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Porto Velho,  qua,   22/janeiro/2020     
política

Fátima, que execrava Cassol certamente ficará calada em relação a Lula

6/4/2010 17:56:29
 
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Até agora o presidente fingia que não estava fazendo campanha antecipada e a Justiça Eleitoral acreditou. 


 

A senadora Fátima Cleide deve estar com a pulga atrás da orelha diante da decisão do TSE dando um atestado de inocência ao governador rondoniense no processo em que Ivo Cassol era acusado de compra de votos. A decisão do Tribunal Superior Eleitoral comprovou aquilo que esse jornal sempre afirmou: Cassol pode até ter cometido alguns pecados políticos, mas essa estória da compra de votos nunca deixou de ser conversa para boi dormir inventada pelos desesperados adversários políticos do governador, alimentada na seara do Poder, especialmente por nomes conhecidos, como o de Acir Gurgacz (que com isso conseguiu quatro anos de Senado mesmo sofrendo uma retumbante derrota eleitoral) e o de dona Fátima Cleide, a professorinha que chegou ao Senado na carona de Lula (e também com o apoio, especialmente logístico, do próprio Acir Gurgacz) e agora, se o PT não continuar mandando no país, ficará deslocada da vida pública.

Fala-se da quase ex-senadora nessa abertura porque ela lastreou sou sonho de paladina da honestidade principalmente fazendo acusações ao próprio Cassol e a políticos de seu grupo, enquanto permaneceu sempre calada para os pecados praticados por seus companheiros de partido.

Fátima deveria – se atendesse os ditames dos verdadeiramente cândidos – pedir desculpa a Ivo Cassol por tudo que falou dele enquanto o processo corria no TSE. Mas é claro que ela não tem o menor interesse em demonstrar esse tipo de grandeza.

Ficou em silêncio, como sempre se portou diante de fatos desonrosos e, no mínimo, destituídos de ética praticados por “companheiros”, mesmo quando tais escândalos repercutiram em todo o Brasil.

Certamente que a quase ex-senadora não se manifestará sobre as multas aplicadas ao seu ídolo maior, o presidente Lula, pela Justiça Eleitoral, num reconhecimento tímido e tardio de que o presidente Lula da Silva tem feito um grande esforço pessoal e colocado a máquina do governo federal para fazer de sua candidata (que nunca foi sequer vereadora) uma personagem competitiva, antecipando de há muito a campanha sucessória, mesmo fingindo que não fazia campanha alguma.

Certamente a senadora, no caso de Ivo Cassol, deveria estar entre aqueles que chegavam a brilhar os olhinhos com a campanha sustentada pelo adesivo “Compra de Voto é Crime”, como se a “Venda do Voto” também não o fosse.

É claro que a lei proíbe campanha antecipada e o PT sempre condenou isso. Mas na atualidade os petistas acham perfeitamente normal beneficiar-se de uma lei específica demais, e de uma Justiça Eleitoral que, infelizmente, optou por se ater à letra da lei, e não a seu espírito.

O que, afinal, faz o PT com sua diva e candidata a sucessão? Simples: promove-se um comício, coloca-se sobre o palanque o presidente e sua candidata, destacam-se seus atributos como mulher e como administradora, prega-se até – numa quase provocação à lei e à oposição – a continuidade do governo atual, mas em hipótese alguma usam-se palavras como “eleição” ou pede-se votos. O governo finge que não está em campanha, e a Justiça Eleitoral, que a lei não é vilipendiada.

Pode ser que nesta altura do campeonato, a quase ex-senadora Fátima Cleide pare de pegar no pé de Ivo Cassol e de seu time para correr atrás dos votos que para ela, aparentemente, são muito difíceis. Mas, como se ouve à boca pequena, a ainda senadora estaria interessada em azucrinar João Cahulla, taxando suas constantes viagens ao interior de antecipação da campanha eleitoral.

Até agora as viagens do vice-governador ao interior, mesmo quando acompanhado de Cassol, não foram transformadas nos autênticos comícios petistas, como acontece no caso do Presidente Lula.

Ele até então participa de forma singela de inaugurações, distribuição de sementes certificadas, verificação do andamento de obras em execução, etc. Cahulla será candidato à reeleição, mas não poderá deixar de fazer o trabalho de governador em todas as regiões do Estado.

O novo governador (que também será candidato) deve estar atento às manobras dos adversários, sobretudo daqueles petistas metidos a reserva moral, que ficam sempre calados e fazem vista grossa quando quem pisa na bola é algum companheiro.

Nunca se viu, por exemplo, algum desses próceres do PT rondoniense condenar o uso abusivo da publicidade paga que ocupa boa parte do horário nobre das emissoras de TV por parte do prefeito Roberto Sobrinho, da capital rondoniense. Se esse pessoal petista que está no domínio da máquina pública não tivesse uma blindagem invejável, dificilmente escapariam do dissabor que Ivo Cassol e João Cahulla tiveram de enfrentar até serem absolvidos no Tribunal Superior Eleitoral.

No caso da prefeitura qualquer pessoa de compreensão mediana percebe que a publicidade institucional há muito se divorciou de sua justificativa legal (oferecer informações à população sobre obras e programas públicos, orientar sobre ações de saúde, etc.), embora a apresentação de obras e o “balanço” dos feitos oficiais continuem sendo o pretexto para que publicitários, pagos regiamente, edulcorem a realidade com slogans chamativos e uma intenção claramente motivacional. Ou seja, é um festival de enganação pago com o dinheiro público, que serve para manter amestrada a chamada grande imprensa.

Publicado na edição nº 128, de 28/03/2010.




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