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Porto Velho,  qui,   2/julho/2020     
política

Legislativo municipal continua em processo de esvaziamento

25/7/2009 18:46:32
 
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O desinteresse da maioria dos vereadores em superar a subordinação aos ditames do Executivo acaba comprometendo a credibilidade na instituição. 



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Os vereadores da Câmara Municipal de Porto Velho deveriam refletir com mais cuidado sobre as circunstâncias que levou, no último pleito, o povo a promover uma renovação quase que total na composição da presente legislatura.

 

A população deixou de renovar o mandato da maioria dos vereadores da legislatura passada por não concordar com a postura da maioria, de meros homologadores das decisões estratégicas do governo municipal, com a transformação de seus gabinetes em escritórios de conveniência para despechar os pedidos pontuais de cabos eleitorais.

 

A concessão de homenagens ou a prioridade para denominar ruas e praças é uma das consequências práticas da falta de autonomia para legislar.

 

Os vereadores atuais, principalmente os novos (que ainda não têm currais eleitorais), deveriam se convencer que para restaurar parte de sua credibilidade, o Legislativo deveria minimamente criar mecanismos mais transparentes para que os eleitores possam acompanhar as propostas em discussão na Casa e encaminhar suas sugestões.

 

É certo que o presidente do Legislativo (mesmo tendo uma maneira muito peculiar de comandar as sessões e a própria Casa) de Porto Velho, o vereador José Hermínio, procura agir de forma independente e até se esforça para modificar a realidade anterior, melhorando canais de relacionamento com a sociedade. Esse esforço permitiu, por exemplo, que a Câmara Municipal tenha, pela primeira vez, sua página na Inernet.

 

Mas a prática da submissão não mudou quase nada. O que se observa em Porto Velho, no entanto, é que as propostas mais polêmicas, normalmente provenientes do Executivo, são votadas em tempo recorde. Exemplos não faltam, como a da autorização dada ao prefeito Roberto Sobrinho para promover mais um trem da alegria, com os chamados cargos comissionados em profusão.

 

Enquanto isso, matérias que não agradam ao prefeito, mesmo quando estão na agenda da população, são postergadas ou simplesmente retiradas de pauta, como foi o caso da proposição do vereador Jean Oliveira em favor do serviço de mototáxi na capital rondoniense.

 

Segundo consta, alguns vereadores ligados à prefeitura até pretendiam engrossar o coro dos favoráveis aos mototaxistas mas acabaram desestimulados pelas pressões acompanhadas de ameaças de perdas de cargos ou até mesmo de atendimento em demandas junto ao paço municipal.




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