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Porto Velho,  qua,   28/outubro/2020     
reportagem

Lojas fantasmas praticam o estelionato virtual

1/3/2010 09:30:38
Por Aldrin Willy
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Aproveitando-se das fragilidades do mundo virtual, criminosos intensificam um novo golpe: a loja "fantasma", que só existe na internet e no papel. 


 

Comprar na Internet não é mais tão seguro quanto se imagina. É o que estão descobrindo milhares de consumidores pelo país afora. Há cerca de dois ou três anos vem surgindo na rede mundial de computadores uma nova ameaça àqueles que preferem comprar em lojas virtuais.

Trata-se das chamadas “lojas fantasmas”, que funcionam, na realidade, como a versão online da célebre trapaça definida pelo art. 171 do Código Penal, o estelionato, crime que consiste em obter vantagem indevida enganando, para tanto, outras pessoas.

Até pouco tempo, os principais alvos dessa prática criminosa eram pessoas que se arriscavam em comprar produtos por meios dos leilões virtuais, como o Mercado Livre (www.mercadolivre.com.br).

No entanto, agora os bandidos descobriram um novo front de atuação. A nova modalidade da fraude funciona assim: um sujeito (na maior parte das vezes, uma quadrilha) monta uma loja online, com um ótimo e convincente design, dando a aparência de uma empresa sólida e confiável, e passa a vender produtos com preços muito abaixo dos de mercado. As mercadorias, no entanto, nunca são entregues, nem, tampouco, o dinheiro é devolvido.

A grande sacada dos criminosos, para não afugentar vítimas receosas quanto à seriedade da “loja”, é capturá-las por meio de sites, bem conceituados, de comparação de preços, entre os quais, Shopping UOL e Buscapé. Neles, a quadrilha criava dezenas de perfis de usuários falsos que emitiam boas avaliações sobre a loja virtual, mantendo sempre no alto seu conceito geral junto ao site.

Foi assim que mais de 500 pessoas (até agora) foram lesadas no golpe aplicado por uma loja virtual com “sede” — isto é, o endereço que constava do registro da empresa — em Vitória da Conquista, cidade do interior baiano, distante cerca de 800 km da capital Salvador.

À primeira vista, a “Vitória Eletrônicos” (www.vitoriaeletroeletronicos.com.br) parecia ser uma empresa séria: tinha um site esteticamente convincente, com informações sobre entrega, devolução e reembolso, para os casos de desistência do consumidor.

O ferramenteiro paulista Ludemilson Gonçalves, 39, foi uma das vítimas. Ele conta que procurava por um notebook, quando viu o site da “Vitória” anunciando o produto por R$ 1.009,00. Pagou à vista pelo equipamento, mas não o recebeu até hoje, nem obteve o dinheiro de volta. A mineira Márcia Mendonça também perdeu o sono depois que comprou na “Vitória Eletrônicos” um computador portátil por R$ 1.052,10.

Prejuízo maior teve um engenheiro, também de São Paulo, que perdeu mais de R$ 3 mil no golpe. Outra vítima, em Brasília, sofreu o desfalque mais elevado até agora conhecido: R$ 6.561,00.

APARÊNCIAS

Uma das razões para ter conseguido lesar um grande número de vítimas era a aparente segurança que a loja virtual apresentava. Além de constar do cadastro de sites como o Buscapé, a loja também apresentava número de CNPJ junto à Receita Federal e inscrição estadual, à Secretaria de Fazenda da Bahia, os quais eram confirmados com as informações disponibilizadas nesses órgãos. Isso sem mencionar que os vários canais de contato oferecido aos clientes.

Mas a aparente seriedade começava a desaparecer logo após as vítimas confirmarem o pagamento dos produtos. Tão logo o prazo de entrega chegava próximo ao fim, os estelionatários mandavam um e-mail para as vítimas, informando que haveria atraso na entrega dos produtos em razão de falta junto aos fornecedores.

O prazo inicial, de 15 a 20 dias úteis, era então prorrogado por mais 15 ou 20 dias. E se o consumidor exigisse a devolução do dinheiro, os meliantes cobravam um prazo de 15 dias úteis para efetuar a devolução, que, claro, nunca ocorria.

