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Porto Velho,  dom,   12/julho/2020     
reportagem

Apoio de leitores contra a censura surpreende jornalista d’O Estadão

1/2/2010 00:49:27
Por Isabela Vasconcelos
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“Se o STF decidir que o Judiciário pode impor a censura, só uma emenda pode resolver”, disse Eugênio Bucci. 


 

O editor de mídias sociais do jornal O Estado de S. Paulo, Pedro Dória, disse que ficou surpreso com a reação dos leitores diante da censura imposta pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que há seis meses impede o veículo de publicar informações sobre a Operação Boi Barrica, que investiga o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney.

"Eu temia que muitos leitores viessem com quatro pedras na mão. Dizendo que éramos poderosos e queríamos prejudicar o governo, mas eles compreenderam muito bem a situação", declarou o jornalista, que assim como muitos do Estadão, colocou uma tarja de censura em seu perfil no Twitter. Dória participou do debate "Liberdade de expressão e censura prévia no Brasil" ao lado de Eugênio Bucci, na noite desta quinta-feira (28/01), na Campus Party.

Dória enfatizou que no Brasil não está claro se o Poder Judiciário tem poder para impor a censura prévia e convocou os internautas a ficarem atentos nesse ponto. "Se nós não prestarmos atenção nesse assunto, e a internet é ótima para isso, para informar, essa sombra que está ameaçando nosso poder vai acabar acontecendo. Se o STF decidir que o Judiciário pode impor a censura, só uma emenda pode resolver".

Bucci falou da questão sensível que é uma informação protegida por segredo de justiça que chega nas mãos de um jornalista."Se algo está em segredo de justiça e o jornalista descobre, deve conversar com a sua redação, como aconteceu no caso do New York Times, que publicou a invasão à Baia dos Porcos, em Cuba, mas não informou a data. Aquilo era um segredo de Estado, que comprometia a segurança das pessoas", explicou.

Para ele, existe uma troca, a imprensa fiscaliza o poder, a sociedade fiscaliza a imprensa e a internet desempenha um importante papel nesse contexto. "Com o advento da internet, aumentou a fiscalização do quarto poder. Você pode publicar uma mentira, mas você vai ter que se explicar lá na frente".

Bucci também criticou parcialidades na avaliação do que é censura. "Existe um pensamento de que a censura a favor do imperialismo é muito ruim, e que a censura a favor da esquerda não é tão ruim assim. Seja de esquerda ou direita, a pessoa tem direito à liberdade de expressão", afirmou.

Sobre o controle social da mídia, proposto pela 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), o jornalista acredita que o termo esteja banalizado. "O conceito de controle social da mídia se banalizou. Antes significava a regulação do mercado, mas agora também falam do conteúdo. Cada um define de um jeito diferente".

Bucci disse que aprova uma nova legislação para o setor de radiodifusão brasileira, mas que as propostas de controle social da mídia, apresentadas nas Conferências Nacionais, são carregadas de mágoas e pressões. "São reclamações recalcadas, de anos atrás. Muitas delas não podem ser apontadas como solução, porque nem sempre se enquadram no que o Brasil precisa e no que pode ser feito", concluiu.





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