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política

Livro desvenda segredos milenares do cristianismo

22/7/2009 12:56:28
 
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O autor pesquisou 10 anos para fazer o livro onde revela o massacre dos cataros, religião cristã primitiva. 


 

Num dos livros mais surpreendentes lançados este ano, um autor brasileiro – A. J. Barros, que divide seu tempo no Brasil e em viagens por recantos inexplorados do planeta, em busca de enredos para os romances que pretende escrever – envereda pelo lendário Caminho de Santiago de Compostela e cria uma trama envolvente. Lançado há 15 dias, com uma grande campanha publicitária, O Enigma de Compostela (Geração Editorial) teve sua primeira edição, de 15.000 exemplares, vendida imediatamente. Outros 15.000 livros sairão da gráfica esta semana para abastecer as livrarias.

O autor – explica o editor Luiz Fernando Emediato – pesquisou 10 anos para fazer este livro, misturou fatos históricos conhecidos – como as Cruzadas, o drama dos cavaleiros templários e o massacre dos cátaros, uma seita cristã dos primeiros tempos – e, fato inédito, percorreu o Caminho de Santiago quatro vezes, duas de carro e duas a pé, para construir uma trama muito envolvente. Eu nunca havia visto tanta determinação. O resultado foi um romance que mescla conhecimento e drama histórico-religioso com entretenimento e vai agradar tanto aos leitores do Código Da Vinci quanto aos críticos mais exigentes.

A trama de O Enigma de Compostela é realmente intrigante. Mauricio, um investigador – o mesmo de O Conceito Zero, romance anterior de Barros que vendeu 10.000 exemplares – trilha o Caminho de Santiago, na Espanha, onde ocorre uma série de assassinatos contra freiras, frades, peregrinos e até agentes da CIA. Os crimes têm uma lógica e os assassinos vão deixando atrás de si um rastro de mistério com base em charadas que precisam ser desvendadas. As ações estão sendo investigadas pela CIA e pela polícia espanhola e suspeita-se que grupos terroristas e seitas religiosas podem estar envolvidos nelas.

As ações no presente entrelaçam-se com outras, ocorridas nos primórdios no Cristianismo. Barros quer demonstrar que, em nome do milenar Caminho, crimes inominaveis foram cometidos. E consegue.

Com flash backs cinematográficos, A. J. Barros volta ao Império Romano, aos estratagemas de Constantino para propagar o Cristianismo, passa pelo surgimento, ascensão e queda da seita dos cátaros, investiga como surgiu e foi ferrenhamente combatida a dinastia merovíngia, que se considerava descendente de Jesus Cristo, incursiona pelo surgimento das Cruzadas e suas campanhas sangrentas em busca de riqueza e poder, bem mais do que de fé, e envolve o leitor numa dúvida excruciante: o Cristianismo dos papas é o verdadeiro Cristianismo ou apenas a seita dominante que venceu as demais que surgiram?

Para contar sua história, – A. J. Barros fez realmente uma pesquisa extraordinária. Enfiou-se pela Bíblia, pelos textos canônicos e não canônicos, pelos livros de História, pelos arquivos de monastérios e igrejas. Fez questão de visitar, o que durou anos, os locais em que os fatos aconteceram, para neles colocar seus personagens reais e imaginários. Trilhou a pé e duas vezes de carro o famoso Caminho de Santiago. Não satisfeito, romance escrito, andou a pé pelo Caminho uma quarta vez, com seu notebook, checando tudo: locais, igrejas, pousadas, desfiladeiros. Quase mil quilômetros em 30 dias de caminhada dura. Só então deu por terminada sua pesquisa. O romance estava pronto.

Mais um diário de bordo sobre a caminhada até Compostela? Nada disso. O resultado foi mesmo um livro de mistério conjugado com um épico sobre a história do Cristianismo. Mauricio, sempre ele, está trilhando o Caminho. Ao longo da peregrinação, assassinatos brutais desafiam sua inteligência em enigmas que são postos para decifração imediata. Por que o corpo de César Bórgia, enterrado à margem do Caminho, ajudaria a explicar os crimes? O que um professor da Universidade de Roma e sua bela aluna e amante teriam a ver com tudo isso? Qual a ligação da dinastia merovíngia com os tempos da Internet? Por que padres e freiras estariam sendo brutalmente assassinados? Em quem confiar? Na bela Patrícia, a peregrina americana? No inspetor espanhol, que aparece e desaparece, depois de muitas perguntas? Qual o interesse da CIA neste mistério? Por que tantas charadas?

Passado e presente se misturam, para desvelar progressivamente o véu que cobre segredos escondidos há séculos. Será que Maurício conseguirá resolver o enigma?

Mesclando suspense e História, imaginação e fantasia, mas sem jamais tornar os fatos inverossímeis, com respeito total à inteligência do leitor e à lógica, A. J. Barros constrói um romance em que vai montando um quebra-cabeça e decifrando um enigma enquanto mantém o suspense. O leitor vai se ver entre paredes de castelos que transpiram fantasmas de reis, cortesãs, papas e guerreiros; em cavernas, monastérios, colinas e igrejas em cujo solo sepultaram-se santos falsos que queimaram supostas bruxas e hereges.

Uma construção surpreendentemente original, com material capaz de conquistar o leitor mais exigente: o texto é pontilhado de sólidos dados históricos, um verdadeiro passeio pelo qual nos deixamos levar, não raras vezes respirando o clima medieval que permeia um cenário atual. De amores e traição. De dúvidas e missão fanática. A perversidade dos assassinatos dá pistas de uma missão a ser cumprida. Só no final, surpreendente, decifra-se o último enigma: os autores dos crimes, sedentos de vingança, querem algo bem mais terrível do que reviver o passado e encher o presente de horror.




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