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política

Jornalista lança livro revelando a vida na China

22/7/2009 14:35:35
 
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Cláudia Trevisan mergulha na história chinesa, revelando desde o passado de grandes invenções à atual globalização. 


 

É quase uma obrigação hoje em dia saber o que acontece atrás das Muralhas da China. Um povo intrigante e que mexe com os alicerces do mundo. O regime é comunista, mas a economia é capitalista. Eles ficaram enclausurados durante os quase trinta anos de governo de Mao Tsé-tung e agora viajam pelo mundo todo e são os maiores usuários de internet do planeta. A jornalista Cláudia Trevisan, que vive e trabalha na China, nos conta isso e muito mais no novo livro da coleção Povos e Civilizações da Editora Contexto: Os chineses. Perguntada se há uma maneira chinesa de existir que distingue esse universo de 1,3 bilhão do restante da humanidade, a resposta da autora é sim. “Afinal, se eu não acreditasse nisso, este livro não existiria”.

Em catorze capítulos ela retrata desde os exóticos ingredientes da culinária chinesa aos segredos da medicina; da política de filho único até o papel da mulher na sociedade; da mudança de comportamento entre os jovens até os bastidores das Olimpíadas 2008. Esse livro, ricamente ilustrado, nos ajuda a compreender como é a cultura desse país que se tornou crucial nas transações econômicas e políticas do mundo. A China que era o reino das bicicletas até o fim dos anos 1990 hoje é o segundo maior mercado automobilístico do mundo, com a promessa de assumir o primeiro lugar do ranking este ano.

Mas não é só no campo industrial que aconteceram mudanças. A nova posição da mulher na sociedade contrasta com a de quando tinham seus pés mutilados. Hoje as chinesas são empresárias, cada vez mais fazem sexo antes do casamento e começam a abordar homens de uma maneira que seria inimaginável para suas mães. Ao mesmo tempo, o novo-riquismo reabilitou práticas que haviam sido extintas com a Revolução Comunista, como o concubinato. A instituição formalmente proibida, mas a possibilidade de ter várias amantes fora do casamento se transformou em um símbolo de status para os homens.
      Muita coisa ainda é preservada no folclore chinês, que mistura superstição e tradição. A crença nos números é uma delas, o 13 chinês é o número quatro, no outro extremo o oito é o da sorte. Celulares com o final oito chegam a custar o triplo do preço, noivas esperam, felizes, pelo oitavo dia do oitavo mês do ano, mesmo que isso adie o casamento. Sob o signo do dragão, ano-novo em fevereiro, a língua sem alfabeto e a cerimônia do chá são outras curiosidades carregadas de crendices, que reforçam a riqueza cultural da China.
      Um grande representante dessa cultura é o kung fu e seus heróis, que até hoje habitam as salas de cinema, como o filme O tigre e o dragão, baseado no livro do escritor chinês Wang Du Lu, vencedor de quatro Oscars. Cláudia cita também os grandes clássicos, a renovação literária, o teatro cantado ­– espetáculos que costumam mesclar música, poesia, dança, acrobacia e artes marciais ­– e a escrita como arte. “O caráter elaborado da escrita transformou a caligrafia em uma das manifestações artísticas mais antigas e tradicionais da China e dos países onde os caracteres chineses foram adotados, como Japão e Coréia”, lembra a autora. Templos e palácios de Pequim mantém painéis com inscrições feitas pelos próprios imperadores.

A AUTORA

Jornalista desde 1987, Cláudia Trevisan, acumula uma longa experiência como correspondente internacional, em passagens por Nova York, Buenos Aires e Pequim. Atualmente, ela vive pela segunda vez na capital chinesa, onde aterrissou em fevereiro de 2008, enviada pelo jornal O Estado de S. Paulo. Sua primeira experiência no país asiático foi como correspondente da Folha de S.Paulo, em 2004 e 2005. A capital argentina havia sido o endereço de Cláudia de 2000 a 2002, período em que atuou como correspondente do jornal Valor Econômico. Formada em Direito pela Universidade de São Paulo e jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Cláudia também trabalhou na Gazeta Mercantil e no Diário Comércio e Indústria (dci), além de advogar por alguns meses, até decidir trocar a carreira jurídica pelas redações.




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