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Porto Velho,  sex,   15/janeiro/2021     
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Rua é devolvida ao povo enquanto invasores são premiados pela prefeitura

12/10/2009 19:45:22
 
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Depois de vários anos, finalmente a rua Pinheiro Machado, em frente ao Ginásio Claudio Coutinho, voltou ao povo. E aqueles que tinham se apossado da via pública foram premiados com lanchonetes novinhas em folha, feitas com o dinheiro público. 


 

A capital rondoniense é, salvo melhor juizo, a cidade onde a esculhambação fez o seu reinado. Aqui a população está acostumada a conviver com a ilegalidade permitida pela prefeitura como se isso fosse a praxe em todo o Brasil. Quem poderia acreditar que nesta capital chamada Porto Velho é possível alguém tomar conta de uma rua, em pleno centro, e ali montar uma lanchonete, uma barraca de qualquer coisa, um restaurante, etc, etc? Quem mora em cidades onde os prefeitos são mais responsáveis no cumprimento da lei, dificilmente acreditaria nisso. Mas aqui é assim mesmo.

E não pense que estes “comerciantes” são punidos pela ilegalidade e pela audácia. Pelo menos não foi o que aconteceu com aqueles que invadiram a rua em frente ao principal Ginásio da cidade, o Cláudio Coutinho, e por anos ficaram ali nas seus bares, lanchonetes e restaurantes alternativos sem sofrer qualquer censura do poder público. E olha que este jornal sempre cobrou das autoridades públicas o cumprimento de seu papel, pondo fim naquele ilegalidade a céu aberto.

Quem decidiu adotar a ilegalidade para se transformar em “comerciante” naquele local acabou, agora, sendo premiado por um prefeito que para fazer politicagem e buscar dividendos eleitorais passa por cima da legislação sem temer qualquer ação contra si.

O perído em que estes “comerciantes” ficaram ali invadindo a rua foi determinante para que recebessem na chamada “praça de alimentação” construída com o dinheiro do povo ao lado o tal ginásio, uma das lanchonetes novinha em folha.

É claro que um próprio público, como é o caso da tal praça da alimentação, não poderia servir de prêmio para quem vivia no comércio clandestino do centro, numa situação que nada tinha de clandestina, principalmente pelas constantes denúncias da mídia, especialmente de Imprensa Popular.

Se o prefeito entendesse que a lei é para todos, deveria abrir uma licitação pública para ceder as novas instalações àqueles que preenchesse as exigências do edital. 

Certamente, muitas outras pessoas teriam interesse em conseguir uma concessão pública para montar seu negócio naquela área supervalorizada. E porque o Ministério Público não se pronuncia sobre estas gritantes evidências de ilegalidade? Com a palavra a própria instituição que, pelo visto, tem um apreço especial pelo prefeito de Porto Velho.

CALÇADAS INVADIDAS

Na mesma linha do cenário acima este jornal vem denunciando ao longo dos anos a inépcia dos prefeitos com relação a assegurar que as calçadas de Porto Velho sejam devolvidas ao povo, aos pedestres que são obrigados a trafegar pelas ruas, em vários pontos da cidade, porque estes passeios públicos estão invadidos por comerciantes gananciosos e “marreteiros” que chegam a montar, em certas áreas da capital, verdadeiros shoppings a céu aberto.

As denúncias na imprensa não surtem o resultado necessário, porque o prefeito petista Roberto Sobrinho não é só lento, é também indulgente e crente na manutenção da impunidade.

Por isso, talvez seja necessário a criação de um movimento popular do tipo “Recupere sua Calçada”, pois essa situação é motivo da indignação de todos aqueles que desejam uma cidade com melhor qualidade de vida e menos esculhambada do que a Porto Velho atual.

Com certeza o prefeito deve ter um tipo de acordo com empresários como o dono de uma loja especializada em piscinas, na Duque de Caxias, pois ele continua anos após anos fazendo da calçada naquele local um expositor das enormes piscinas, lixando-se para o direito dos pedestres.

Mas isso não é nada. A ilegalidade se espalha por todo lugar e o prefeito, como sempre, fecha os olhos. Talvez seja por isso que esses “invasores” esperam ganhar, também, um local construído pela prefeitura para montar seus negócios. Afinal, aqui essa ilegalidade é premiada com o dinheiro do povo.

NORMAL

Se em outras cidades do porte da nossa espalhadas por esse Brasil essa prática é considerada um abuso contra a lei, aqui essa tristeza não é só telerada pelas autoridades muncipais e até parece ser estimulada pelos mesmos. As maiores frutarias da cidade estão localizadas nas calçadas. Basta melhorar uma via pública e logo surge mais uma “frutaria” invadindo as calçadas, muitas vezes estreitas, como agora acontece na Pinheiro Machado, no Bairro Flodoaldo Pontes Pinto. Com tanta permissividade, quem seria otário de abrir uma firma, pagar imposto, aluguel, etc, para montar uma frutaria, uma peixaria e até mesmo uma loja de móveis e decoração se aqui, em Porto Velho, basta encontrar uma calçada livre e colocar o negócio para funcionar?

Não deve surpreender ninguém que por trás desses flagrantes espalhados pelas ruas mais movimentadas como pragas, não funcione uma boa indústria da propina ou de qualquer outro tipo de corrupção. E se acontecer seguindo o figurino da tal “praça de alimentação” construída ao lado do Ginásio Claudio Coutinho, “os invasores” das calçadas acabarão recebendo como prêmio alguma área ou até mesmo uma construção da prefeitura para legalizar os seus negócios clandestinos depois de longos anos sem pagar impostos cometendo a ilegalidade da invasão de nossas vias públicas.




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