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Porto Velho,  qua,   28/outubro/2020     
política

Disputa eleitoral provoca rompimento entre Expedito e Cassol

1/3/2010 08:44:56
 
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Os dois políticos estão no rol das grandes lideranças e cada um vai lutar pelo seu projeto pessoal de poder. 



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A decisão das duas lideranças, governador Ivo Cassol e ex-senador Expedito Júnior, em caminhar separados nas eleições desse ano, aumentam as incertezas sobre qual será o desfecho da disputa pelo governo do Estado em outubro próximo.

Aparentemente essa ruptura favorecerá as candidaturas de “oposição” que dificilmente teriam chances de chegar ao Palácio Getúlio Vargas se Cassol e Expedito mantivessem-se unidos no projeto eleitoral de manter a sucessão nas bases do governo estadual.

REFLEXO DA CASSAÇÃO

Expedito Júnior certamente tomou a decisão de disputar o governo pelo PSDB – mesmo sabendo confrontando a decisão do governador em favor de João Cahulla como candidato – quando viu seu mandato de senador ir por água abaixo diante da decisão da Justiça, que aceitou a denúncia de compra de votos, formulada por Acir Gurgacz, o derrotado candidato do PDT.

Se Expedito mantivesse sua cadeira no Senado até 2014, certamente ele estaria engajado no projeto pessoal do governador Ivo Cassol de fazer de João Cahulla (o atual vice-governador) o próximo governador eleito de Rondônia.

Naquele cenário, a aposta da maioria era de que Ivo Cassol ganharia, sem maiores esforços, uma das cadeiras em disputa no Senado, ficando a segunda para ser disputada entre Valdir Raupp (PMDB) e Fátima Cleide (PT), com o barbudo de Rolim tendo maiores chances.

A puxada no tapete de Expedito mudou tudo. O ex-senador mudou de partido e tornou-se a principal liderança do PSDB no estado. Certamente poderia entrar na disputa pelo senado novamente, com grandes chances de vitória. Mas o experiente Expedito compreendeu que com tantos nomes de peso nessa disputa, o risco de não chegar lá era muito grande.

VETADO

As sondagens de opinião revelam de forma insofismável que Expedito Júnior é um candidato fortíssimo ao governo rondoniense. Foi assim que seu nome acabou confirmado pelos tucanos como pré-candidato da legenda ao cargo ainda ocupado por Ivo Cassol.

Mas o cacife do ex-senador não convenceu o governador Ivo Cassol a retirar o apoio ao seu vice-governador. Expedito acabou vetado. Não se sabe realmente porque (e talvez Cassol nunca dê explicações sobre isso), mas o governador só confia em João Cahulla para levar avante os vários programas criados por Cassol e que precisão de mais um tempo para serem concluídos.

PALANQUE SERRISTA

A última tentativa de acerto entre Cassol e Expedito Júnior aconteceu no princípio desse mês. Não houve acordo. Expedito não desistirá de disputar o governo. Ele, com essa decisão, vai garantir um grande palanque para José Serra. Nem por isso a candidata do PT, Dilma Rousseff, terá menos de dois ou três palanques em Rondônia.

Dizem que Expedito Júnior sem Cassol não terá uma estrutura do tamanho do desafio colocado á sua frente. Mas ele certamente conseguirá fazer aliança que possa dar-lhe suporte. Afinal, em termos de tempo na televisão, ele já está bem pela expressão de seu partido.

SEM INIMIZADE

Numa recente entrevista a uma jornalista experiente de Rondônia, o governador Ivo Cassol não escondeu sua tristeza em não poder contar com Expedito no seu projeto político de agora. Reafirmou seu apoio ao nome de João Cahulla, como o seu candidato ao governo e destacou que “Expedito será um concorrente” mas não um “adversário”.

Não se sabe se após sua desincompatibilização a mulher do ex-senador e seus aliados continuaram ocupando espaços importantes no governo estadual.




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