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Editorial: Com as eleições chegando, nunca é tarde para repisar esse alerta

21/12/2009 05:24
Jornal Imprensa Popular
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Há uma necessidade de renovação política no Estado e no Brasil. 


 

O final do ano está chegando e o início de 2010 batendo á porta. Assim, políticos de todo o Brasil começam a lançar suas pré-candidaturas e a formar as alianças partidárias.

Cada cidadão brasileiro terá que votar em um candidato a presidente, senadores, governador e deputados (estadual e federal). Mas, será que realmente sabemos por que vamos votar? O detalhe não é somente escolher em quem se vai votar, mas sim, para que vai votar e em que votar.

Acreditar em belas palavras e promessas deslumbrantes não é tudo o que tem que fazer um eleitor. Não cabe a ele, ser defensor convicto de uma legenda e não arredar o pé dela por nada no mundo. O cidadão deve analisar o candidato, quais os seus anseios e planos, e não deixar de buscar informações sobre o seu passado, não só como político, como pessoa. Pois, como uma má pessoa, será um bom político?

Junto a essa necessidade da busca de informações pelos eleitores pipocam as mensagens eleitoreiras de cada candidato. Chamar a população de “minha gente”, “meus amigos e amigos”, sem esquecer “meus companheiros e companheiras” e por aí vai, são algumas das táticas utilizadas pelos políticos para que nós, simples cidadãos, sintam-se próximos.

É importante lembrar de tudo o que eles já fizeram ocupando outros cargos ou até o mesmo que nós ajudamos a eleger. Já diz o ditado que “Errar é humano, persistir no erro é burrice”, então vamos desta vez pensar, analisar e não simplesmente chegar lá e votar, pois depois de eleitos ou reeleitos é muito difícil algum tipo de regeneração. E na onda dos provérbios, encerramos dizendo que “Depois não vá chorar sobre o leite derramado”.

Muitos do que hoje estão ocupando cargos públicos que dependem do voto alegam que agem com transparência quando na verdade são pessoas que buscam se descolar de todos os controles públicos e consegue bons resultados por atender os anseios fisiológicos daqueles que podem exercer algum tipo de fiscalização e cobrança.

Certamente, aqueles responsáveis por órgãos da administração pública e até mesmo por poderes institucionais que não respeitam a imprensa, discriminando os veículos que os criticam ou não se alinham aos seus interesses certamente não são dignos do voto dos eleitores conscientes porque uma vez no cargo agirão contra os interesses dos cidadãos e farão negócios públicos para garantir seus anseios privados.

Outra questão que deveria permear o consciente dos eleitores é a da capacidade acadêmica daqueles que irão pedir o seu voto. Não se deve, é claro, exigir do candidato a presidente, a governador, a senador ou até mesmo a deputado um currículo de quem irá disputar uma vaga na Academia Brasileira de Letras, mas achar que formação acadêmica e técnica são condições irrelevantes para se garantir o desenvolvimento social, econômico e político de um povo é na verdade uma grande besteira.

Com rápida aproximação de um novo pleito majoritário, o quadro já se descortina para uma disputa de baixa qualidade técnica e meramente partidária, que revela o absurdo a que nos submete uma legislação viciada, eximida do controle externo, conservadorista e manipulada para a produção de resultados preestabelecidos, que visam beneficiar os poderosos grupos políticos e suas coligações estratégicas, em detrimento das demandas da classe média, sempre a mais massacrada pelas políticas fiscal dos governantes.

A presente conjuntura político-partidária nacional obriga o cidadão do bem a contribuir diretamente, pelo voto, com a catástrofe que se evidencia para a nossa sociedade, em razão dos expressivos números da pobreza, do recrudescimento da criminalidade, e, também, da institucionalização da corrupção.

São fatores que resultam da ganância por poder e dinheiro dos administradores públicos que, para atingir seus objetivos, flexibilizam ao ponto de permitir o concurso de pessoas despreparadas no poder administrativo e financeiro, econômico, comercial e diplomático de uma nação emergente e rica.

É bom destacar que no nosso país (e em Rondônia não é diferente) a política baseia-se na pessoa, e não no partido. As diretrizes partidárias ocupam um plano inferior enquanto que a figura do líder, meticulosamente construída, é cultivada com ritos quase religiosos. Dai a longa sobrevivência na vida pública de um personagem como Valdir Raupp, mesmo tendo ele exercido um dos piores governos do Estado de Rondônia.

Embora respondendo processo por má-gestão pública, o barbudo de Rolim conseguiu construir uma imagem de líder dentro do melhor receituário: O discurso deve ser vago, mas recheado de promessas imediatistas. A aparência deve ser neutra, nem desleixada, nem sofisticada. O tom de voz deve ser um misto do apelo emocionado da mãe com a firmeza terna do pai preocupado com seus filhos.

Essa cartilha é seguida há anos por esse senador, com pequenas alterações, e isso pode ser a sua salvação no ano de 2010, quando terá de renovar o seu mandato.

No caso de Rondônia, Fátima Cleide (PT) é quem terá maior dificuldade de se manter no Senado. Não propriamente pela previsível vitória do governador Ivo Cassol que, se não fizer nenhuma idiossincrasia, será o senador mais votado da história da jovem Rondônia.

Fátima passou oito anos no senado sem ter uma assessoria de qualidade. Vai ter de enfrentar, agora, a concorrência de um caudilho que passou todos esses anos com presença constante nos meios de comunicação e se transformou num espécie de símbolo de trabalho e superação.

O que se espera é que nossos eleitores fujam do padrão enraizado que permitiu a toda sorte de estelionatários encontrar na política a solução definitiva para se manterem na impunidade.

Aí, além dos caudilhos, estarão também, pedindo votos, aquelas figuras que tanto freqüentaram o noticiário por seu envolvimento no escândalo das ambulâncias e nos revelados pela “Operação Dominó”.



Publicado na edição nº 126, de 21/12/2009.




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