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Eleição do dia 28: eleitorescompletamente alheios ao plebiscito

1/3/2010 09:06:03
 
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Mesmo sem saber o significado dessa eleição, o eleitor será obrigado a votar. 


 

Para os moradores da região conhecida como Ponta do Abunã, a idéia da criação de um novo município separado do município de Porto Velho, capital do Estado de Rondônia, pode ser considerada antiga. 

Para os moradores de Porto Velho – que terão de decidir a questão – praticamente esse é um assunto de menor importância e para o qual não houve nenhum debate ou discussão que pudesse nortear o voto do eleitorado, convocado para essa eleição plebiscitária marcada para o domingo, 28, último dia do mês de fevereiro. 

Nenhum eleitor sabe, por exemplo, qual será o tamanho da área a ser desmembrada do município de Porto Velho, quantos habitantes comporão o novo município, quais as condições econômicas existentes para que esse novo município venha a funcionar, etc., etc. 

Os moradores da região da “Ponta do Abunã” cultivam o espírito separatista há vários anos. Segundo lideranças daquela região, esse desejo de separar-se do município de Porto Velho é plenamente justificado pela enorme distância de vilarejos como Extrema e Nova Califórnia da sede do município da capital, que sempre excluiu as vilas e localidades daquela região das ações desenvolvidas pela administração na sua sede administrativa. 

As reclamações dos moradores daquela área foram plenamente justificadas. O abandono a que historicamente a região esteve condenada chegou a motivar tentativas de anexação da parte da Ponta do Abunã ao território do Acre, iniciativa que em determinado momento contou com o apoio de grande parte da população de Extrema e Nova Califórnia. 

A maioria dos eleitores que terão de comparecer às urnas no plebiscito do dia 28 não conhece a configuração cultural, econômica e política da Ponta do Abunã. Vão, por assim dizer, votar no escuro. 

Segundo se afirma, a Ponta do Abunã tem viabilidade econômica para sustentar o novo município (que deverá chamar-se Extrema de Rondônia). A região é produtora agrícola e tem uma grande importância na pecuária do estado. 

A falta de interesse da população de Porto Velho (sede do município) nessa questão deverá facilitar a vitória do “SIM”, garantindo a criação desse novo município, depois de atendido exigências legais. Boa parte dos eleitores de Porto Velho está convencida de que o município é mesmo muito grande é uma região como aquela acaba sendo esquecida pela administração. 

Os moradores da Ponta do Abunã acham que ao se tornarem dono de seus próprios narizes poderão realizar ali aquilo que o povo precisa e não consegue, porque a sede do município está muito longe para ouvi-los. 

Para a minoria dos eleitores ainda não convencidos sobre a interiorização do desenvolvimento, a proposta é mais uma manobra circense de políticos interessados cavar uma boquinha no novo município. Ali vai ter uma nova prefeitura, uma nova Câmara Municipal, um monte de órgãos públicos, possibilitando a criação de novos cabides de empregos, de mordomias para alguns e tudo isso, pelo menos por um tempo, sustentado pelo município-mãe, ou seja, Porto Velho.




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