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Porto Velho,  dom,   12/julho/2020     
política

Crise reduz em 50% previsão da receita estadual

22/7/2009 12:12:22
 
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A situação é mais grave com o IPERON que em três anos pode não ter como pagar aposentados e pensionistas 


 

Na manhã da última terça-feira (21), no Palácio Getúlio Vargas, aconteceu uma importante reunião com todos os secretários ordenadores de despesas (algumas secretarias e autarquias não possuem orçamento próprio) do Governo do Estado, visando detalhar a situação financeira da administração e as prioridades para o restante do ano de 2009.

Coordenada pelo secretário de Finanças, José Genaro de Andrade, os secretários receberam uma explanação da evolução da arrecadação do primeiro semestre, que devido à crise mundial que retraiu os mercados que importam nossos produtos, principalmente a carne bovina, o que resultou numa sensível queda de receita, em cerca de 50% do que era estimado para os primeiros seis meses.

Genaro explicou que este é um momento de muito cuidado com os gastos públicos, e que “Rondônia pode ser considerado um estado atípico na economia nacional, uma vez que, mesmo com a queda da receita, continuamos superavitários, graças a uma política austera do governador Ivo Cassol com a economia e os gastos públicos”, disse.

Outra preocupação do governador, segundo Genaro, é com o décimo terceiro salário, que deverá ser pago mais uma vez antes do Natal, assim como o salário de dezembro de todo o funcionalismo público estadual. Para isso é preciso que continue a mesma política de economia e zelo com os gastos da administração: combustível, energia elétrica, telefones, diárias e outras despesas pequenas que não aparecem, mas que no fim das contas acabam representando uma boa parte do que é gasto pelos gestores. “E tudo isso sem abrir mão dos investimentos e das obras programadas, como a água, o esgoto e o C.P.A. na capital, além da construção de escolas e estradas no interior, que não vão parar”, afirmou.

Estavam presentes os titulares da C.G.A.G., Deosp, D.E.R., Sesdec, Sedam, Sejus, Iperon, Caerd, Seduc, Sedes, Seagri, P.G.E., Porto, Seplan, Sesau, Detran, Emater e Idaron.

IPERON EM RISCO

Ao reunir-se com sindicalistas que representavam 15 categorias de servidores públicos estasduais, o governo Ivo Cassol demonstrou que a situação do Instituto da Previdência dos Servidores Públicos de Rondônia é preocupante, pois o IPERON ainda sofre os reflexos dos rombos praticados em governos anteriores e, admitiu o próprio governador, se não forem tomadas medidas drásticas, em mais 03 anos o IPERON não terá como pagar seus aposentados e pensionistas.

Segundo explicou o governador aos sindicalistas, o estado teria de desembolsar 65 milhões por ano para tapar o rombo praticado nas gestões anteriores, que não repassaram os recursos para o Iperon. “Não foram repassados nem mesmo os valores descontados dos contra-cheques dos servidores, e isso é uma bomba relógio que vai explodir se não fizermos nada”, afirmou.

O governador propôs aos representantes dos sindicatos a reposição do déficit equatorial de 4%, da seguinte forma: 2% o governo tira do próprio caixa e os outros 2% seriam descontados dos servidores que receberiam aumento salarial equivalente.

Com referência à reivindicação de reajuste salarial e aumento do auxílio saúde, não houve acordo entre o governador e os sindicalistas. “Não adianta ser irresponsável e dar um aumento para alegrar os servidores agora e deixar todo mundo sem receber o salário amanhã, como já aconteceu no passado”, disse Cassol. Para tanto, os técnicos da secretaria de Finanças, que estavam representados pelo presidente do Sintec, apresentarão um relatório da receita e a evolução das despesas, para que se chegue a um consenso, num novo encontro entre as partes, que deverá ocorrer ainda no princípio de agosto.




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