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Porto Velho,  sáb,   4/abril/2020     
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Editorial 2: MP deveria impedir propaganda enganosa do prefeito

29/8/2009 15:17:25
Imprensa Popular
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Até o Conar, que lamentavelmente não age em Rondônia, tem como base inicial de suas ações a convicção de que não pode existir propaganda enganosa. Então, por que o Ministério Público não vê e nem proíbe essa safadeza? 


 

Numa das enquetes da versão eletrônica de Imprensa Popular deste mês de agosto, os internautas foram convidados a avaliar o trabalho do Ministério Público Estadual no combate à corrupção em Rondônia. O resultado deveria preocupar os integrantes daquela instituição e lideranças políticas comprometidas com a recuperação da ética e transparência nas ações das instituições públicas rondonienses.

Quem imaginava que o Ministério Público rondoniense estava entre as instituições mais bem avaliadas pela opinião pública acabou descobrindo, com os resultados da enquete, que estava redondamente enganado. Só 8% dos participantes da enquete consideraram o Ministério Público Estadual muito eficiente no combate às mazelas e à corrupção que campeia em instituições mantidas com o dinheiro arrancado do contribuinte, através de impostos e taxas.

Para 77% dos participantes da enquete as considerações sobre o MP foram preocupantes. Para 46% a atuação desse órgão no combate à corrupção é simplesmente “tímida”. O pior é que 31% consideraram risível o papel que o MP vem realizando nesse mesmo sentido.

Somente 15% dos participantes da enquete consideraram como razoável o trabalho do MP.

Se em certos aspectos o Ministério Público parece agir com rigor como, aparentemente, quando o alvo é o Executivo estadual, quando se trata de coibir os supostos abusos na seara municipal acontece exatamente o contrário, ficando a impressão de que há uma orientação para dar tratamento especial pelo menos ao prefeito da capital rondoniense, um petista de ampla ligação com nomes de expressão do seu partido, como Zé Dirceu, Genoino e, porque não citar, o próprio Lula da Silva.

Esta percepção da opinião pública grosso modo está expressa nos resultados da enquete.

Contra a administração do prefeito Roberto Sobrinho, da capital rondoniense, há um volume assustador de denúncias não esclarecidas, muitas veiculadas na imprensa, outras no âmbito dos discursos políticos ou simplesmente dos potins.

Elas vão do enriquecimento incompatível (afinal, antes de entrar no circuito do Poder Municipal, o prefeito Roberto Sobrinho não passava de pobretão morador do 4 de Janeiro, que tinha de sobreviver com o salário de servidor da Assembléia), ao superfaturamento de obras; à licitações dirigidas; manutenção de privilégios para setores como o do transporte urbano, coleta de lixo, terceirização da segurança, etc., etc.

UMA DESFAÇATEZ

Mas é na execução da mídia da prefeitura o descaso com o dinheiro público torna-se mais visível e mais irritante. É como se realmente o prefeito agisse sem medo de nada, sem freio nenhum, como acreditando num acordo pré-estabelecido com as demais instituições de que ele tudo pode, inclusive fazer esse merchandising de sua pessoa e de seu partido, pois é isso que o prefeito faz nas barbas de todo mundo do Ministério Público e do Tribunal de Contas sem sofrer sequer uma reprimenda. Na propaganda paga com o dinheiro arrancado do contribuinte, a prefeitura a “publicidade” enrustida, criminosa, completamente ilegal, do prefeito e de seu partido, acreditando que conseguirá enganar o povo despejando milhares de reais todos os meses nas redes de televisão (especialmente) e nos jornalões diários que se fecham em copas diante de todos os desmandos da gestão petista.

A enxurrada publicitária na televisão, principalmente nos horários de maior audiência e mais caros, não satisfaz o megalomaníaco prefeito. E por isso ele anda torrando o dinheiro público em outras mídias. E tudo isso diante de um Ministério Público que não vê nada e nem se mexe para por um ponto final nessa insensatez causadora de imenso prejuízo ao povo rondoniense, sobretudo ao povo da capital desse jovem estado.

Feito no papel mais caro, com impressão a lazer, a prefeitura está distribuindo aos milhares exemplares de mais uma edição do “Boletim Informativo” que teria sido impresso na Renascer Gráfica e Editora Ltda. Ninguém sabe se houve concorrência pública para a contratação desse serviço, ninguém sabe quanto dinheiro público foi torrado em mais essa insensatez.

O tal boletim nada tem de informativo. É simplesmente mais uma aventura de publicidade e merchandising custeado como dinheiro público que, como vem acontecendo até agora, não chamará a atenção do Ministério Público.

Na televisão o prefeito paga pela veiculação de um verdadeiro curta-metragem na louvação de seu mandato. Assenhora-se de tudo, inclusive de obras que sabidamente estão sendo executadas pelo governo do Estado, como as de saneamento básico (água e esgoto). Pela publicidade, a capital rondoniense foi transformada numa urbe de alta qualidade de vida graças ao seu prefeito atual. É uma propaganda cujo ingrediente principal é o engano, a esperteza e a manipulação.

Bem que o Ministério Público poderia esmiuçar esse assunto, permitindo ao povo de Porto Velho quanto custa ao contribuinte essa enxurrada de propaganda da prefeitura. Afinal, se o prefeito Roberto Sobrinho está inelegível para disputar eleições em 2010, por que gasta tanto dinheiro na promoção de seu nome, de sua gestão e de seu partido? E porque a parte maior dessa fortuna vai parar exatamente nas mãos dos donos das TVs, dos jornalões ficando, para a arraia miúda as migalhas, desde que aceitem ser cooptados pela gestão petista.     




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