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Pitta morreu na miséria e não foi o Obama brasileiro que poderia ter sido

23/11/2009 16:56:32
Marla Maria
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Ao saber da morte do ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, no último dia 20, Dia da Consciência Negra, além de constatar a triste coincidência, fiquei chocada com o fim de sua vida.

Pitta morreu desmoralizado publicamente, enfraquecido politicamente, derrotado pelos problemas familiares, seus dramas levaram ao pé da letra a expressão “morrer na miséria”. Seu velório e enterro não foram prestigiados por nenhum político de expressão, nem mesmo por seu padrinho, que o levou a política, o também ex-prefeito Paulo Maluf.

Um fim bem diferente de quando ele foi eleito como prefeito da maior metrópole da América Latina em 1996. Confesso que adolescente na época, ao ver aquele homem alto e com ar refinado, senti orgulho, e, creio eu, que este sentimento foi compartilhado por muitos negros na época, ao vê-lo como o primeiro prefeito negro da cidade de São Paulo.

Porém vieram os escândalos, e mais escândalos, a ruína política, a desmoralização pública, a ruína familiar, a decepção da opinião publica com o político, e o fechamento de forma melancólica, doença e morte, com notas na imprensa que ressaltavam os casos de corrupção em sua gestão.

Pitta poderia ter sido o nosso Obama, mas não foi. Sua morte no Dia da Consciência Negra, o dia em que lutamos pela igualdade de direitos da raça humana no Brasil, prova que sua morte nos põe em um patamar de igualdade com todo o gênero humano. Igualdade nas escolhas de vida equivocadas, igualdade em contar com o apoio do político mau-caráter, igualdade dos problemas familiares, igualdade no fim desmoralizado e enfraquecido. Se ainda não somos iguais em salários ou em outras condições que dignifica um cidadão, somos iguais nas misérias humanas que ocorre a todas as raças desse mundo.




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