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Porto Velho,  ter,   21/novembro/2017     
entrevista

Cassol expõe preocupação com perda de receita do ICMS da energia

7/1/2010 21:37:11
 
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O governador tocou em temas fundamentais para o desenvolvimento ao falar á revista Exame. 



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Tornar o estado rondoniense autosustentável criando mecanismos para absorver a mão de obra que poderá ficar ociosa após a construção das hidrelétrica do Madeira foi uma das preocupações expostas pelo governador Ivo Cassol ao falar à revista Exame que prepara mais uma reportagem econômica especial sobre o estado rondoniense.

O governador destacou a importância de se mudar a legislação tributária para que Rondônia seja beneficiada com o ICMS da energia produzida pelas usinas do rio Madeira. Pela atual legislação o imposto é cobrado no Estado onde a energia será consumida (região Sudeste). Ivo Cassol propõe a criação do ICMS Verde, beneficiando a região amazônica. Ele exemplificou mostrando que com a mudança tributária, Rondônia ficaria com 12% sobre o valor cobrado pela energia produzida pelas usinas, o que representaria para a receita do estado cerca de R$ 400 milhões por ano. “São medidas que devem ser garantidas para que o Estado se torne alto sustentável. Rondônia não pode servir apenas para ser explorada, para desenvolver apenas outras regiões do país, é injusto”, afirmou Cassol.

INDÚSTRIA DO COURO

O governador Ivo Cassol citou, como exemplo de agregação de valor à matéria-prima local, a produção de couro de boi, que é exportado in-natura para os países da Europa para fabricação de sapatos, bolsas, cintos entre outros produtos. “Rondônia produz oito mil couros de boi de primeira qualidade por dia, cada mil geram sete mil empregos diretos, temos que oferecer incentivos fiscais para atrair para o Estado empresas desse segmento que beneficiem essa matéria-prima, que vai gerar emprego e renda para Rondônia, fortalecendo a economia local”, disse o governador.

Cassol também disse que, enquanto o Brasil está importando gás da Bolívia, o país tem o gás de Urucum muito mais perto. “Trazendo esse gás para Porto Velho, montando uma usina dele aqui, teremos condições de explorar as riquezas que o Estado possui, gerando emprego e renda. Temos condições também de criar em Porto Velho um pequeno pólo siderúrgico, pois Rondônia tem grande potencial de mineração. Mas é preciso começar a trabalhar agora, para que não tenhamos uma ressaca em Porto Velho após a construção das usinas”, alertou.

INTEGRAÇÃO ANDINA

Outra questão abordada na entrevista foi a importância da integração comercial com os países andinos. O governador afirmou que é necessário o empenho do governo federal para acabar com os entraves burocráticos para que essa integração realmente aconteça. “Essa integração não beneficia somente Rondônia, mas também toda região amazônica, por isso a importância de se fazer isso o quanto antes. Buscamos produtos há mais de três mil quilômetros daqui, quando podemos ter os mesmos produtos há mil quilômetros daqui”, exemplificou.

O governador Ivo Cassol também falou do tratamento diferenciado que o governo federal tem dado para alguns Estados da nação em relação a incentivos fiscais. Ele afirmou que Rondônia tem uma política de incentivo tributário ao desenvolvimento Industrial e Agroindustrial, que oferece incentivos de até 85% para empresas que se instalam no Estado e que já atraiu diversas empresas que geram mais de 20 mil empregos diretos. “Estamos buscando meios para trazer indústrias para o Estado, mas não estamos tendo o apoio necessário do governo federal. Isso é injusto e não podemos admitir que Rondônia seja tratada de forma diferenciada perante outros Estados, que recebem muito mais suporte, vamos brigar por isso”, concluiu.




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