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Editorial: O que fizeram com Rondônia para ter tanto candidato ruim?

01/03/2010 05:33
Jornal Imprensa Popular
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Entre os nomes até agora apontados como pré ou possíveis candidatos a governador, só uma coisa é certa: o que tem de candidato ruim, de carreiristas e aventureiros num tá no gibi. 


 

Estamos, com essa edição, reiniciando mais uma etapa de Imprensa Popular, após o tradicional recesso de janeiro, quando não circulamos especialmente porque no Estado de Rondônia, institucionalmente tudo fica meio-parado. Aliás, no Brasil o estilo é esse. A política e a vida pública só funcionam após o carnaval.

Mas começamos com uma proposta e uma pergunta intrigante para os leitores que terão nesse ano mais uma vez a responsabilidade de opinar e decidir nas urnas para onde o estado e até o Brasil deve caminhar.

Neste princípio de ano novos lances da disputa eleitoral revelaram outros nomes interessados em concorrer ao governo de nosso estado, ampliando o leque de opções dos chamados pré-candidatos até então conhecidos.

E assim, junto aos nomes de Eduardo Valverde (PT), Confúcio Moura (PMDB), Expedito Júnior (PSDB), João Cahulla (PPS) juntaram-se Melki Donadon (PHS) e Acir Gurgacz (PDT). Dessa meia dúzia, os dois últimos já disputaram o governo estadual e perderam. São figurinhas carimbadas da política, reprovados nos últimos testes das urnas, quando o povo rondoniense os considerou candidatos ruins.

Parece difícil surgir um novo nome nessa relação, pelo menos um nome que seja competitivo.

Então o eleitor já pode ir decidindo se há nesta lista alguém que realmente tenha ou mereça ter a admiração do povo rondoniense para governá-lo por quatro anos a partir de 2011 ou se nessa meia dúzia estão aqueles políticos que dão a Rondônia a impressão de uma terra arrasada quando se fala das perspectivas de verdadeiras lideranças populares.

Será que o eleitor rondoniense, ao examinar essa lista, não se sente no mato sem cachorro quando pensa na sua responsabilidade de escolher alguém com indiscutível capacidade para gerir os negócios públicos do Estado, que pudesse merecer a completa confiança da população?

Como um personagem como esse Donadon pode se apresentar como candidato ao cargo mais importante de nosso Estado, após sofrer várias derrotas, ostentar uma folha corrida cheia de denúncias de corrupção e algumas condenações judiciais? Certamente busca aproveitar-se de verdadeiro buraco político de um estado paupérrimo em lideranças autênticas. Possivelmente acha que o rondoniense “não passa de um babaca” capaz de dar seu voto a qualquer espertalhão, carreirista ou cara-de-pau que se apresente como defensor dos interesses da população.

A simples possibilidade de termos na relação dos candidatos um nome como o do senador sem votos Acir Gurgacz reforça como nunca a idéia de que, em se tratando de lideranças políticas, estamos de mal a pior. Vai mesmo ser difícil, daqui pra frente, melhorar o front político rondoniense, dos tempos em que pintavam lideranças eticamente responsáveis e candidatos possíveis, como foi no tempo do Teixeirão, quando o estado ainda estava simplesmente engatinhando.

Já tivemos candidatos possíveis, como Jerônimo Santana, Orestes Muniz, Jacob Atahla, Olavo Pires e outras lideranças que deixaram saudades. Agora somos obrigados a assistir essa ópera bufa de um Valdir Raupp espalhar out-door pelo estado para afirmar como vitória dos rondonienses sua chegada à vice-presidente do PMDB nacional, numa convenção onde os nomes de peso do partido sequer apareceram porque não quiseram compactuar com a “escolha do mordomo” do castelo mal assombrado.

Na lambança da política em Rondônia é claro temer pelo nosso futuro próximo. Das urnas de outubro próximo poderá sair alguém sem nenhuma competência intelectual ou moral para administrar o estado e até segurar a onda dos corruptos que agem aqui impunemente.

O pior nesse momento é constatar que boa parte da população rondoniense desistiu de participar, de tentar, de lutar, largando as coisas nas mãos de instituições legalmente aparelhadas para enfrentar os corruptos, mas que, infelizmente, demonstram estar debandadas e preguiçosas em seu mister.

Bem, Imprensa Popular vai continuar seu trabalho com a esperança de que o povo rondoniense votará, um dia, com a consciência sobre o verdadeiro significado do voto, com alegria de participar de uma festa cívica e não como alguém que vai às urnas resmungando e arrastando os pés para obedecer a uma simples imposição legal.

Quem sabe as verdadeiras lideranças dos segmentos econômicos e sociais do estado acabem decidindo participar da política no futuro, impedindo esses tranqueiras da vida pública e da corrupção de entrar nesse jogo fazendo tudo para ir prás cabeças, como se diz hoje em dia.

Publicado na edição nº 127, de 28/02/2010.




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