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Porto Velho,  qua,   22/janeiro/2020     
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Editorial: Administração municipal: propaganda não esconde seu fracasso

6/4/2010 17:42:47
Jornal Imprensa Popular
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O estilo adotado pelo prefeito de Porto Velho é o de alardear sem fazer; enquanto o ideal seria um prefeito capaz de fazer sem alardear. 


 

O segundo governo municipal do petista Roberto Sobrinho vai chegando à sua metade e até o momento não foi apresentado ou concluído nenhum grande projeto urbano para a capital rondoniense. Quando terminar este segundo mandato do petista Roberto, qualquer pesquisa séria e independente deverá concluir que não foi com ele que a capital desse jovem estado conseguiu o gestor de obras esperado a tantos anos.

Na verdade, diante do imenso volume de publicidade pago com o dinheiro público arrancado dos cofres municipais, certamente será fácil concluir que tivemos com esse prefeito um campeão da demagogia e pra piorar, um simples papagaio de pirata do governo Lula.

Toda a miliardária grana despejada pela administração do prefeito petista na propaganda que serve para manter a mídia amestrada não consegue esconder, por exemplo, que Porto Velho está muito longe da sintonia de desenvolvimento das demais capitais do país, exatamente porque os projetos urbanos fundamentais não avançam e boa parte deles nem saem do papel.

Contando com uma imensa quantidade de recursos do governo federal e com as compensações das empresas privadas que estão construindo o complexo hidrelétrico do Rio Madeira, o prefeito continua sem implementar as soluções para o transporte, como o tão cobrado Anel Viário, ou até mesmo as novas avenidas que poderiam revitalizar e modernizar o aspecto urbano da capital, resolvendo os entraves mais críticos de nossa capital.

A característica da atual gestão porto-velhense é a do emperramento de obras. Por isso Porto Velho está longe da cidade humana, segura, limpa, culta e economicamente viável que é a antiga aspiração de todos os seus moradores.

O prefeito Roberto Sobrinho é um praticante do populismo, sustentado por uma propaganda mentirosa que numa análise superficial, por alguém independente, certamente seria classificada de pura mentira partidária e eleitoral, ferindo sem qualquer temor a legislação que normatiza a propaganda governamental.

Na verdade esta paixão pelo populismo se verifica em todas as ruas, onde a omissão das autoridades municipais é perfeitamente visível. É por isso que a capital rondoniense em alguns aspectos se confunde com velho oeste gringo, onde todo mundo pode tudo.

Qualquer um pode armar uma banca em qualquer esquina e se transformar em “empresário” informal, tomando conta do espaço público sem sofrer nenhuma reprimenda.

Ao contrário. Quem age assim acaba premiado pelo prefeito dos projetos mal sucedidos, “ganhando” mais tarde uma quitanda ou boteco feito pela prefeitura, sem ao menos ter de vencer uma licitação ou concorrência pública.

É difícil entender como esse prefeito ganhou um segundo mandato, ele que até hoje não conseguiu concluir praticamente nenhuma obra, como a propalada retificação do Canal dos Tanques (que passa no fundo da Rodoviária), que até hoje, após torrar muito dinheiro público, não foi terminada.

Se um dia alguma autoridade decidir ir a fundo numa investigação de desperdício de dinheiro público pela atual administração petista certamente poderá ver um monte de mazelas e obras inacabadas, sem data para conclusão.

É claro que Roberto Sobrinho é um cara de sorte. Talvez aí esteja a justificativa para tamanha ousadia e criatividade em enganar destemidamente o povo dessa cidade, como acontece com as obras importantes do governo federal (caso dos viadutos) das quais se apropria, inclusive com a colocação de placas, sem que ninguém procure, pelo menos, impedir a exploração dessa piada mentirosa.

É assim que age desde o primeiro mandato.

A obra nunca foi da prefeitura, mesmo assim serviu ao prefeito petista como instrumento de propaganda. Falamos do tal “Parque da Cidade”, na Avenida Guaporé, vendido como um lugar para visitar e mostrar a quem viesse conhecer Porto Velho. Agora, o que se vê ali é a vergonha de uma área já em degradação, com sujeira e mato tomando conta de tudo, uma área que praticamente não atrai ninguém e sem uma recuperação vai se tornar cada vez mais inservível ao lazer do povo.

Não há, na verdade, nenhum setor merecedor de destaque para a gestão do petista que manda na administração municipal de Porto Velho. Até hoje ele não deu resposta ao trânsito, setor que gera uma montanha de críticas todos os dias, desde seu primeiro mandato.

Comprometido a manter na Semtran uma mulher sem experiência no assunto, o caos do trânsito é cada vez maior, afetando toda a coletividade. Ninguém consegue entender por que o transporte coletivo completamente ruim e ultrapassado continua dominado por um monopólio que, é claro, demonstra ter muita força para manter o segmento como está há tantos anos.

Não há tranqüilidade nas ruas e nem normatização de nada. A cidade está cheia de estacionamentos privativos (sobre as calçadas e na horizontal, na maioria das vezes) proibidos por lei e espaços servem à ditadura das motos, porque a tal secretária da Semtran ainda não foi capaz de regulamentar o estacionamento.

Muito mais poderia ser falado aqui sobre fracassos e vergonhas dessa administração, mas seria necessário espaço maior. Essa característica de Roberto Sobrinho deverá impedir que ele cumpra a promessa de construir o tal hospital municipal de Porto Velho.

Certamente esse prefeito não se preocupa com isso, nem mesmo com o efeito positivo que isso teria para sua história política. Afinal, Sobrinho talvez espere uma alternativa como a encontrada no caso da Maternidade Municipal, obra de seus antecessores, mas que na propaganda tornou-se obra de sua gestão, como os viadutos em construção pelo governo federal.

Publicado na edição nº 128, de 28/03/2010.




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