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Porto Velho,  seg,   24/junho/2019     
entrevista

Greve na saúde: “Estão brincando com vidas humanas”, alerta o diretor do Hospital de Base

8/6/2009 15:00:48
 
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O governo só aceita negociar com a suspensão do movimento paredista, encarado como tática política para favorecer o continuismo no comando do Sindicato. 



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Para o médico Amado Rahal é importante que os servidores da Saúde entendam de uma vez por todas que “não se pode brincar com vidas humanas”. Ele falou com exclusividade à Imprensa Popular na manhã desta segunda-feira (08), quando informou que “os grevistas liderados pelo Sindsaúde estão estrapolando seus direitos de manifestação” ao impedir a entrada até de pessoal do quadro administrativo em unidades como a Policlínica Oswaldo Cruz e o hospital Cemetron, unidade especializada em doenças tropicais.

 

RISCO DE VIDA

O dr. Amado Rahal garante que está havendo muita irresponsabilidade da parte líderes do movimento paredista, diante de ações que podem refletir diretamente em risco de vida para muitas pessoas que dependem da rede pública de saúde.

“Aqui no Hospital de Base boa parte dos procedimentos cirúrgicos estão paralisados, porque os grevistas recusam-se a entrar no centro cirúrgico, mesmo para cumprir com suas obrigações para cirurgias que já estavam agendadas”. Além de fazer esse relato, o dr. Amado afirmou, também, que os grevistas estão impedindo novas internações no HB.

Para o diretor daquele que é o maior hospital público do estado, ao contrário do que afirmam líderes do movimento paredista, “são poucos os setores e as unidades que têm 30% dos trabalhadores presentes”.

 

SEM ABUSO

O diretor geral do Hospital de Base entende que “não se deve tolher o direito de greve do servidor público” mas, acrescenta, “não se pode admitir abusos, principalmente porque na Saúde isso pod significar morte de pacientes, de pessoas que não têm outro lugar para se socorrer que não seja os hospitais públicos”.

E por ter esta visão o dr. Amado decidiu que “quem assinar o ponto e abandonar o plantão vai sofrer as punições administrativas legais, além de se sujeitar às demais punições previstas na legislação”.

Segundo ele essa greve está sendo encampada “até o momento pelo paramédicos, pelo pessoal da área de enfermagem” e não pelos médicos do HB e dos demais hospitais públicos.

 

CUNHO POLÍTICO

Na sua conversa com Imprensa Popular, o dr. Amado Rahal foi taxativo, quando disse que “o movimento paredista tem forte motivação eleitoral, pois nesse momento acontece o processo eleitoral de escolha da nova diretoria do Sindisaúde, com votação que deve ir até o próximo dia 10”.

O diretor do HB não descarta que por trás dos líderes da greve “haja também o interesse partidário”, porque isso tem sido notório nesse segmento. Mas Amado garante que até agora não viu “nenhum político, de qualquer partido, incentivando ou incendiando ainda mais o movimento de greve”.

 

SALÁRIOS ATRATIVOS

Os servidores da Saúde em greve justificam o movimento como “reivindicatório de melhores salários e condições de trabalho”. Para o diretor do Hospital de Base, “o governador bem que gostaria de aumentar os salários de todos os servidores” mas não poderá “fazer isso de forma irresponsável” e assim “tem dito que não pode atender às reivindicações desses servidores” sem colocar “a economia do estado numa situação de insegurança”.

Os grevistas garantem que a arrecadação do Estado melhorou muito, e por isso Rondônia pode suportar com tranquilidade um reajuste nos vencimentos dos servidores.

Rahall disse ter conversado sobre isso com o próprio governador, “quando vi que há uma outra realidade”. O Estado de Rondônia “nunca investiu tanto em obras, em educação e na própria saúde. E isso é fácil de ser visto por todos.

Ainda recentemente o governador anunciou um pacote de obras superior a um bilhão de reais. Então, há um comprometimento da economia pública de Rondônia com o atendimento de toda a população e isso deixa claro as limitações para atender apenas uma categoria de servidores”, acentuou Amado.

Ele explicou que mesmo na situação atual, o governo de Rondônia está incluido no rol dos pagam os melhores salários da Saúde. “Aqui o corpo de enfermagem ganha salários superiores aos pagos pelo Estado de São Paulo. Lá uma enfermeira ganha algo em torno de R$ 2.200,00 e uma Auxiliar de Enfermagem 1.300,00. Em Rondônia o salário da enfermeira está na caso dos 2.500 e uma Auxliar na ordem de 1.500,00”, detalhou.

E para demonstrar que os salários pagos pelo governo de Rondônia “dentro da realidade nacional”, são muito atrativos, Amado lembrou que as inscrições ao concurso público para a contratação de pessoal para a saúde terminou no domingo (07) com mais de 20 mil inscritos para disputar mil vagas. “Se o governo rondoniense pagasse mal, certamente não haveria tantos inscritos, de todo o Brasil, gente que sabe que o governo Ivo Cassol paga em dia e paga em dia porque não é irresponsável de dar um reajuste que futuramente o estado não pudesse bancar”, afirmou.




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