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Porto Velho,  dom,   25/outubro/2020     
reportagem

Índios poderão se beneficiar do comércio de créditos de carbono

4/1/2010 16:19:46
Por Willian Parron
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Segundo a Forest Trends, o parecer jurídico pode contribuir para a preservação de uma vasta área entre os estados de Rondônia e Mato Grosso. 



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A Trench, Rossi e Watanabe, uma das maiores assessorias jurídicas do País, associado internacionalmente a Baker & McKenzie, um dos mais expressivos grupos globais da área do direito, emitiu recentemente um parecer jurídico que conclui que uma tribo brasileira na região amazônica tem direitos de comércio de créditos de carbono em relação a projetos de conservação de floresta nativa, um recurso que poderia preservar vastas áreas da floresta tropical nos municípios de Cacoal (Rondônia) e Aripuanã (Mato Grosso).

O parecer sobre os direitos de carbono da tribo Suruí foi encomendado pelo Forest Trends, um grupo ambientalista com sede em Washington - DC (EUA), que trabalha para proteger as florestas ao redor do mundo.

Rodrigo Sales, sócio do Trench, Rossi e Watanabe e Coordenador do Grupo de Prática Global para as Alterações Climáticas e Serviços Ambientais de Baker & McKenzie, conduziu o projeto com a assistência da advogada associada Viviane Otsubo Kwon.

Ao longo dos últimos anos, muitos grupos indígenas manifestaram preocupação de que os negócios relacionados às mudanças climáticas resultassem em mais um acordo internacional que poderia corroer seus direitos. Em resposta, a Forest Trends solicitou um estudo da legislação brasileira a fim de verificar a viabilidade de os Suruí reivindicarem benefícios economicos envolvendo a modalidade de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), que é considerada uma peça central das negociações do aquecimento global durante a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-15), que acontece até dia 18 de dezembro, em Copenhague (Dinamarca).

O estudo aponta que os índios Suruí brasileiros estão legalmente aptos a se beneficiar economicamente do comércio de crédito de carbono em relação à conservação e gestão sustentável da floresta em terras demarcadas em seu favor.

A conclusão foi estabelecida com base na Constituição e na legislação brasileira, que "prevê um regime único de propriedade sobre a terra os índios brasileiros ... que reserva para os índios brasileiros ... o uso exclusivo e gestão sustentável das terras demarcadas, bem como ... os benefícios econômicos que este uso sustentável pode gerar."

Outro elemento importante levantado pelo parecer é a necessidade de os Suruí de garantir o retorno financeiro compatível com os serviços ambientais prestados pela gestão da vasta floresta em suas terras; além de poder proporcionar um processo transparente e de preços competitivos para a comercialização dos créditos, em alinhamento com o interesse nacional.

A iniciativa pode ser um enorme impulso para a sobrevivência da Suruís, que têm sofrido muitas ameaças à sua existência, desde o primeiro contato oficial com o homem branco, na década de 1960.

FOTO: Portal MS




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