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Porto Velho,  qui,   9/julho/2020     
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Diante de tanto descalabro, parece que o nosso MP está inerte e cego

2/11/2009 16:25:15
Imprensa Popular
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O povo sempre espera que o Ministério Público deve olhar os governos e as instituições pelas perspectivas dos interesses dos cidadãos. 


 

Nestes oito anos de fundação, o jornal Imprensa Popular, quer na sua versão impressa como eletrônica, tem dedicado muito espaço para revelar o caráter bizarro de instituições públicas, a má gestão administrativa e financeira do patrimônio público, o esmaecimento da autoridade em fazer cumprir as leis e o abandono de áreas públicas, gerando prejuizos para toda a sociedade. O jornal tem, também, dedicado espaço para denunciar a degradação de valores democráticos e republicanos em várias instituições públicas, muitas vezes promovidas intencionalmente por dirigentes públicos que preferem trabalhar em benefício próprio ou de pequenos grupos de apaniguados, como se o dinheiro público fôsse, na verdade, um bem particular de cada um chefe de plantão.

Muito tem se tem escrito neste jornal sobre o imenso desperdício de dinheiro público para custear coisas como a publicidade da prefeitura de Porto Velho, uma decisão do prefeito que certamente, mesmo numa análise superficial, fere de forma inequívoca a legislação sobre o assunto, proibindo a propaganda feita apenas para a promoção pessoal e política do dirigente público. Afinal, em termos da publicidade da prefeitura é isso o que se vê: falta de necessidade, falta do conceito didático, falta da impessoalidade e desperdício de muito dinheiro, direcionado para a chamada imprensa domesticada que reza pela cartilha da administração municipal.

Mas este é apenas um dos ângulos observados nas denúncias desse jornal. Por aqui já desfilaram denúncias sobre a prática do nepotismo; sobre a balbúrdia do trânsito; sobre as suspeitas de licitações direcionadas; sobre o protecionismo de comerciantes que agem na clandestinidade ou desrespeitanto as leis mais primárias do código de posturas do município, etc, etc. E o que se vê, sempre, é a falta de resposta dos órgãos que deveriam estar atentos aos desvios de conduta das autoridades públicas que acham que pode tudo e que não têm de dar satisfação de seus atos a ninguém.

É claro que vários dirigentes públicos de Rondônia não se dão bem com a imprensa que não se submete às suas vontades e seus caprichos. Eles não gostam de ser contrariados em suas opiniões ou de ter revelados seus interesses escusos diante da sociedade.

E quando isso acontece, quando um veiculo de comunicação cumpre o seu papel de fiscalizar o poder, de ser o olho da sociedade, o dirigente público contrariado usa de sua força para castrar o veículo de informação que considera seu desafeto, impedindo que ele também tenha acesso à verba pública da rublica de “publicidade”, aplicando-lhe o torniquete econômico capaz de levá-lo ao óbito precoce.

Bom, nenhum dirigente público, seja ele de qualquer nível de Poder, gosta da imprensa que fiscaliza, que cobra soluções, que denuncia mazelas. Afinal, vivemos num país onde o próprio presidente da República (e olha que o Lula só chegou lá, porque foi construido e apoiado pela imprensa, desde seus primeiros passos como sindicalista) diz publicamente que o papel da imprensa não é fiscalizar o Poder e sim o de informar.

Imprensa Popular
busca ao longo de seus oito anos cumprir integralmente os deveres que lhe impõe a missão de veículo de imprensa numa sociedade que não pode abrir mão da liberdade de opinião. 

E foi por essa sua afirmação democrática que Imprensa Popular sofreu duros reveses impostos em momentos eleitorais do passado pela instituição Judiciária, que acabou por inviabilizá-lo como semanário. Ainda hoje o jornal resiste com dificuldades o baque econômico que sofreu, circulando somente uma vez por mês.

O jornal vai continuar sua missão apontando os descasos públicos que não chama a atenção – ao que parece – de órgãos como o Ministério Público estadual.

Um desses descasos está no chamado (já mudou de nome algumas vezes) agora de “Parque Natural da Cidade”. A população não merece o que acontece ali, principalmente diante dos rios de dinheiro que a prefeitura gasta em propaganda enganosa que procura vender a imagem ilusória de capital que só existe em sonhos e promessas.

Certamente em algum momento nossas desacreditadas instituições – que têm a obrigação constitucional de fiscalizar, de propor ações na Justiça e até de punir os maus dirigentes – terão intersse em fazer alguma coisa diante dos exemplos de descasos noticiados em nossas edições.




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