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Porto Velho,  sáb,   28/novembro/2020     
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Transporte coletivo: Monopólio do setor tem aliado forte no próprio Executivo

6/4/2010 18:17:07
 
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Autor da proposta que amplia para no mínimo três as empresas do transporte coletivo sofre admoestação direta do paço municipal. 


 

Buscando uma atuação sintonizada com as reivindicações populares, o vereador José Hermínio, do PT, presidente da Câmara Municipal, poderá sofrer uma perseguição interna de seu próprio partido por ter apresentado, com o apoio da maioria dos vereadores, projeto de lei que tecnicamente acabaria com a espécie de monopólio que hoje domina o transporte coletivo na capital rondoniense.

Sua propositura determinando que o serviço de transporte coletivo seja executado por no mínimo três empresas tem sofrido uma verdadeira implosão por parte do consórcio que domina esse segmento e desagrada até mesmo, segundo consta, o próprio prefeito municipal Roberto Sobrinho.

Interessante é lembrar que antes de se tornar prefeito, o próprio Sobrinho muitas vezes criticava o sistema de permissão do transporte público da cidade e apoiava sua democratização.

Os vereadores petistas na Câmara Municipal, com exceção do presidente José Hermínio, preferiram ficar do lado do prefeito, mesmo sabendo que a maioria da população espera o fim desse monopólio, porque considera que esse sistema é o principal responsável pela péssima qualidade do transporte coletivo da capital rondoniense.

Segundo consta, o vereador José Hermínio está sendo visto com desconfiança por alguns caciques de seu partido descontentes com a forma independente de atuação do presidente da Câmara Municipal, autor de várias propostas polêmicas que, direta ou indiretamente, acabam mexendo com interesses poderosos na economia local.



“DONOS” DO FILÉ

O transporte urbano de Porto Velho está nas mãos das mesmas empresas há vários anos. Hoje o serviço é prestado por apenas duas empresas remanescentes das duas últimas décadas, agrupadas numa espécie de consórcio.

Este sistema faz com que as tarifas do transporte urbano da capital rondoniense seja umas das mais caras de todo o país, enquanto o serviço é considerado entre os piores entre as capitais brasileiras.

Agrupadas num sindicato patronal forte, os “donos” desse serviço que arrecada milhões de reais todo o mês na cidade, sempre exerceram um forte lobby junto à prefeitura, a ponto de no passado indicar quem ocupava a Semtran.

Passaram-se os anos, o PT assumiu o governo do município e as antigas empresas continuaram dando as cartas, sem melhorar o serviço prestado à população e sem ver a tarifa diminuída.

Praticamente o serviço não melhorou coisa alguma nestes anos da administração petista. O anunciado sistema integrado de transporte nem de longe parece com esse sistema existente em outras capitais.

Exercendo uma forte influência junto às cabeças da prefeitura, os donos do monopólio mantém prestam o serviço sem demonstrar nenhum respeito ao usuário, colocando em boa parte das linhas, como dizer os vereadores, ônibus sujos, sem nenhum conforte, sem cumprir os horários previstos na legislação, etc.

Até quando os usuários de Porto Velho vão comprar passes de viagem, comercializados exclusivamente pelo sindicato patronal do monopólio, o desrespeito é a praxe, com filas enormes e desconforto total.

Segundo se afirma, a força desse monopólio é conseqüência da vergonhosa troca de favores desse segmento para com os políticos que detém poder no município.



FORA DO JOGO

O presidente José Hermínio não esconde a existência de atritos da municipalidade com sua atuação parlamentar que patrocina projetos de defesa dos interesses populares. Sobre esse projeto que modifica a legislação municipal obrigando a existência de no mínimo 03 empresas na execução do serviço de transporte coletivo, Hermínio não confirmou se chegou a ser convidado a ir a Brasília, onde tentaram fazê-lo desistir da proposta.

Mas é o que rola nas conversas de bastidores da Câmara. Consta, inclusive, que o presidente da Câmara Municipal já foi informado do risco de não obter legenda para disputar a eleição desse ano, como punição por sua forma de atuação independente dos interesses da gestão municipal exercida por seu colega petista.

Recentemente ele contou a Imprensa Popular que não acredita nesses “boatos” pois o PT não age de forma fascista. Hermínio é um dos principais quadros do partido na capital.

Pode até não se eleger se for disputar alguma coisa neste ano. Todavia, sua votação é importante para que a legenda alcance as cadeiras que pretende na Assembléia Legislativa.

Publicado na edição nº 128, de 28/03/2010


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