AUDÁCIA

Para dissuadir as pessoas de procurarem de imediato os órgãos competentes, os falsários tinham uma estratégia ousada: respondiam a críticas e faziam questão de participar de discussões em fóruns especializados, onde se questionava a confiabilidade da loja. Essa atitude levou várias consumidores potenciais a dar um voto de confiança à loja, não sabendo elas que se tratava de uma quadrilha preparando para — como uma serpente venenosa — dar-lhes o bote fatal.

Assim, fóruns virtuais, como o do Clube do Hardware, e sites especializados em receber reclamação dos consumidores, em especial o “Reclame Aqui”, tinham participação garantida da quadrilha.

A cada crítica ou questionamento, os falsários opunham uma resposta, nem sempre clara. Quando instados a apresentar dados para verificação da loja, como o nome da transportadora com quem tinham contrato, ou nome de consumidores que receberam seus produtos dentro do prazo e sem reclamações, os criminosos fugiam da raia, com respostas evasivas.

Mas a estratégia dos vigaristas não se limitava aí. A principal armadilha usada para capturar consumidores menos cuidadosos era a presença da loja em sites de comparação de preços, como o “Buscapé”, “Shopping UOL”, “Zura”, entre outros. Ao que tudo indica, a quadrilha criava perfis falsos para gerar várias avaliações positivas sobre a loja, mantendo sua pontuação elevada.

Nesses sites, a “Vitória Eletrônicos” sempre aparecia em vantagem, pois oferecia, via de regra, preços bem abaixo que o dos concorrentes. E foi assim, confiando na reputação da indicação de sites como Buscapé e Shopping UOL, que centenas de consumidores caíram no golpe da “loja fantasma”.

PREJUÍZO MILIONÁRIO

Contando o número de casos já relatados no site de reclamação de consumidores chamado “Reclame Aqui”, dá para se ter uma idéia do tamanho do prejuízo deixado pelos estelionatários. São, até agora, mais de 520 reclamações, nas quais o valor médio das compras gira em torno de R$ 600,00 e R$ 7.000,00. O buraco seria, numa conta superficial, da ordem de pelo menos R$ 2.5 milhões, em apenas cerca de quatro meses em que a loja virtual ficou no ar, atingindo gente de todas as regiões do país.

Vários boletins de ocorrência e pedidos de investigação aos órgãos públicos já foram feitos por consumidores lesados em todo o Brasil. Mas muitos reclamam da falta de ação da Polícia de alguns estados, que, segundo eles, estaria opondo resistência em instaurar inquérito para apurar o crime.

As vítimas se reuniram em um grupo para decidir a melhor estratégia para pegar os culpados e tentar recuperar o dinheiro. Uma das possibilidades discutida seria a impetração de uma ação coletiva de reparação por perdas e danos contra os sites de comparação de preços que deram guarida aos estelionatários.

GOLPES SEMELHANTES COMEÇARAM HÁ CERCA DE 2 ANOS

A fraude praticada pela loja fantasma “Vitória Eletrônicos” não é novidade. Nos últimos dois anos, tem aumentado o número de denúncias de consumidores contra empresas que praticam fraudes desse tipo.

Uma das primeiras a praticar o golpe foi uma loja chamada “Polaris Informática”. A farsa atingiu cerca de 170 pessoas em quatro meses, segundo o “www.ReclameAqui.com.br”. De acordo com o site, de lá para cá, os prejuízos de consumidores de todo o país, vítimas de golpes similares, passa da casa dos R$ 400 milhões.

Apesar disso, a prisão de estelionatários que praticam o crime ainda é quase nenhuma se comparada aos prejuízos que vêm causando a cidadãos por todo o país.

LEIA TAMBÉM: Sites de comparação se eximem de responsabilidade




Comentários (1)
denuncia

Ola <br> No governo do Estado de Rondonia, Secretaria de saúde, esta acontecendo que.<br> No concurso do Governo do Estado de Rondonia, esta acontecendo que estão tomando posse candidatos médicos, que mesmo sabendo, que não poderia tomar posse devido não preencher os pré-requisitos.<br> Pois no edital onde dizia que as vagas eram para médicos com residência medica e não para Clinico Geral,<br> Obs. Existe no Concurso do Hospital de Cacoal-RO.<br> Aprovados no concurso do Estado –saude-RO, 96 medicos aptos a tomar posse devido ter feito concurso para clinico Geral<br>

cidadao - Manaus/ AM.
Enviado em: 27/8/2010 07:44:55  [IP: 189.63.196.***]
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