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Porto Velho,  ter,   25/fevereiro/2020     
reportagem

Documentário retrata tragédia de 50 anos atrás em Porto Velho

28/11/2009 07:57
Por Aldrin Willy
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Enfrentando dificuldades de toda sorte, o jornalista Zola Xavier sonha terminar em 2010 documentário que retrata a morte de várias pessoas na tragédia que passou a se chamar “Caçamba Cutuba”. 


 
“Quatro amigos, filhos da terceira geração de rondonienses, os jornalistas Zola Xavier da Silveira e Antonio Serpa do Amaral Filho (Basinho); o juiz de direito Berlange Andrade e o funcionário público Anisío Gorayeb, reencontram-se em Porto Velho em um bar 40 anos depois. Diante das evidentes transformações da cidade, recordam nomes, lugares e fatos como o atentado ocorrido em 26 de setembro de 1962, quando um caminhão feriu e matou militantes políticos e populares durante um comício de Renato Medeiros, numa praça de Porto Velho.”

Assim inicia o documentário que pretende remover o véu do esquecimento sobre um acontecimento de quase 50 anos. Zola Xavier, o produtor, está descobrindo que não é fácil mexer em feridas antigas de uma terra. Ele é filho de Dionísio Xavier, o “Velho Dió”, personagem com uma estreita ligação à história de Porto Velho.

“CAÇAMBA CUTUBA”

O filme traz à tona a história de um evento ocorrido nos idos de 1962, na época em que disputavam o poder local duas facções rivais: os “Cutubas”, liderados pelo coronel Aluizio Pinheiro Ferreira, e os “Peles Curtas”, que tinham à frente o médico e então deputado federal Renato Medeiros. Consta que durante um comício dos “Peles Curtas”, um caminhão avançou sobre a multidão, matando e ferindo várias pessoas. Sobre o ocorrido, até hoje pairam controvérsias sobre se foi deliberado ou acidental.

Por isso, além das dificuldades em obter recursos, Zola também precisou lidar com certa resistência que algumas pessoas têm em ressuscitar eventos do passado, especialmente quando contados sob outra ótica.

Diante da demora em finalizar a produção, os produtores do documentário tiveram a idéia de fazer o lançamento de seu trailer. O objetivo foi dar uma resposta à ansiedade das pessoas e também a boatos sobre o andamento da produção.


CONTROVÉRSIA

O evento se deu no teatro batizado de “Banzeiros”, localizado no centro da capital. O que se viu após a apresentação do trailer, que não tem mais que cinco ou oito minutos, foi o debate em torno da reviravolta que o documentário encerra sobre a história de Rondônia.

O jornalista Lúcio Albuquerque, primeiro a falar, cobrou a ausência do “outro lado” na produção de Zola, cuja narração se concentra na figura de Renato Medeiros, líder dos militantes que foram alvo do atentado.

O historiador Emmanoel Gomes tomou o microfone para defender a obra: “Estamos cansados de só ouvir o outro lado”.

Assim se deu até o final da noite, ora se defendia outra versão para a história da “Caçamba Cutuba”, ora defendia-se a versão retratada no documentário. A expectativa é de que o filme esteja pronto já no ano que vem.

Publicado na edição nº 125, de 28/11/2009.



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