Anuncie:  

Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



Colunistas
Receba as matérias do site em seu e-mail

Cadastrar
Cancelar Cadastro

 

Porto Velho,  qua,   8/abril/2020     
artigos

Editorial: Essa Semtran não faz nada e o trânsito é cada vez mais violento

2/10/2009 07:51:04
Imprensa Popular
Comente     versão para impressão     mandar para um amigo    



Na capital rondoniense o trânsito é cada vez mais uma selva habitada por verdadeiros monstros ao volante e a Semtran, dada como prêmio a uma mulher sem formação sobre o assunto, não faz nada para evitar a tragédia anunciada. 


 

Os problemas existentes no trânsito de Porto Velho não são decorrentes apenas da falta de uma política de governo (municipal) para o setor. É claro que isso conta, e muito. Afinal, até hoje a Secretaria Municipal do Trânsito não passou de cabide de emprego e de um tipo de dote do Executivo para as empresas permissionárias do serviço de transporte público e coletivo.

 

Virou praxe: só lambe-botas dos “tycoons” das empresas de ônibus ou dos chefões das placas do serviço de táxi chegam a babalorixá daquela secretaria. O mais importante sempre foi o “QI” do secretário municipal e dos diretores da pasta do que a formação profissional para gerir um setor de tamanha complexidade.

 

Casos de distribuição de propinas ou de gordas doações para campanhas políticas permeiam a história daquela secretaria.

 

O tamanho da “genorosidade” dos homens do transporte coletivo era decidido em rápidas reuniões realizadas no SET (quando Oscar Andrade é quem dava as cartas) para a alegria dos Assis da vida ou de outros chefes da Semtran, especialmente na hora da mudança da tarifa.

 

Se a população de Porto Velho, especialmente os condutores de veículos, tiver alguma esperança de que o trânsito da capital vai melhorar com o time aboletado na Semtran pela estapafúrdia (des)administração do petista Roberto Sobrinho, vai ver que estamos vivendo o fim da picada.

 

As ruas, especialmente as do perímetro especial, como o centro da cidade, estarão cada vez mais saturadas e tecnicamente, a contar com alguma capacidade da secretária Fernanda Ferreira, será a maior furada. A ela efetivamente falta animação para ir ao “front” e encarar os desafios mais prosaicos. Mudar a história do conflito em que se transformou o trânsito de Porto Velho, nem pensar.

 

Enquanto as dúzias de mortos no trânsito local forem apenas manés, tudo será tratado como conseqüência da vida de uma cidade em franco desenvolvimento por causa das hidrelétricas, argumento sempre usado por nossas “otoridades” para disfarçar a idiotice aguda de quem nem sequer consegue sinalizar, convenientemente, as lombadas das vias públicas ou organizar o estacionamento no centro da cidade.

 

Fala sério! Você não acha babaca uma pessoa que num trecho de uns trezentos metros coloca em quatro esquinas sucessivos um semáforo? Essa é a situação da Guaporé, entre a Rio de Janeiro e a avenida Amazonas. E nem essa concentração de semáforos impede batidas ou atropelamentos no local. Somente quem vende estes semáforos e cobra pela assistência pode aplaudir uma babaquice dessas.

 

Mas, é claro, não são apenas as “otoridades” da Semtran que fazem sujeira no trânsito porto-velhense.

 

Há entre os “cagões” um grande contingente de condutores (??), como aqueles que te cortam (ou ultrapassam) pela direita, não esperam o sinal abrir (ou ao contrário, não sabem o que fazer quando o sinal abre) e apostam na própria invulnerabilidade avançando o sinal.

 

Há o perigoso, aquele pilotando um carro velho, caindo aos pedaços, remendado com durepox e sem pintura. E ele (ao contrário de você) nunca é parado numa blitz ou incomodado pela fiscalização. Esse cara tem muito pouco a perder se bater em você que, é claro, vai sofrer o prejuízo sozinho e ficará p* da vida ao descobrir que o dono da lata velha não tem dinheiro nem para arrastar a geringonça até o ferro velho.

 

Outro tipo comum no trânsito de Porto Velho é aquele mané misterioso, pilotando um carro com insulfilm bem escuro, exatamente para intimidar os mais impressionáveis. Acham que seta é enfeite. Costumam converter para o seu lado sem qualquer aviso. Aí você descobre que a película é para que ninguém veja a cara deles, pois morrem de vergonha das m* que fazem no trânsito...

 

E tem um outro tipo de mané, que não sabe que é mané, com o qual todo cuidado é pouco. Às vezes eles surgem em reluzentes caminhonetes com o som sempre no último volume, o que os impede de prestar atenção a qualquer buzinada que você der para alertá-los das c* que praticam.

 

Quando avistar um tipo deste pela frente ou por trás, afaste-se imediatamente, evitando enormes dores de cabeça desnecessárias, porque elas virão...

 

Outro tipo perigoso é aquele motorista na faixa dos 40 anos, pilotando carros com adesivos do tipo “Foi Jesus que me Deu”; “É velho mas é meu”; “Eu amo minha esposa”; “No trânsito dou preferência pra vida” ou “Bebê à bordo”. Esses acham que a rua foi feita só prá eles. Jogam o carro em cima do seu para forçar passagem, mas a droga do carro deles não tem força para ultrapassagem.

 

E tem também o que faz m* por medo. É sempre o carro novíssimo, muitas vezes importado, sem adesivos (que adesivo é coisa de pobre), muitas vezes pilotados por ela, a dondoca amante de algum político corrupto ou de empresário (empreiteiro) idem. É gente que pouco sai de casa sem o motorista particular e faz m* na maioria das vezes por prestar excessiva atenção no trânsito.

 

Há, também, alguns condutores de motocicletas, bicicletas, taxistas, motoristas de vans e de ônibus urbanos que são hors concours* em fazer porcaria no trânsito da capital rondoniense. Na carteira de habilitação desse grupo especial deve existir alguma coisa dizendo: “Válido fazer m* em todas as ruas da capital ameaçando a integridade física dos outros motoristas”. Pois é, esse pessoal faz m* a torto e a direito e ainda te mostram o tradicional gesto característico com aquele dedo chamado de “pai-de-todos” se você reclamar com um simples sinal de luz ou com a buzina.

 

E como essa Semtran não passa de uma piada de mau gosto, dona Fernanda vai continuar ganhando seu super-salário sem fazer blicas e você continuará sendo multado sem saber por quê.


(*) Expressão francesa que significa o mesmo que mestres.




Nenhum comentário sobre esta matéria

Mais Notícias
Publicidade: