 

GOVERNO RUIM

 

Valdir Raupp fez um governo med√≠ocre em Rond√īnia. E politicamente cometeu os erros da maioria dos senhores que passaram pela chefia da administra√ß√£o estadual: n√£o construiu quadros pol√≠ticos pois preferiu (a exce√ß√£o da pr√≥pria mulher, Marinha Raupp) colocar pessoas pr√≥ximas que n√£o tinham pretens√£o ou potencial pol√≠tico, pois apenas sonhavam em arrumar o lado econ√īmico pessoal.

 

Por isso Raupp hoje se vê na mesma situação daqueles ex-governadores por quem a população não sente a menor saudade. Enquete (clique aqui para vê-la) realizada por www.imprensapopular.inf.br mostrou o resultado que coloca no mesmo patamar, com 5%, Raupp e os ex-governadores Angelim e Piana.

 

Bem diferente da situa√ß√£o do atual governador que, segundo os participantes da enquete, √© melhor do que foi o saudoso Teixeir√£o, governador nomeado que teve como miss√£o fazer a transi√ß√£o de Rond√īnia de territ√≥rio federal para estado aut√īnomo.

 

N√£o √© de se surpreender essa p√©ssima coloca√ß√£o de Raupp. Afinal, seu governo ficou marcado por n√≥doas como ‚Äúa fal√™ncia do Beron, que era o Banco do Estado de Rond√īnia‚ÄĚ, a perda da Ceron (que era a maior companhia estatal rondoniense), por constantes atrasos no pagamento de servidores, isso sem contar nos primeiros grandes esc√Ęndalos que levaram membros da alta c√ļpula do governo √† pris√£o.

 

No governo de Raupp surgiram os esc√Ęndalos da Ceron, o chamdo ‚ÄúFrangogate‚ÄĚ e at√© um esquema de fraude nos gastos de publicidade, pelo qual o publicit√°rio Cleomar Eust√°quio acabou passando uns dias na cadeia.

 

 

RESPIRA TRANQUILO

 

Interessante para quem procura analisar o cenário político rondoniense é constatar que a insatisfação da grande maioria com o governo de Raupp não se traduz na sua rejeição como senador. Não há, até agora, sinais de que Valdir Raupp não conseguirá renovar o mandato de senador.

 

Valdir Raupp procura se descolar ao máximo de sua passagem pelo governo do estado. Raupp já deve ter percebido que os rondonienses desconfiam cada vez mais dos políticos.

 

Ele tem evitado ampliar o debate em torno de temas como a d√≠vida do Beron, a ‚Äúvenda‚ÄĚ da Ceron e outros temas capazes de esconder detalhes da podrid√£o que, como sempre, nunca foi profundamente avaliada, seja no Judici√°rio ou pela pr√≥pria imprensa, onde Valdir Raupp costuma nadar de bra√ßada.

 

Mas se o todo poderoso do PMDB respira tranquilo em relação a si próprio, certamente está preocupado com relação à disputa pelo governo estadual. O próprio Raupp teve seu nome cogitado para a disputa. Sabiamente ele recusou a missão, mesmo admitindo que desta vez o PMDB terá candidato próprio ao governo.

 

 

SAUDOSISMO

 

O PMDB, dizem seus √°ulicos, tem v√°rios nomes em condi√ß√Ķes de encarar essa disputa. Mas n√£o √© bem assim. Raupp, segundo seus melhores int√©rpretes, bem que gostaria de colocar a pr√≥pria Marinha Raupp, sua mulher, nesse enfrentamento. Mas essa √© uma hip√≥tese n√£o consolidada, at√© porque o saudosismo e a viuvez do poder n√£o mexe muito com as aspira√ß√Ķes do eleitor de hoje.

 

A colocação de Marinha Raupp suscitará, de forma natural, o confronto do atual governo com o passado e, se voltar o olhar para trás, o nome Raupp pode ser estigmatizado.

 

Dai, talvez, o grande cacique do PMDB no Estado acabe sendo obrigado a avalizar mesmo nome do atual prefeito de Ariquemes, Conf√ļcio Moura, um candidato que certamente poderia adotar o discurso do ‚Äúvamos olhar o futuro‚ÄĚ e deixar de lado o saudosismo, quando o partido falhou, com Raupp no governo, em √°reas vitais onde o atual governo Cassol tem obtido resultados expressivos.

 

O problema de Conf√ļcio √© n√£o ter rompido, em termos de visibilidade, enquanto prefeito os acanhados limites da chamada ‚Äúgrande Ariquemes‚ÄĚ.

 




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