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Porto Velho,  dom,   19/janeiro/2020     
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Editorial: Atores da sucessão estão definidos, mas campanha ainda demora

6/4/2010 17:40:35
Jornal Imprensa Popular
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A decisão do TSE inocentado Cassol, garante a candidatura de João Cahulla no exercício do cargo de governador. 


 

Agora a sucessão estadual rondoniense está praticamente definida com a garantia de que o candidato preferido pelo governador Ivo Cassol poderá disputar o cargo com o comando da máquina administrativa do Estado. Ao dar sentença confirmando a inocência do até então governador Ivo Cassol no processo onde o chefe da administração estadual era acusado de compra de votos, garantiu-se que o vice-governador João Cahulla poderá cumprir o papel a ele destinado por Ivo em seu projeto pessoal de poder, concorrendo ao cargo de governador no cumprimento do restante do mandato de Cassol.

Assim, o quadro sucessório no estado está praticamente definido, embora haja, ainda a questão da definição dos vices e até mesmo dos candidatos às duas vagas para o Senado da República.

Na última edição desse jornal anunciamos, em manchete, o rompimento político entre Ivo Cassol e o ex-senador Expedito Júnior, exatamente porque o ex-senador (que perdeu o cargo no Senado exatamente pelo condenação no mesmo processo por compra de votos) decidiu disputar, também, o governo do estado e não mais o Senado (como segundo voto do próprio Ivo Cassol) descartando os entendimentos de apoio ao vice-governador que, agora, poderá disputar a reeleição de um cargo para o qual nunca foi eleito.

Ninguém desconhece que nessa altura do campeonato Expedito Júnior lidera com folga as intenções de votos na corrida para o governo do Estado.

Mas como as eleições acontecerão somente em outubro não se pode garantir que este cenário é definitivo. É preciso levar em consideração que candidatos sustentados por poderosas máquinas administrativas sempre terminam a campanha com muita força, tornando-se o que no turfe chama-se “poule” de dez.

É claro que com o comando do governo até o final do ano, João Cahulla não será o “azarão” da corrida. Assim como também não deverá ser nenhum azarão o candidato do PT, o deputado Eduardo Valverde, que obterá, certamente, suporte da campanha nacional de seu partido e da prefeitura municipal de Porto Velho, com o empenho total do “companheiro” Roberto Sobrinho.

Usando uma máxima antiga, podemos afirmar que a política no Brasil quase sempre se define a favor de quem tem a chave do cofre.

Expedito Júnior, até onde se fala, faz parte do pequeno círculo de milionários de Rondônia, mas – como a maioria de quem faz política profissionalmente – nem por isso aceita torrar seu patrimônio em projetos eleitorais. Na verdade desde o princípio navegou em naus de outros pilotos, como Jerônio Santana com quem começou sua vida pública.

No partido tucano, onde está agora, já existem afirmações de que Expedito já está com esquema eleitoral viabilizado, inclusive como um suporte aéreo invejável para a campanha, garantido por supostos empresários mantidos no anonimato.

No arraial de Ivo Cassol ainda há muita gente esperançosa no retorno de Expedito ao redil, agora que a candidatura de João Cahulla ao governo no comando da administração é fato concreto. É muito diferente a situação de um Cahulla disputando a eleição como um simples candidato e um João Cahulla disputando a “reeleição”, com o apoio de Cassol e companhia.

Nesta situação fala-se, agora, sobre uma reavaliação do ex-senador. Ele não concorreria novamente ao senado, mas sim a uma cadeira na Câmara dos Deputados. Tudo isso não passa de conjecturas de quem gostaria de ver a disputa desse ano sem cizânias.

Expedito Júnior é político profissional. Certamente deve estar avaliando as dificuldades que terá para enfrentar as duas máquinas (o governo estadual e o PT) e vencer as eleições. Para vencer nesta situação não basta o verbo, é preciso a verba.

Se ainda há enigmas a serem decifrados na disputa sucessória rondoniense, eles estão ligados à questão do Senado e aos vices daqueles que disputarão o governo.

Os nomes citados até o momento como vices eventuais dos candidatos que serão confirmados nas convenções são de políticos fracos, que pouco podem acrescentar para os titulares das chapas majoritárias.

Ivo Cassol escolheu para seu sucessor um candidato sem experiência eleitoral. Pesou na sua escolha a disciplina e a fidelidade de Cahulla. De temperamento forte, Cassol sabe valorizar aqueles “companheiros” mais obedientes ao seu sistema.

E Cahulla está convencido de que não basta ter a máquina nas mãos. Para ir para o segundo turno o apoio do Cassol é fundamental.

Com o fim da novela em torno do processo de cassação, o vice-governador que está prestes a se tornar o governador de fato, certamente está muito animado com o desafio de garantir a hegemonia do grupo ligado a Cassol por muitos e muitos anos no poder rondoniense.

O favoritismo de Expedito não assusta. Cahulla acompanha eleições há muitos anos. Sabe que candidato nenhum é eleito na véspera. Há, ainda, muitas coisas esperando definição. No caso de João Cahulla há, por exemplo, a questão de seu partido estar fora da base do Lula devendo, é claro, apoiar uma candidatura de oposição no plano nacional; enquanto o partido de Ivo Cassol deverá apoiar a candidata do Lula.

Cahulla, pode-se dizer, está em pré-campanha pelo interior há muito tempo. Toda semana ele cumpre uma agenda pesada visitando cidades e regiões onde o governo do Estado realiza obras rodoviárias voltadas especialmente para produtores rurais.

Besteira pensar que o candidato de Ivo Cassol, que estará no comando do governo a partir do próximo dia 3, será o boi de piranha dessa disputa. Ele pode, mesmo não estando agora no topo das pesquisas, estar vencendo uma campanha que parece ser decidida apenas no segundo turno.

Publicado na edição nº 128, de 28/03/2010.




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