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Porto Velho,  qui,   2/julho/2020     
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Quadro da sucessão fica mais nítido, mas ainda não está fechado

2/10/2009 08:40:33
Gessi Taborda
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O pré-lançamento de Expedito Júnior como candidato ao governo pelo PSDB melhorou a nitidez do desenho sucessório de Rondônia que ainda não é definitivo. 


 

Em política nada acontece por acaso. A filiação do senador Expedito Júnior ao PSDB deixou nítida sua decisão de disputar no próximo ano o governo do estado de Rondônia. 

E a presença do governador Ivo Cassol ao ato de filiação de Expedito não foi casual, embora o governador tenha, dias antes, se tornado presidente regional do PP, um partido da base aliada do presidente Lula da Silva que, por isso mesmo, deveria abrir o seu palanque à Dilma Rousseff, se confirmada como candidata de Lula ao comando do Brasil. 

A decisão de Expedito Júnior na escolha do PSDB como seu novo partido, para desenvolver o projeto político capaz de catapultá-lo ao Palácio Getúlio Vargas não foi tomada de forma solitária. Claro que o senador deve ter ouvido, com atenção, as ponderações de seu companheiro político, o governador Ivo Cassol, principalmente porque Cassol deseja João Cahulla, o atual vice, como seu sucessor. 

O governador rondoniense, um fortíssimo pré-candidato ao Senado, tinha como desejo pessoal contar com Expedito como companheiro de chapa, formando o segundo voto. Imaginava-se que esta dupla conseguiria as duas cadeiras em disputa e Expedito ganharia, com isso, um mandato sólido e não vulnerável às manobras feitas para cassá-lo. 

Ainda há muita água para correr até a formatação final do quadro sucessório. O governador sabe, certamente, que a Ministra Dilma pode nem ser candidata à sucessão de Lula, pois ainda não decolou, mesmo tratada em todo o Brasil como “a mãe do PAC”. 

Mas uma coisa é certa: Expedito e Cassol não farão política um contra o outro, esteja um numa legenda lulista e outro na oposição que pretende ver o governador paulista (José Serra) ou mineiro (Aécio Neves) na presidência da República. 

Ao se definir pelo PSDB, Expedito Júnior manteve sua coerência, pois até agora, no Senado, sempre se posicionou do lado dos que fazem oposição ao governo petista. 

Até agora é Expedito quem lidera a preferência do eleitorado rondoniense entre os nomes colocados como possíveis candidatos ao governo estadual. 

Entre os nomes cogitados para a disputa estão o do prefeito de Ariquemes, Confúcio Moura (PMDB); o do empresário dono da Cascavel, Acir Gurgacz (PDT); o do deputado Eduardo Valverde (PT) ou o da senadora Fátima Cleide (PT). Há também a possibilidade de partidos nanicos (especialmente o PSOL), lançar algum nome para a disputa. 

Mesmo entre esses nomes dos partidos de maior expressão ainda se especula, e muito, até que ponto são verdadeira viáveis tais candidaturas. 

Em relação ao PMDB, só para citar um exemplo, fala-se muito sobre a utilização do nome de Confúcio apenas como uma cortina de fumaça para esconder a real intenção da cúpula de, no momento certo, lançar um dos Raupp (a deputada Marinha ou o senador Valdir) como o candidato do partido. 

Na seara do governo, mesmo diante do pré-lançamento do nome de Expedito Júnior, ainda está mantida as possibilidades para a escalação de João Cahulla. 

Até o nome do ex-governador e atual prefeito de Ji-Paraná é mencionado nos bastidores políticos como uma alternativa para a disputa eleitoral de 2010. 

Certas questões surgidas com a filiação de Expedito Júnior ao PSDB (onde terá mais tempo de televisão) vão merecer, a partir de agora, análises mais profundas. 

Como o partido de Expedito (que terá candidato a presidente) poderá fechar aliança como, por exemplo, o Partido Verde, do deputado Lindomar Garçom, se este também deverá ter a senadora Marina Silva como candidata a presidência da República? A Lei Eleitoral, claro, não permite esse tipo de coisa. No entanto, os parlamentares do PV em Rondônia já demonstraram que estarão com Expedito. Estarão também com Serra ou Aécio e deixaram Marina falando sozinha? Correrão esse risco de infidelidade? 

No panorama que se vê neste na Rondônia de agora para 2010, praticamente todos os pré-candidatos ao governo estão atrelados a Lula, com exceção de Expedito. Mas há fortes dissidências que praticamente tornam impossível essa engenharia. 

O quadro, portanto, ainda está sujeito a chuvas e mudanças como é do feitio da própria política. Uma coisa não deve mudar. Expedito e Cassol não se destruirão, por mais que o babalorixá do PDT use o mais puro veneno da cascavel. 




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