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Porto Velho,  qui,   16/julho/2020     
reportagem

Ford tenta impedir fabricação e comercialização de peças do Fiesta por fabricantes independentes

1/2/2010 00:55:24
 
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Quem possuir o carro terá de pagar todas as vezes que precisar substituir alguma peça externa. 


 

Você possui um Ford Fiesta modelo 2003, 2004, 2005 ou 2006? Independentemente se você o escolheu por conta do design, saiba que terá de pagar por isso todas as vezes que precisar substituir alguma peça externa – lanterna, capô, para-lama, para-choque, faróis e retrovisores, por exemplo.

Isso vai acontecer porque a Ford move ações contra os fabricantes independentes de autopeças para proibir tanto a fabricação quanto a venda de peças visuais de reposição. “A montadora alega que investe milhões no desenvolvimento de novos desenhos de automóveis e que essas peças fazem parte do projeto do veículo”, explica o superintendente da Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças (Anfape) – entidade criada com o intuito de reverter essa ação –, Roberto Monteiro.

“O que as montadoras não colocam em discussão, até por sua conveniência, é que o valor desse investimento já está embutido no preço de venda do veículo na concessionária, e que num carro popular como o Ford Fiesta este custo não ultrapassa 0,2% do preço total, sendo perfeitamente possível que o retorno sobre os investimentos em design seja pago com apenas R$ 30 ou R$ 40. Remuneração essa já feita pelo cliente no momento da compra de um Fiesta.

Quantas vezes mais os consumidores terão de pagar por esse investimento por parte das montadoras? É realmente necessário que um consumidor pague pelo design do carro escolhido todas as vezes que precisar repor uma peça?”, questiona Monteiro.

Se levarmos em conta que as peças para reposição devem conservar a identidade visual do veículo, não há alternativa para os fabricantes independentes senão produzir peças de reposição idênticas às originais de fábrica. O fato é que essas empresas estão, desde 2007, impedidas de produzir e comercializar esses itens como para-choques, faróis e latarias, deixando reféns seus proprietários que só podem adquirir tais peças nas concessionárias e autorizadas. 

Para se ter ideia do abuso, um capô do Ford Fiesta do modelo em questão custa na concessionária cerca de R$ 1.000. A mesma peça do Celta, da General Motors, que não restringe a fabricação pelo mercado independente, sai, em média, por R$ 350. Dessa forma, se pudesse ser comercializado, o capô do Ford Fiesta, fabricado por uma empresa independente, custaria em torno de R$ 250, segundo cálculos da Anfape.

“O mercado de reposição de autopeças independente existe no país há mais de 50 anos e sua preservação é fundamental para que o consumidor não perca seu direito de escolha e fique refém de um mercado que sempre praticou preços bem superiores em comparação aos do mercado de reposição independente de autopeças”, finaliza o superintendente.




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